HAROLDO SILVA DUARTE

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Nome: DUARTE, Haroldo
Nome Completo: HAROLDO SILVA DUARTE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

DUARTE, Haroldo

*dep. fed. GO 1963-1967.

Haroldo Silva Duarte nasceu em Anápolis (GO) no dia 11 de maio de 1934, filho de Jonas Ferreira Alves Duarte, jornalista, vice-governador e governador interino de Goiás (1954-1955) e prefeito de Anápolis (1963-1965), e de Luzia Silva Duarte. Seu avô materno, Graciano Antônio Silva, foi intendente municipal em Anápolis de 1923 a 1927 e prefeito da cidade de 1945 a 1947.  Seu primo Henrique Meireles tornou-se presidente do Banco Central em 2003.

Fez seus estudos no Colégio Santo Agostinho, em Belo Horizonte, e na Faculdade de Direito da atual Universidade Federal de Goiás, pela qual se bacharelou em 1960. Entre 1956 e 1961 (informação que achei é de que ele foi diretor e editor do jornal até 1968 - http://www.assembleia.go.gov.br/conheca_assembleia/parlamentares/1947_2002/HAROLDO_SILVA_DUARTE.htm) foi diretor do jornal O Anápolis, único diário então existente no interior de Goiás.

Iniciou sua vida política em outubro de 1958, quando se elegeu deputado estadual de Goiás, tendo sido o mais votado do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, e em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal por Goiás, ainda na legenda do PTB. Concluiu o mandato na Assembléia Legislativa do estado em janeiro de 1963 e no mês seguinte assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados. Com a extinção dos partidos políticos, por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), e com a posterior instauração do bipartidarismo, ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar vigente no país desde abril de 1964.

Na Câmara dos Deputados foi membro das comissões de Minas e Energia, de Relações Exteriores e do Distrito Federal. Segundo levantamento realizado em 1964 pelo Correio Brasiliense, de Brasília, era favorável a uma reforma constitucional que possibilitasse as desapropriações necessárias à reforma agrária e instituísse medidas como o voto do analfabeto. Preocupava-se também com a fiscalização dos investimentos estrangeiros no país, defendia o monopólio estatal do petróleo e de outros ramos básicos da economia e a nacionalização dos bancos de depósito. Apoiava ainda a chamada política externa independente, inaugurada pelo presidente Jânio Quadros, que preconizava o não-intervencionismo e a autodeterminação dos povos.

Em janeiro de 1967, deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, sem que houvesse disputado a reeleição em novembro do ano anterior.

Em 1970, com a posse de Henrique Santillo na prefeitura de Anápolis, ocupou a Secretaria de Administração (1972) e, posteriormente, a Secretaria de Planejamento (1973). Em 1972, sob a acusação de ser um dos líderes de um movimento de posseiros que disputavam com grileiros terras desapropriadas na região de Anápolis, foi preso cerca de 20 dias no 6º Batalhão de Caçadores, em Brasília. Absolvido, passou a dedicar-se ao jornalismo e fundou, até 1986, e dirigiu os jornais Correio do Planalto (1974-1978) e A Gazeta Popular (1983-1985), em Anápolis. Transferindo-se para Brasília, dirigiu O Alvorada.

Com os primeiros indícios de abertura política, Ivete Vargas e Leonel Brizola, assim como outros trabalhistas, entre os quais Haroldo Duarte, se mobilizaram pela reorganização do PTB já em 1978. Antecipando-se à lei que extinguiu o bipartidarismo, que seria sancionada em 29 de novembro, o grupo de Ivete requereu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 21, o registro provisório do partido. Uma semana depois, o grupo brizolista, do qual fez parte Haroldo Duarte, encaminhou também ao TSE pedido de registro da sigla. Em maio do ano seguinte, porém, o TSE deferiu o pedido em favor de Ivete. A concessão do registro do PTB ao grupo de Ivete foi denunciada pelos brizolistas como manobra governamental destinada a usurpar a legenda para transformá-la em um “partido biônico e patronal”.

Os trabalhistas, sob a liderança de Brizola, fundaram então o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Haroldo Duarte foi um dos fundadores do partido em Goiás, em 1980.

Nas primeiras eleições diretas depois do regime militar, em novembro de 1982, Íris Resende, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que fazia oposição ao governo federal, conquistou o governo de Goiás. Com a posse de Íris, em março de 1983, Haroldo Duarte tornou-se assessor especial do governo, permanecendo no cargo até 1985 (a informação que achei foi a de que ele foi assessor até 1987 - http://www.assembleia.go.gov.br/conheca_assembleia/parlamentares/1947_2002/HAROLDO_SILVA_DUARTE.htm).

Em novembro de 1985, integrou a chapa encabeçada por Pedro Canedo, candidato à prefeitura de Anápolis, mas perdeu.

Entre 1987 e 1988 foi assessor especial na Secretaria de Indústria e Comércio do governo do Distrito Federal.

Presidente do diretório regional do PDT entre 1994 e 1996, em 1998 assumiu a presidência do diretório municipal do partido em Anápolis. (a informação que encontrei no mesmo site acima mencionado é de que ele foi presidente regional do PDT entre os anos de 1989-2000).

No ano de 2005 era secretário municipal de Habitação em Anápolis.

Casou-se com Tânia Maria Diniz Duarte, com quem teve quatro filhos. Seu sogro, Sócrates M. Diniz, foi prefeito de Anápolis (1951-1952) e suplente de senador (1959-1960)

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CAMPOS, Q. Fichário; INF. BIOG.

 

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