HELVIDIO NUNES DE BARROS

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Nome: NUNES, Helvídio
Nome Completo: HELVIDIO NUNES DE BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NUNES, HELVÍDIO

NUNES, Helvídio

*gov. PI 1966-1970; sen. PI 1971-1987.

 

Helvídio Nunes de Barros nasceu em Picos (PI) no dia 28 de setembro de 1925, filho de Joaquim Balduíno de Barros e de Isabel Nunes de Barros. A família tinha tradições políticas, merecendo destaque seus primos Tibério Barbosa Nunes, governador do Piauí (1962-1963); Petrônio Portela Nunes, governador (1963-1966), senador (1967-1979) e ministro da Justiça (1979-1980); Lucídio Portela Nunes, governador (1979-1983) e senador (1991-1999), e Elói Portela Nunes, senador (1998-).

Fez os primeiros estudos no grupo escolar de sua cidade natal e o curso colegial no ginásio do Crato (CE) e no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Eleito prefeito de Picos, assumiu o mandato em 1955 e permaneceu à frente do Executivo municipal até 1958, quando se desincompatibilizou para concorrer em outubro, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Tendo sido o mais votado do partido, tomou posse em fevereiro de 1959, tornando-se presidente do diretório regional da UDN e líder da maioria na Assembleia. Durante a legislatura participou das comissões de Constituição e Justiça, de Finanças, de Redação e de Serviço Público. Reeleito em outubro de 1962, novamente como o mais votado da UDN piauiense, licenciou-se no ano seguinte para exercer as funções de secretário de Viação e Obras Públicas e, posteriormente, de Agricultura, Indústria e Comércio, no governo de Petrônio Portela. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), editado em 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao governo.

Em setembro de 1966 foi eleito governador pela Assembleia Legislativa do Piauí. Desenvolveu uma política de fortalecimento dos municípios e estimulou a construção de estradas. Em maio de 1970 passou o cargo ao vice-governador João Clímaco, para se candidatar ao Senado.

No pleito de novembro desse ano elegeu-se senador pelo Piauí na legenda da Arena, assumindo o mandato em fevereiro de 1971. Titular das comissões de Constituição e Justiça, de Economia, de Finanças, e do Distrito Federal, foi suplente da Comissão de Educação e Cultura do Senado. Representou também o Senado na Delegação do Congresso Nacional à Conferência Interamericana de Turismo, realizada no Panamá em 1971, e em Lima, três anos depois. Da mesma forma participou do Congresso do Parlamento Latino-Americano em Buenos Aires, em 1975, e da Conferência Internacional de Turismo, em Zurique, na Suíça, em 1976. Foi ainda observador parlamentar na 32ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, em 1977.

Em setembro de 1978 foi reeleito, dessa vez de forma indireta, como senador “biônico”, pela Assembleia Legislativa do Piauí. Iniciando o novo mandato em fevereiro do ano seguinte, assumiu a presidência da Comissão de Legislação Social e integrou como titular a Comissão de Constituição e Justiça, da qual viria a ser vice-presidente de 1983 a 1984. Ainda em 1979 participou da 9ª Assembléia Ordinária do Parlamento Latino-Americano, na cidade do México, e fez parte da comissão mista encarregada de examinar o projeto de anistia afinal sancionado pelo presidente João Figueiredo em 28 de agosto. Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena. Em 1980, integrou a delegação brasileira à 66ª Reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, na Suíça, e em 1982 o grupo brasileiro que participou da Reunião para Estudos dos Meios de Luta contra a Poluição do Mar Mediterrâneo, em Palma de Maiorca, na Espanha.

Na convenção do PDS que escolheu os candidatos à presidência e à vice-presidência da República em 1984, votou em Paulo Maluf, que derrotou Mário Andreazza, e em Flávio Marcílio, contra Divaldo Suruagy. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, manteve seu apoio à chapa oficial, que foi derrotada pelo candidato oposicionista Tancredo Neves, indicado pela Aliança Democrática, união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou, porém, a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que desde 15 de março já vinha exercendo o cargo interinamente.

Com o fim do ciclo de governos militares impostos pelo regime de 1964 e extintos o cargo de senador “biônico”, concorreu a um novo mandato na Câmara Alta no pleito direto de novembro de 1986, sem todavia obter sucesso. Permaneceu no Senado até o término da legislatura, em 31 de janeiro de 1987. Voltou a disputar uma eleição em 1990, tentando se eleger deputado federal na legenda do PDS, mas foi o último colocado do partido, com 250 votos.

Renunciando à política, dedicou-se à advocacia. Proferiu conferências para os alunos da Escola Superior de Guerra (ESG), em Teresina e em São Paulo, e durante o I Ciclo de Estudos da Universidade Federal do Piauí. Participou do I Congresso de Integração Agropecuária, em Piracicaba (SP), e do II Encontro de Investidores do Nordeste, em Salvador.

Faleceu em sua cidade natal no dia 3 de novembro de 2000.

Casado com Maria Teresinha Nunes de Barros, teve seis filhos.

Publicou Problemas e reivindicações do Piauí (1972), O Piauí na paisagem do Nordeste e Uma visão do Nordeste, além de discursos e conferências.

Alan Carneiro

atualização

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Portal do Senado Federal.Biografia. Disponível em : <http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_biografia.asp?codpar1=1731&li=44&lcab=1971-1974&1f=44>. Acesso em : 03 set. 2009; SENADO. Dados (1983-1987).

 

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