HIGINO CAETANO CORSETTI

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Nome: CORSETTI, Higino
Nome Completo: HIGINO CAETANO CORSETTI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORSETTI, HIGINO

CORSETTI, Hygino

*militar; min. Comunic. 1969-1974.

 

Hygino Caetano Corsetti nasceu em Caxias do Sul (RS) no dia 26 de fevereiro de 1919, filho de Ângelo Corsetti e de Angelina Germani Corsetti, ambos de ascendência italiana.

Fez o curso primário e o ginásio no Colégio Nossa Senhora do Carmo, em sua cidade natal, e o curso pré-técnico no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Sentou praça em abril de 1939, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Aspirante-a-oficial da arma de engenharia em setembro de 1942, foi promovido a segundo-tenente em abril de 1943, e a primeiro-tenente em junho do ano seguinte. Em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, comandou a 14ª Companhia Independente de Transmissão, em Natal. Em 1946, concluiu o curso da Escola de Comunicações do Exército. Em seguida foi instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ). Promovido a capitão em junho de 1948, nesse mesmo ano cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Como capitão, de 1949 a 1952 foi instrutor-chefe do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) em Porto Alegre e, sucessivamente, comandante da 2ª Companhia do 3º Batalhão Rodoviário, em Vacaria (RS), empenhado na construção do Tronco Ferroviário Sul.

Promovido a major em setembro de 1952, passou a ser instrutor-chefe do curso de eletricidade e eletrônica da Escola de Comunicações da Vila Militar do Rio de Janeiro, e foi incumbido de organizar o curso de comunicações da AMAN, onde passariam a se formar os oficiais da arma de comunicações, criada em 1956. Entre março de 1954 e dezembro de 1956 fez o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e, em seguida, serviu como chefe de seção na 6ª Divisão de Infantaria, em Porto Alegre. De setembro de 1959 a maio de 1960, realizou um curso avançado de comunicações em Fort Montmouth, Nova Jersey, nos EUA.

Promovido a tenente-coronel em dezembro de 1961, serviu na 3ª Seção do Estado-Maior do Exército (EME) de 1963 a 1964. Após o movimento político-militar de março de 1964, serviu no gabinete do ministro da Guerra, general Artur da Costa e Silva (1964-1966). Como representante deste último, esteve na Faixa de Gaza, no Oriente Médio, onde condecorou oficiais e soldados do contingente brasileiro da Força de Paz da ONU. Promovido a coronel em agosto de 1966, foi comandante e diretor de ensino da Escola de Comunicações do Exército e, desse ano até 1969, integrou a comissão organizadora da Diretoria Geral de Comunicações do Ministério do Exército, cuja Seção de Operações chefiou.

Com a posse do presidente Emílio Garrastazu Médici em outubro de 1969, foi nomeado ministro das Comunicações. Entre as realizações de sua administração, destacaram-se a implantação do sistema de discagem direta a distância (DDD) e de transmissão das imagens de televisão em cores no país, a estruturação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e, em novembro de 1972, a criação das Telecomunicações Brasileiras S.A.. (Telebrás). Na reserva desde 1971, deixou o Ministério das Comunicações em março de 1974, por ocasião do término do mandato presidencial de Médici.

Ingressou então na iniciativa privada e, ao assumir a presidência do conselho diretor da Nippon Electric Corporation (NEC), empresa japonesa ligada às telecomunicações, declarou que não havia, por parte do governo brasileiro, nenhum propósito de promover a estatização no setor, mas apenas a determinação de proceder à nacionalização gradual das fábricas de equipamentos através da participação de acionistas brasileiros. Ao se discutir a sucessão do presidente Ernesto Geisel (1974-1978), apresentou, em entrevista ao Jornal do Brasil de 28 de agosto de 1977, uma fórmula para devolver o poder aos civis. Salientando que falava como simples cidadão, declarou que o “ideal seria que, num futuro próximo, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) fossem extintos (...) novos partidos seriam então criados, onde todas as tendências estariam agrupadas. Antes, porém, o governo exigiria de cada partido a apresentação de seu programa que, para ser aprovado, teria de estar enquadrado nos objetivos da Revolução (...). O Congresso seria fechado e os partidos teriam seis meses para realizar suas campanhas. O que conseguisse maioria legislativa escolheria o sucessor, obrigado a cumprir aquele programa, caso contrário as forças armadas seriam obrigadas a intervir mais uma vez”. A extinção do bipartidarismo e a reorganização partidária já ocorreriam, porém, em novembro de 1979.

Após deixar a presidência da NEC em 1980, foi presidente do conselho de administração da Madal S.A., empresa de Caxias do Sul fabricante das primeiras grandes empilhadeiras para containers do país (1981-1984), diretor das Raychen Produtos Irradiados Ltda, em Diadema (SP) (1982-1993), presidente do Sistema de Telecomunicações e de Tráfego, em São Paulo (1982-1993) e diretor das Guias Telefônicas do Brasil Ltda (1984-1985).

Faleceu no Rio de Janeiro em 25 de abril de 2004. Em homenagem póstuma, por meio da Portaria nº 254, de 12 de maio de 2006, o comandante do Exército, a Escola de Comunicações do Exército Brasileiro, sediada no Rio de Janeiro, foi rebatizada com o nome de Escola de Comunicações Coronel Hygino Corsetti.

Casado com Norá Travassos Falcão Corsetti, teve uma filha.

 

FONTES: CORRESP. MIN. COMUNIC.; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; Grande enc. portuguesa; Jornal do Brasil (20/7/74, 28/8 e 11/12/77); Opinão (13/12/74); Perfil (1971, 1972).

 

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