HEITOR BARCELOS COLLET

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Nome: COLLET, Heitor
Nome Completo: HEITOR BARCELOS COLLET

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COLLET, HEITOR

COLLET, Heitor

*const. 1946; dep. fed. RJ 1946-1951.

 

Heitor Barcelos Collet nasceu em São Fidélis (RJ) no dia 27 de março de 1898, filho de Agnelo Géraque Collet e de Emília Barcelos Collet. Seu pai foi presidente do estado do Rio de Janeiro de 1917 a 1918.

Fez os estudos primários em sua cidade natal e os secundários no Liceu de Humanidades de Campos (RJ) e no Colégio Diocesano São José, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, prestando exame de madureza no Colégio Pedro II na mesma cidade. Ainda estudante, foi oficial-de-gabinete do governo de seu pai. Em 1922 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.

Após a Revolução de 1930 elegeu-se, em outubro de 1934, deputado à Assembléia Constituinte do estado do Rio de Janeiro na legenda do Partido Popular Radical. Participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato ordinário. Presidiu a Assembléia Legislativa de 1936 a 1937, assumindo em março desse ano o governo interino do estado do Rio de Janeiro em substituição a Protógenes Guimarães, então em tratamento de saúde na Europa. No mês seguinte tornou-se delegado das forças políticas que apoiavam o governo do Rio de Janeiro na convenção para o lançamento da candidatura de José Américo de Almeida, candidato apoiado oficiosamente pelo presidente Getúlio Vargas às eleições presidenciais previstas para 1938. Eram então intensos os conflitos entre os políticos fluminenses ante a campanha pela sucessão de Vargas, sendo que os constantes pedidos de licença de Protógenes Guimarães ainda mais os intensificaram. Retornando em julho da Europa, Protógenes preferiu, embora hospitalizado, permanecer formalmente à frente do governo, pois não queria confiá-lo a Collet, que pertencia à corrente de José Eduardo de Macedo Soares, com quem Vargas não simpatizava por discordar de sua pretensão ao poder no estado. Na véspera do golpe do Estado Novo, desfechado em 10 de novembro de 1937, o governo do Rio de Janeiro foi entregue ao interventor Ernâni do Amaral Peixoto e, com a subseqüente supressão dos órgãos legislativos do país, Heitor Collet teve interrompido seu mandato. Durante a interventoria de Amaral Peixoto (1937-1945) foi nomeado secretário do Interior e Justiça do estado do Rio em substituição a Rui Buarque Nazaré.

Com a desagregação do Estado Novo em 1945 e a reorganização partidária, foi um dos fundadores do Partido Social Democrático (PSD) do Rio de Janeiro, em cuja legenda se elegeu em dezembro desse ano deputado à Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Empossado em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), permaneceu no exercício do mandato até janeiro de 1951. Nessa legislatura foi membro da Comissão Permanente de Diplomacia da Câmara dos Deputados e da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os atos delituosos da ditadura.

Também jornalista, integrou ainda os quadros do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Justiça, tendo sido presidente do Conselho Estadual de Serviço Social e catedrático de ciências econômicas na Academia de Comércio do Rio de Janeiro, além de professor da Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro e membro do Conselho Administrativo do Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 30 de janeiro de 1974.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CORRESP. GOV. EST. RJ; Diário de Notícias, Rio (26/5/37); Diário do Congresso Nacional; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; GURGEL, H. Governo; Jornal do Brasil (30/1/74); LACOMBE, L. Chefes; LEVINE, R. Vargas; PEIXOTO, A. Getúlio; SILVA, G. Constituinte.

 

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