GONCALVES, RAMIRO TAVARES

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Nome: GONÇALVES, Ramiro Tavares
Nome Completo: GONCALVES, RAMIRO TAVARES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GONÇALVES, Ramiro Tavares

GONÇALVES, Ramiro Tavares

*  militar; ch.  Dir.  Ger.  Mat.  Bél.  Ex. 1971; ch. Depto Ger.  Pess.  Ex. 1973-1976.

 

Ramiro Tavares Gonçalves nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 27 de junho de 1911, filho de Porfírio Gonçal­ves e de Ana Tavares Gonçalves.

Sentou praça em março de 1928, ingres­sando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, de onde saiu aspirante em dezem­bro de 1932.  Promovido a segundo-tenente em julho do ano seguinte e a primeiro-tenente em agosto de 1934, foi nessa data incorpora­do ao 1º. Regimento de Cavalaria Divisionária, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até ja­neiro de 1935.  Em seguida foi transferido pa­ra a Escola de Educação Física do Exército, aí servindo até dezembro do mesmo ano.

Em março de 1936 foi removido para o quartel-general da 5ª. Região Militar (5ª. RM), sediada em Curitiba, servindo nessa unidade até maio do mesmo ano e de junho a agosto de 1937.  Nomeado ainda em julho de 1937 ajudante-de-ordens do general Estêvão Leitão de Carvalho - comandante da 3ª RM, em Por­to Alegre -, exerceu a função até dezembro de 1939.  Promovido a capitão em agosto de 1940, chegou a major em setembro de 1948, a tenente-coronel em setembro de 1952 e a co­ronel em abril de 1960 .

Após a vitória do movimento político-mi­litar que depôs o presidente João Goulart em 31 de março de 1964, foi designado para a chefia da 3ª Divisão do gabinete do ministro da Guerra, general Artur da Costa e Silva.  Em no­vembro do mesmo ano alcançou o posto de general-de-brigada e, nessa condição, ocupou até 1965 a Secretaria Geral do Ministério do Exército, exercendo ainda o comando da Di­visão de Cavalaria, em Santiago (RS).  Coman­dou também a Divisão Blindada, no Rio de Janeiro, de 1967 a 1968, posição graças à qual teve a oportunidade de influir na decisão militar que levou à edição do Ato Institucio­nal nº.  5, em 13 de dezembro de 1968.  Res­pondeu ainda pelo comando da . RM, sedia­da em Campo Grande, atual capital de Mato Grosso do Sul. Promovido a general-de-divisão em março de 1969, assumiu em 1971 a chefia da Diretoria ­Geral de Material Bélico em Brasília.  Com a transformação desse órgão em Departamento ­de Material Bélico do Exército, tornou­-se vice-chefe do mesmo, alcançando o posto de general-de-exército em julho de 1973. Nomeado nessa data chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército, em substituição ao general Isaac Nahon, passou para a reserva em março de 1976, transmitindo o cargo ao general Fernando Belfort Bethlem.

Foi também chefe do estado-maior da 2ª.RM, sediada em São Paulo, e desempe­nhou diversas atividades na área do esporte, tendo sido o organizador de olimpíadas milit­ares e dos IV Jogos Pan-Americanos, em São Paulo. Foi presidente da Liga Atlética Rio-Grandense e da Comissão de Desportos do Exército e membro do Comitê Olímpico Brasileiro.

Casou-se com Inês Barbosa Monteiro Gon­çalves, de quem teve dois filhos.

 

FONTES:  ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Jornal do Brasil (31/7/73 e 6/3/76); MIN.  GUERRA.  Almanaque (1971); Perfil (1971).

 

 

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