GIL CESAR MOREIRA DE ABREU

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Nome: MOREIRA, Gil César
Nome Completo: GIL CESAR MOREIRA DE ABREU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOREIRA, GIL CÉSAR

MOREIRA, Gil César

*dep. fed. MG 1987-1988; const. 1987-1988.

Gil César Moreira de Abreu nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 2 de agosto de 1931, filho do engenheiro civil Pedro Moreira de Abreu e de Hilda Magon Moreira de Abreu. Seu tio-avô, Delfim Moreira da Costa Ribeiro, foi deputado federal entre 1909 e 1910, presidente de Minas Gerais de 1914 a 1918, presidente da República de 1918 a 1919 e presidente do Senado entre 1919 e 1920. Seu primo, Delfim Moreira Júnior, foi constituinte em 1934 e deputado federal de 1934 a 1937.

Fez os estudos secundários no antigo Ginásio Mineiro, atual Colégio Estadual de Belo Horizonte. Em 1953, iniciou o curso de engenharia civil e de transportes na Universidade de Minas Gerais, atual Universidade Federal de Minas Gerais, concluindo-o quatro anos depois. Em 1962, tornou-se chefe da unidade de execução do setor de obras da Diretoria de Esportes de Minas Gerais. Destacando-se como engenheiro-chefe da administração do estádio de Minas Gerais, conhecido como Mineirão, durante o período de sua execução, em 1965 tornou-se diretor desse órgão, função que exerceria até 1969. Em 1964, foi o representante do governo de Minas Gerais nas olimpíadas de Tóquio, no Japão. Em 1969, fez o curso de planejamento urbano e administração municipal na UFMG. Em 1972, assumiu a Superintendência de Desenvolvimento da capital.

No pleito de novembro desse ano, elegeu-se vereador de Belo Horizonte, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e assumiu o mandato no início do ano seguinte, com participação ativa na aprovação dos projetos de lei que criaram a Comissão Especial do Uso do Solo, a Comissão de Proteção de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Transportes e a Comissão Permanente de Vistorias, destinada a fiscalizar os orçamentos, concorrências e realização de obras públicas. Defendeu, na época, a criação das administrações regionais como meio de aumentar a eficiência do governo municipal. Ainda em 1973, fez o curso de marketing na Associação Comercial de Minas Gerais.

Em 1977, com o encerramento da legislatura, deixou a Câmara de Vereadores e assumiu a direção de operações da Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU), cargo que exerceria até 1982. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena.

No pleito de novembro de 1982, elegeu-se deputado estadual de Minas Gerais, na legenda do PDS, assumindo o mandato no início do ano seguinte e participando dos trabalhos legislativos como presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Planejamentos Regionais e membro efetivo da Comissão de Defesa do Meio Ambiente. Em 1984, licenciou-se do mandato para assumir o cargo de secretário estadual de Minas e Energia no governo de Hélio Garcia (1984-1987). Em 1985, saiu do PDS e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL), agremiação fundada por dissidentes da sigla anterior. Ainda nesse ano disputou com o deputado pefelista Maurício Campos a indicação do partido para concorrer à prefeitura de Belo Horizonte no pleito de novembro de 1985, mas não foi bem-sucedido. Com isso saiu do PFL e ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Retornando à Assembléia Legislativa em 1986, participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Minas e Energia.

No pleito de novembro de 1986, candidatou-se a uma cadeira de deputado federal constituinte na legenda do PMDB. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte como membro titular da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade do Subsolo e da Atividade Econômica, da Comissão da Ordem Econômica, e suplente da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças.

Nas votações mais importantes da Constituinte, manifestou-se a favor do aborto, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, do turno ininterrupto de seis horas, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, da anistia aos micro e pequenos empresários e do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney. Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, a jornada semanal de 40 horas, a pluralidade sindical, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos para a dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a legalização do jogo do bicho e se absteve de votar sobre o limite de 12% ao ano para os juros reais.

Ainda nesse mandato foi coordenador da bancada mineira do PMDB na Câmara dos Deputados. Em 4 de agosto de 1988, licenciou-se do mandato para exercer o cargo de secretário de Assuntos Metropolitanos do Estado de Minas Gerais na gestão de Newton Cardoso (1987-1991). Desincompatibilizando-se do cargo de secretário estadual, tentou a reeleição para a Câmara no pleito de outubro de 1990, pela legenda do PMDB, conseguindo apenas uma suplência.

Abandonando a carreira política, desligou-se do PMDB, passando a exercer a profissão de engenheiro em Belo Horizonte, na firma de sua propriedade, o Escritório Técnico de Engenharia e Administração Ltda.

Fez o curso de segurança e desenvolvimento da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra e foi também representante da EBTU no Banco Mundial, secretário do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Belo Horizonte, vice-presidente da Associação de Iniciadores do Banco Nacional de Habitação no Estado de Minas Gerais, construtor e gerente de projetos de estádios e complexos esportivos em Teresina, São Luís, Uberlândia, Campina Grande, João Pessoa e Belo Horizonte, membro das comissões de construção da estação rodoviária e do palácio das Artes de Belo Horizonte, engenheiro contratado na supervisão de obras e projetos de agremiações sociais e esportivas, diretor do Escritório Técnico de Engenharia e Administração, consultor da Prefeitura de Manaus e do governo de Rondônia no primeiro plano integrado do desenvolvimento do estado. Exerceu ainda a vice-presidência da Federação Mineira de Futebol, a presidência da Federação Mineira de Automobilismo e a direção do Clube Atlético Mineiro.

Foi casado com Shirlei Garzon Moreira de Abreu. Casou-se, em segundas núpcias, com Tatiana, com quem teve cinco filhos.

Publicou A construção do estádio de Minas Gerais, Mudança de atitudes, Análise e diagnósticos dos problemas urbanos a nível municipal, Recomendação de uma política a seguir e Transporte urbano em Belo Horizonte e região metropolitana e A construção de uma vida (autobiografia).

Marcelo Costa/Rogério de Barros

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de Minas (6/6/09); Folha de S. Paulo (20/3/88); INF. BIOG.; JB Online (12/3/03); Tempo (13/9/09).

 

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