GLYCON DE PAIVA TEIXEIRA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PAIVA, Glycon de
Nome Completo: GLYCON DE PAIVA TEIXEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PAIVA, GLYCON DE

PAIVA, Glycon de

*pres. BNDE 1955-1956.

 

Glycon de Paiva Teixeira nasceu em Uberaba (MG) no dia 16 de setembro de 1902, filho de Otávio Augusto de Paiva Teixeira e de Celina Soares de Paiva.

Fez seus estudos no Ginásio Diocesano de sua cidade natal, formando-se mais tarde em engenharia de minas pela Escola de Minas de Ouro Preto (MG).

De 1934 a 1939 foi geólogo-chefe do Departamento Nacional da Produção Mineral, do Ministério da Agricultura, tendo exercido de 1938 a 1940 o cargo de diretor da Divisão de Geologia desse órgão. Ainda no mesmo departamento desempenhou, de 1940 a 1941, a função de diretor da Divisão de Geologia e Mineralogia e, de 1940 a 1942, a de diretor da Divisão de Fomento. De 1943 a 1944 chefiou o Serviço de Produção Mineral da Coordenação da Mobilização Econômica, órgão criado pelo presidente Getúlio Vargas para articular o esforço econômico exigido pela intervenção do Brasil em 1942 na Segunda Guerra Mundial.

Em 1947 foi delegado do Brasil à Conferência Preparatória do Comércio e Emprego, realizada em Genebra, na Suíça, e à Conferência de Energia, em Haia, na Holanda. Ainda esse ano participou da comissão especial nomeada pelo presidente da República, Eurico Dutra, para elaborar o anteprojeto do Estatuto do Petróleo, que, após ser discutido no Congresso, foi arquivado.

Participou em 1948, como delegado brasileiro, do VIII Congresso Científico Pan-Americano, em Washington, e da Conferência Internacional de Comércio e Emprego, em Havana, Cuba, tendo integrado ainda o Conselho Nacional de Minas e Metalurgia. De 1948 a 1949 foi relator da Comissão de Exploração Mineral da Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos, na qual foi ainda relator das subcomissões de manganês, de minerais e de fosfato. Em 1949 tornou-se membro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), atuando em 1951 como assessor econômico da delegação brasileira a IV Reunião de Consultas dos Ministros de Relações Exteriores das Repúblicas Americanas.

No segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), participou do grupo de técnicos encarregados de estudar, por ocasião da criação da empresa metalúrgica Mannesmann, as localizações alternativas para que o projeto de instalação garantisse o equilíbrio de crescimento espacial dessa indústria, recaindo a escolha no estado de Minas Gerais.

De 1952 a 1953 exerceu o cargo de diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), atual Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Deixando esse cargo, passou em 1954 a membro do Conselho Técnico de Economia e Finanças, onde permaneceria até 1960. Tornou-se ainda, em 1955, diretor da Companhia Vale do Rio Doce, e em março desse ano sucedeu a Válder Sarmanho na presidência do BNDE, exercendo esse cargo até fevereiro de 1956, quando foi substituído por Lucas Lopes.

Em 1961 foi um dos organizadores do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPÊS), organização de empresários do Rio de Janeiro e de São Paulo, estruturada no decorrer desse ano e fundada oficialmente em fevereiro de 1962 com o objetivo de “defender a liberdade pessoal e da empresa, ameaçada pelo plano de socialização dormente do seio do governo João Goulart”, mediante o “aperfeiçoamento da consciência cívica e democrática do povo”. Glycon de Paiva foi vice-presidente do IPÊS de 1961 a 1967. Essa entidade participou do movimento político-militar de março de 1964 que depôs o presidente Goulart, reduzindo a partir de então as suas atividades até desaparecer em 1972.

De 1964 a 1967 foi ainda membro do Conselho Nacional de Economia, integrando também em 1966 o conselho consultivo da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Em 1972 tornou-se membro do conselho administrativo da Mercedes Benz do Brasil e, em 1976, do conselho técnico da CNC, do conselho consultivo da Siemens, do conselho econômico da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da administração da Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração (Caemi) e do conselho consultivo da APEC editora. Em 1979 participou do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social (Comudes), no governo do prefeito do Rio de Janeiro Israel Klabin.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 17 de julho de 1993.

Era casado com Edite Feliciano de Paiva, com quem teve quatro filhos.

Publicou Carvão mineral do norte do Paraná (em colaboração, 1934), Gênese do carvão do norte do Pará (1939), Carvão mineral de Barra Bonita e Carvãozinho — estado do Paraná (em colaboração, 1941), Reavaliação das possibilidades petrolíferas do Brasil (1962), História da campanha de sondagens para pesquisa de petróleo na área de São Pedro (1975), Ouro e bauxita na região do Gurupi e carvão mineral do Piauí, além de cerca de duas centenas de artigos sobre geologia e recursos minerais do Brasil, sobre economia e sobre demografia.

 

FONTES: BLUME, M. Pressure; BULHÕES, O. Margem; COHN, G. Petróleo; CONF. NAC. COMÉRCIO. 20; CORRESP. BANCO NAC. DESENV. ECON.; CORRESP. CONF. NAC. COMÉRCIO; CURRIC. BIOG.; Folha de S. Paulo (28/8/77); Grande encic. Delta; HIPÓLITO, L. Manifesto; INF. FAM. GLYCON DE PAIVA FILHO; Jornal do Brasil (22/8 e 22/10/76, 10/10/77 e 28/3/79); MOREIRA, J. Dic.; SOARES, E. Instituições.

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados