HERIBALDO DANTAS VIEIRA

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Nome: VIEIRA, Heribaldo
Nome Completo: HERIBALDO DANTAS VIEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIEIRA, HERIBALDO

VIEIRA, Heribaldo

*const. 1946; dep. fed. SE 1946-1951, 1957 e 1958; sen. SE 1959-1967.

 

Heribaldo Dantas Vieira nasceu em Capela (SE) no dia 27 de maio de 1903, filho de Francisco Vieira de Andrade e de Maria Hercília Dantas Vieira.

Fez seus estudos no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju, no Colégio Americano Batista, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e no Instituto Ginasial de Pernambuco, em Recife.

Foi secretário de Educação do estado de Sergipe em 1924, no governo de Maurício Graco Cardoso (1922-1926). Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, bacharelando-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Recife em 1928. Nesse mesmo ano foi nomeado promotor público na comarca de Capela e foi eleito deputado estadual em Sergipe. No período de 1929 a 1930 afastou-se da Assembléia Legislativa para exercer o cargo de secretário estadual de Segurança Pública no governo de Manuel Dantas (1927-1930). Redator do Correio de Aracaju, dirigiu esse jornal de 1934 a 1941, período em que também advogou no foro da capital sergipana. Em 1944 assumiu a presidência do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Sergipe, e no ano seguinte foi nomeado diretor de Instrução Pública no seu estado.

No pleito de dezembro de 1945 foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte por Sergipe, na legenda da União Democrática Nacional (UDN), assumindo seu mandato em fevereiro de 1946. Nesse mesmo ano deixou a presidência do conselho da OAB. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta em 18 de setembro de 1946, passou a exercer apenas o mandato ordinário, atuando como membro da Comissão Permanente de Tomada de Contas.

No pleito de outubro de 1950 foi eleito primeiro suplente de deputado federal por Sergipe, na legenda da Coligação Democrática Sergipana formada pela UDN e o Partido Social Trabalhista (PST). Deixou a Câmara dos Deputados ao final da legislatura, em janeiro de 1951, e, entre 1953 e 1954, desempenhou a função de procurador da Fazenda Municipal de Aracaju.

No pleito de outubro de 1954 foi novamente eleito suplente de deputado federal por Sergipe, dessa vez na legenda da coligação formada pela UDN, o PST e o Partido Social Progressista (PSP). No ano seguinte tornou-se secretário-geral da UDN em Sergipe e foi nomeado secretário estadual de Justiça e Interior pelo então governador Leandro Maciel (1955-1959). Assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados de agosto a outubro de 1957 e de julho a outubro de 1958. Neste último ano não conseguiu obter indicação para se candidatar ao cargo de governador pela UDN, tendo seu nome preterido em favor de Luís Garcia. O fato lhe causou grande descontentamento e provocou o seu afastamento do partido.

No pleito de outubro de 1958, foi eleito senador por Sergipe pela legenda do PST, assumindo seu mandato em fevereiro do ano seguinte. Cinco anos depois, em 10 de março de 1964, declarou-se filiado ao Bloco das Pequenas Representações, formado pelo PSP, pelo Partido Republicano (PR), pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN), pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), pelo Partido Democrata Cristão (PDC) e pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR). No dia seguinte, esse agrupamento partidário passou a chamar-se Bloco Parlamentar Independente, subsistindo à mudança de regime ocasionada pelo movimento político-militar de 31 de março que instaurou o regime militar no Brasil. A partir desse período, o bloco passou a ser composto pelo PR, o PSP, o PTN e o MTR, e por dois senadores sem legenda, sendo um deles Heribaldo Vieira, que permaneceu no mesmo até o ano seguinte. De volta à UDN, tornou-se vice-líder da bancada desse partido no Senado.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 em outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido situacionista. Nessa legenda foi novamente suplente de deputado federal por Sergipe, em novembro de 1966. Em janeiro do ano seguinte, deixou sua cadeira no Senado Federal.

Foi representante da UDN em Japaratuba (SE), consultor jurídico em seu estado e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

Faleceu no dia 21 de outubro de 1970.

Era casado com Maria do Carmo Vieira, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; Galeria; Grande encic. Delta; SENADO. Dados; SENADO. Relação; SENADO. Relação dos líderes.

 

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