HELIO JAGUARIBE DE MATOS

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Nome: JAGUARIBE, Hélio
Nome Completo: HELIO JAGUARIBE DE MATOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
JAGUARIBE, HÉLIO

JAGUARIBE, HÉLIO

*secr. Ciênc. Tecnol. 1992.

Hélio Jaguaribe Gomes de Matos nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 23 de abril de 1923, filho de Francisco Jaguaribe de Matos e de Francelina Santos Jaguaribe de Matos. Seu pai foi general do Exército e chefe do serviço geográfico da Comissão Rondon.

Estudou no colégio Santo Inácio, e em 1946 formou-se em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Após se formar, trabalhou no escritório de advocacia de San Tiago Dantas e, mais tarde, abriu seu próprio escritório em companhia de Reynaldo Reis.

Em 1949 tornou-se responsável pelo suplemento cultural semanal do Jornal do Comércio, denominado “a quinta página”. Esse espaço foi criado com o aval de Augusto Frederico Schmidt e serviu para divulgar análises que um grupo de intelectuais vinha elaborando sobre a cultura brasileira. Desse grupo participaram Israel Klabin, Oscar Lorenzo Fernandez, Jorge Serpa Filho, Roland Corbisier, entre outros. Jaguaribe escreveu uma série de artigos sobre fascismo, política de clientela e política ideológica.

 

Do IBESP ao ISEB

Em 1952, juntamente com outros intelectuais estabelecidos tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, passou a se reunir no último fim de semana de cada mês no Parque Nacional de Itatiaia, em local cedido pelo Ministério da Agricultura, com a finalidade de estudar os problemas que a sociedade brasileira enfrentava para ultrapassar o estágio de subdesenvolvimento. O grupo passou a ser chamado de “grupo de Itatiaia” e, além de Jaguaribe, frequentaram suas cinco reuniões, entre outros, Cândido Mendes de Almeida, Alberto Guerreiro Ramos, Oscar Lorenzo Fernandez, Inácio Rangel, Israel Klabin, Rômulo Almeida, Heitor Lima Rocha, Evaldo Correia Lima e Ottolmy da Costa Strauch, residentes no Rio de Janeiro. A eles vieram se juntar alguns intelectuais provenientes de São Paulo como Roland Corbisier, Vicente Ferreira da Silva, Ângelo Simões de Arruda, Almeida Sales, Paulo Edmur de Sousa Queiroz e Miguel Reale.

Em 1953, os intelectuais do “grupo de Itatiaia” residentes no Rio de Janeiro, juntamente com Roland Corbisier, que se mudou para o Rio no ano seguinte, fundaram o Instituto Brasileiro de Economia, Sociologia e Política (IBESP), do qual Jaguaribe foi secretário-geral.

Entre 1953 e 1956, com os recursos de seus próprios membros, o IBESP publicou a revista Cadernos do Nosso Tempo, com cinco números. A revista buscava sintetizar o pensamento do IBESP, reunindo ensaios sobre a sociedade e a economia e indicando a urgência de reformas na estrutura do Estado. Jaguaribe publicou vários artigos, entre os quais “A crise brasileira”, em outubro/dezembro de 1953, indicando a necessidade de um planejamento econômico-social que recorresse à socialização dos meios de produção, e “Para uma política nacional de desenvolvimento”, na última edição da revista, em janeiro/março de 1956.

Em 1955, os integrantes do IBESP decidiram ampliar sua ação e criar um órgão através do qual pudessem influenciar as decisões do poder relativas à orientação do desenvolvimento. Foi então criado, por decreto do governo de Café Filho, o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Com o apoio decisivo de Anísio Teixeira, que exercia um papel importante no Ministério da Educação, o instituto se estabeleceu dentro desse ministério, porém sem sofrer ingerências diretas do então ministro Cândido Mota Filho. O ISEB, que teve Roland Corbisier como primeiro diretor, foi inicialmente constituído por um conselho consultivo, um conselho curador e cinco departamentos. Jaguaribe chefiava o departamento de ciência política, Evaldo Correia Lima o de economia, Álvaro Vieira Pinto o de filosofia, Cândido Mendes de Almeida o de história e Alberto Guerreiro Ramos o de sociologia. Com suas publicações, conferências e cursos ministrados por esses intelectuais e ainda outros afinados com seu pensamento, como Nelson Werneck Sodré e Celso Furtado, o ISEB se tornou um dos mais importantes núcleos de elaboração do debate ideológico sobre temas como o nacionalismo, o desenvolvimento e a industrialização, do qual surgiu o conceito que ficou conhecido como nacional-desenvolvimentismo.

Nesse contexto, no fim de 1958, Jaguaribe publicou O nacionalismo na atualidade brasileira, desencadeando uma crise interna no ISEB. O livro criticava o radicalismo de posições que transformavam o nacionalismo em símbolo de uma luta contra a participação de capitais estrangeiros no processo de desenvolvimento. A reação partiu de um movimento externo ao ISEB, promovido pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e por alguns jornais, que atacavam sua análise sobre a política do petróleo e sua posição favorável à exploração do setor petroquímico por empresas privadas. Para Jaguaribe, a entrada de investimentos externos seria especialmente vantajosa, pois permitiria solucionar o problema de falta de capital e de técnica. A defesa da participação privada baseava-se no argumento da incapacidade gerencial do Estado, dada a sua estrutura clientelista e cartorial, suscitada pelo subdesenvolvimento.

O debate em torno do livro serviu de pretexto para acirrar uma disputa interna entre duas tendências, que colocava em questão qual deveria ser o verdadeiro posicionamento do ISEB: enquanto Jaguaribe sustentava a necessidade de o instituto manter um espírito “crítico e científico” em detrimento de toda propaganda política de partido, Roland Corbisier e Guerreiro Ramos eram favoráveis a que o ISEB abandonasse a reflexão puramente teórica para se dedicar diretamente ao trabalho militante.

O ministro da Educação, Clóvis Salgado, decidiu reunir o conselho curador e consultivo para deliberar sobre a finalidade do ISEB. Apesar de o resultado da reunião ter sido favorável à posição de Jaguaribe, Roland Corbisier recorreu ao presidente Juscelino Kubitschek e ao ministro da Educação, conseguindo reformular a estrutura do ISEB, de modo a aumentar o poder do diretor frente ao conselho curador. Discordando dessas mudanças, Jaguaribe desligou-se do instituto em 1959.

 

Empresário e intelectual

Após sua saída do ISEB, Hélio Jaguaribe passou a colaborar, sem vínculos permanentes, com diversas instituições acadêmicas no Brasil e no exterior. Ainda em 1959 iniciou também o projeto de expansão da Companhia Ferro e Aço de Vitória. O projeto, que foi subsidiado por recursos públicos e privados, converteu uma pequena empresa produtora de ferro gusa, de sua família, numa grande empresa siderúrgica. Dirigiu esse empreendimento até o golpe militar de 1964, quando renunciou à presidência da empresa.

Com o movimento político-militar de 31 de março de 1964, depois de ter condenado a derrubada de João Goulart, afastou-se do país, indo lecionar sociologia nos Estados Unidos. De 1964 a 1966 lecionou na Universidade de Harvard; de 1966 a 1967, na Universidade de Stanford; e de 1968 a 1969, no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Ao retornar em 1969, ingressou nas Faculdades Integradas Cândido Mendes, onde foi diretor de Assuntos Internacionais.

Em 1971, motivado pela idéia de fomentar a integração da América Latina, deu início ao projeto da multinacional Latinequip, para a comercialização de bens de capital. A empresa foi fundada em 1976, tendo como acionistas a Nacional Financeira, do México, o Banco do Estado de São Paulo e o Banco de la Provincia de Buenos Aires. Jaguaribe foi nomeado membro do conselho consultor da empresa.

Em 1974, lançou Brasil: crises e alternativas. Escrito como uma conferência, pronunciada em 1973 no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), o livro analisava a crise do populismo e o regime militar instaurado em 1964. O estudo retomava algumas de suas teses desenvolvimentistas, especialmente a da importância da entrada de capitais estrangeiros. Para Jaguaribe, a crise que afetou o país na década de 1960 fora resultado da falta de condição dos governos populistas das décadas de 1940-1960 para promover o desenvolvimento através de uma iniciativa predominantemente do Estado. Nesse sentido, destacava o bom desempenho econômico que o regime militar conseguira com auxílio externo.

Com a fundação do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES), em 1979, foi designado decano da instituição. Ocuparia esse posto até 2003, quando o transmitiu a Francisco Weffort e tornou-se decano emérito.

Em 1985, coordenou o projeto Brasil 2000, encomendado pelo governo José Sarney. Os resultados foram publicados em 1986, com o título Brasil 2000: para um novo pacto social. A pesquisa constatou que, apesar de ser a oitava economia mundial, o Brasil caía para a mesma categoria dos países africanos ou asiáticos no tocante às condições de bem-estar social. Estimou que 65% dos brasileiros viviam em condições precárias, passando fome. O relatório propunha uma estratégia de 15 anos para elevar os padrões de vida dos brasileiros a níveis próximos da Espanha ou da Grécia. Para isso, o governo deveria atacar em quatro frentes: produção de alimentos, geração de empregos, elevação dos salários e ampliação e agilidade dos serviços sociais.

A segunda parte do projeto foi lançada em 1988, com o título Brasil: reforma ou caos. Com farta documentação, contendo estatísticas e tabelas comparativas, o livro apresentava mais uma vez um diagnóstico sombrio da situação. Como os males sociais aumentavam a cada ano, isso poderia determinar uma situação de caos social a partir da virada da década. Para mudar esse quadro seria preciso um grande investimento na área social, na época inviável. Eram, portanto, apontadas como soluções a reformulação do Estado, a renegociação da dívida externa e a elevação dos impostos.

Em meados de 1988, juntou-se a André Franco Montoro, José Richa e José Serra na formação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com um programa que defendia os princípios da socialdemocracia e o sistema parlamentarista de governo. Foi membro do diretório nacional e do comitê executivo do partido, participando da campanha presidencial de Mário Covas. Ainda em 1988, concedeu uma entrevista ao Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Universidade Estadual de Campinas, em que falava sobre sua história de vida e sua formação intelectual. Em 1989, lançou Alternativas do Brasil, fornecendo novo panorama de um país em crise, que necessitava de reformas urgentes. Para cada problema apresentava uma variedade de soluções e opções.

Em 1992, renunciou aos cargos partidários para ser secretário da Ciência e Tecnologia, compondo com outros membros do PSDB — Celso Lafer, Sérgio Paulo Rouanet — o segundo ministério Collor, de abril a setembro. Deixou o cargo quando foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em 29 de setembro, a abertura do processo de impeachment do presidente. A partir dessa data deixou de ter qualquer participação ativa na política, dedicando-se exclusivamente à vida acadêmica.

Em agosto de 1994, ao comentar a “questão indígena” em palestra no Estado-Maior do Exército, criou polêmica ao defender uma política de integração dos índios mediante a escolarização, a fim de que não ficassem “congelados” em estado primário. A questão foi debatida nos jornais com antropólogos e jornalistas que entenderam que Jaguaribe preconizava o fim dos índios. O sociólogo argumentou em uma série de artigos que a integração não significaria o fim, mas uma assimilação do índio ao contexto social, transformando-o em um cidadão.

A partir de 1994 passou a dirigir um projeto de pesquisa e análise da história universal — A critical study of history. Esse estudo foi finalizado em 1999, e a versão em português foi publicada em maio 2001, com o título Um estudo crítico da história. O projeto reuniu cientistas sociais e historiadores do mundo todo e analisou 17 civilizações — da sumero-acadiana até a ocidental —, visando a determinar as condições que influenciaram sua emergência, desenvolvimento e, eventualmente, decadência.

 Em 2000 escreveu o artigo “Breve notícia sobre a própria obra”, que foi publicado no livro Estudos em homenagem a Helio Jaguaribe, organizado por Alberto Venâncio Filho, Israel Klabin e Vicente Barreto. Nesse artigo, apontava as grandes influências em sua formação intelectual. Entre elas destacava-se a obra do filósofo espanhol Ortega y Gasset, que o induziu ao conhecimento sobre o pensamento alemão no período compreendido entre os últimos decênios do século XIX e os anos 30 do século XX.

Em 2002 lançou Brasil: alternativas e saídas. O livro apresentava quatro estudos, sobre os problemas relacionados à nova ordem internacional que ia se configurando a partir do início do século XXI, a posição da América do Sul no contexto da América Latina, e as possibilidades de o Brasil superar seus entraves. Em dezembro de 2007 concedeu entrevista à TV Câmara, na qual falou sobre sua história de vida, sua formação intelectual e as perspectivas e problemas políticos, econômicos e sociais brasileiros.

Ao longo da vida recebeu inúmeros prêmios e honrarias. Em 1983 a Universidade Johannes Gutenberg, de Mainz, Alemanha, conferiu-lhe o grau de doutor honoris causa em filosofia, por sua contribuição às ciências sociais e aos estudos latino-americanos. Também recebeu o diploma de doutor honoris causa da Universidade Federal da Paraíba, em 1992, e da Universidade de Buenos Aires, em 2001. Em 1996 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 1999, o Ministério da Cultura concedeu-lhe a Ordem do Mérito Cultural, por sua contribuição ao desenvolvimento cultural do país. Em 2005 foi eleito para ocupar a cadeira de número 11 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Celso Furtado.

Casou-se com Maria Lúcia Charnaux, com quem teve cinco filhos.

Além das obras já citadas, publicou Idéias para a filosofia no Brasil (1950); O que é filosofia? (1951); Origem e meta da história (1952); A filosofia no Brasil (1957); Problema do desenvolvimento econômico e a burguesia nacional (1958); Condições institucionais do desenvolvimento (1958); Political and economic development (1958); Desenvolvimento econômico e desenvolvimento político (1962); Problemas do desenvolvimento latino-americano (1967); Brasil hoy (com outros autores, 1968); Brasil: tempos modernos (com outros autores, 1968); La nueva dependencia (com outros autores, 1969); La dependencia politico-economica de America Latina (com outros autores, 1970); Ciencia y tecnología en el contexto sociopolítico de America Latina (1971); Functional and dysfunctional elites (1972); Political development (1972); Problems of world modeling (com outros autores, 1977); Introdução ao desenvolvimento social (1978); A democracia grega (com outros autores, 1982); La política internacional de los años 80: una perspectiva latinoamericana (1982); Relações internacionais do Brasil (1982); Brasil, sociedade democrática (1985); Reflexões sobre o Atlântico Sul (com outros autores,1985); Sociedade e política: um estudo sobre a atualidade brasileira (1985); Novo cenário internacional (1986); Sociedade e cultura (1986); O estruturalismo brasileiro (com outros autores 1987); A proposta social-democrata (com outros autores, 1989); As perspectivas do Brasil e o novo governo (1990); Condições para a retomada do desenvolvimento (com outros autores, 1991); O Brasil e o Plano Bush: oportunidades e riscos numa futura integração das Américas (1991); Sociedade, Estado e partidos na atualidade brasileira (com outros autores, 1993); Crise na República — 100 anos depois: Primeiro ou Quarto Mundo? (1993); Transcendência e mundo na virada do século (com outros autores, 1993); Brasil: social and economic survey (com outros autores, 1994); Economia mundial em transformação (com outros autores, 1994); Brasil: proposta de reforma; subsídios para revisão constitucional e planejamento estratégico (com outros autores, 1994); Desenvolvimento, tecnologia e governabilidade (com outros autores, 1994); Eleições 1994: cenários políticos (com Francisco Weffort, 1994); Brasil hoy: perspectivas sociales y políticas; implicancia sobre el Mercosur (1994); Sagrado e profano: XI retratos de um Brasil fim do século (com outros autores, 1994); El Estado en América Latina (com outros autores, 1995); Brasil e mundo na virada do século (1996); Sistema político e governabilidade democrática(1999); Brasil, século XXI (2000); Brasil, homem e mundo: reflexão na virada do século (2000); Argentina y Brasil en la globalización (com Aldo Ferrer, 2001); O ISEB e o desenvolvimento nacional (com outros autores, 2005); Urgências e perspectivas do Brasil (2005); Atual problema do desenvolvimento brasileiro (2006); Argentina, Brazil and the World in the face of 20th century (2006); O posto do homem no cosmos (2006); Breve ensaio sobre o homem e outros estudos (2007); Nação e nacionalismo no século XXI (2008).

 Além da obra já citada, foram publicados a seu respeito A utopia nacionalista de Hélio Jaguaribe: os tempos do ISEB (1996); Dualidade e revolução do pensamento Isebiano: as visões de Helio Jaguaribe e Nelson Werneck Sodré (1999); Hélio Jaguaribe: possibilidades e limites de atuação intelectual na política brasileira (2004); Hélio Jaguaribe e reforma política para o desenvolvimento (2005).

               

Márcia de Paiva/Cláudio Araújo de Sousa e Silva

 

FONTES: ABL. Biografia; ABREU, A. Nationalisme; CARVALHO, T.B. Geopolítica; CORTÊS, N. Esperança; FERREIRA, J. O nome e a coisa; Folha de S. Paulo (11/4/88, 21/8/92 e 30/8/94); FREITAS, M.C. Álvaro; GALUPPO, R. Ditadura.; Globo (6/3/88 e 24/9/94); GOMES, A.C. O populismo; HÉLIO JAGUARIBE-ENT.; JAGUARIBE, H. Argentina.; JAGUARIBE, H. Brasil; JAGUARIBE, H. Brasil; JAGUARIBE, H. Atual.; JAGUARIBE, H. Nação; Jornal do Brasil (3/9/92); KASSAB, A. Jaguaribe; KUMASAKA, H.B. ; BARROS, L.O.C. Entrevista; LOVATTO, A. A utopia; MOTA, V. Jaguaribe; OLIVEIRA, F.C. Hélio Jaguaribe; OLIVEIRA FILHO, V.R. Dualidade; ORTIZ, R. Cultura; PAIVA, V.P. Paulo Freire; PECAUT, D. Intelectuais; PEREIRA, L.C.B. O conceito; SCHWARTZMAN, S. Pensamento; SKIDMORE, T. Brasil: de Castelo; SOUZA E SILVA, C.A. Hélio Jaguaribe; TOLEDO, C.N. Intelectuais; TOLEDO, C.N. ISEB; Veja (16/4 e 30/7/86, 19/4 e 15/11/89, 20/2, 17/4 e 1/5/91, 8/4, 20/5, 2 e 9/9/92).

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