Joel de Holanda Cordeiro

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Nome: HOLANDA, Joel de
Nome Completo: Joel de Holanda Cordeiro

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

HOLANDA, Joel de

*sen. PE 1995-1999; dep. fed. PE 1999-2003, 2006-2007 

 

Joel de Holanda Cordeiro nasceu no dia 1º de abril de 1943 em Arcoverde (PE), filho de Cícero Franklin Cordeiro e Noêmia de Holanda Cordeiro.

Iniciou sua carreira profissional como auxiliar técnico da Comissão Especial de Estudo dos Vales Pajeú e Brígida, ligada ao Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), função que exerceu entre 1963 e 1967. Ingressou no curso de ciências econômicas da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe) em 1965. Ainda estudante, foi estagiário da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em 1967. Nesse mesmo ano, tornou-se técnico em elaboração de projetos hidroagrícolas do DNOCS. Após ter concluído a faculdade em 1968, transferiu-se para o Rio de Janeiro, estagiando no Ministério dos Transportes. De volta ao seu estado natal em 1969, passou a trabalhar no DNOCS como coordenador da equipe de elaboração de projetos hidroagrícolas. No ano seguinte, iniciou sua carreira no magistério superior como professor-assistente da cadeira de teoria econômica da Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (FESP), lecionando na Faculdade de Ciências da Administração. Ainda nesse ano, tornou-se professor-regente de economia da Ufpe, trabalhando por um ano nessa instituição.

Em 1971, passou a atuar como professor de economia do curso de pré-serviço em extensão rural do Centro de Treinamento do Nordeste, assessor técnico do Conselho de Desenvolvimento de Pernambuco (Condepe) e professor-regente de teoria macroeconômica na Faculdade de Ciências da Administração da FESP. Nesse mesmo ano, tornou-se supervisor técnico do Condepe e membro da Comissão de Reestruturação do Sistema Estadual de Elaboração Estatística (Cerese). Um ano depois, atuou como técnico, coordenador-geral e superintendente do Condepe. Em 1973, exerceu o cargo de coordenador regional da Secretaria de Articulação de Estados e Municípios da Presidência da República. Nos dois anos seguintes, foi assessor do secretário-geral e representante da Secretaria de Planejamento da Presidência da República (Seplan). Foi chefe de gabinete da Seplan (1976-78) e secretário de Educação de Pernambuco no governo de Marco Maciel (1979-82). Em 1980, tornou-se presidente do Conselho de Secretários de Educação do Brasil, cargo em que permaneceu por um ano. Em 1981, participou do Seminário Interamericano sobre Regionalização da Educação, em Santiago do Chile, como representante do Ministério da Educação.

Candidato a uma vaga na Assembléia Legislativa em novembro de 1982, foi eleito deputado estadual na legenda do Partido Democrático Social (PDS), tomando posse em fevereiro do ano seguinte. Ao longo dessa legislatura, foi membro da Comissão de Educação, presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática e primeiro vice-líder do governo pernambucano na Assembléia. Transferindo-se para o Partido da Frente Liberal (PFL), tornou-se membro do diretório regional da agremiação.

Eleito deputado estadual constituinte em novembro de 1986, tomou posse em fevereiro do ano seguinte. Durante o mandato, presidiu a Comissão de Educação. Em 1990, assumiu a pasta do Trabalho e Ação Social na gestão do governador Carlos Wilson (1990-1991). Na esfera partidária, presidiu o diretório regional do PFL entre 1987 e 1990.

Com a eleição de Joaquim Francisco, seu correligionário do PFL, para o governo de Pernambuco em outubro de 1990, foi mantido na Secretaria de Trabalho e Ação Social após a posse do novo governador em março de 1991. Nesse pleito, foi eleito suplente do senador Marco Maciel. Entre 1990 e 1993, também atuou como secretário-geral do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho.

Em virtude da posse de Marco Maciel na vice-presidência da República em 1º de janeiro de 1995, companheiro de chapa de Fernando Henrique Cardoso nas eleições presidenciais de outubro de 1994, Joel de Holanda assumiu sua cadeira. No Senado, foi membro titular da Comissão de Educação e da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura e membro suplente da Comissão de Assuntos Econômicos. Atuou também como suplente da Comissão Conjunta sobre o Mercosul, mantendo-se nela até o término da legislatura.

Durante as votações da reforma da ordem econômica apoiou de modo irrestrito as propostas encaminhadas pelo Executivo federal. Manifestou-se pela quebra do monopólio da exploração do petróleo pela Petrobras e do monopólio estatal das telecomunicações, pelo fim do monopólio dos estados na distribuição do gás canalizado e pela supressão das diferenças jurídicas entre empresas de capital nacional e estrangeiro. Foi igualmente favorável à prorrogação da vigência do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado como Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que após ter sido aprovado garantiu que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que essa verba ficasse obrigatoriamente vinculada aos setores de saúde e educação.

Em maio/junho de 1997, votou a favor da emenda constitucional que permitiu a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Ainda nesse ano, integrou, como observador parlamentar, a delegação brasileira que esteve na LII Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Participou também da X Reunião Plenária da Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul, realizada em Montevidéu.

Em outubro apoiou a emenda constitucional que estabeleceu a exigência de idade mínima e tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado, item fundamental da reforma da previdência. Durante as votações da reforma administrativa, em março de 1998, manteve-se alinhado à base governista, votando pela quebra da estabilidade dos servidores da União, estados e municípios.

Nas eleições de outubro de 1998 apresentou-se como candidato a deputado federal pela legenda do PFL, obtendo uma suplência. Deixou o Senado em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Assumiu o mandato de deputado federal em fevereiro de 1999, no início da legislatura, no lugar de André de Paula, indicado secretário de Produção Rural e Reforma Agrária do governo de Jarbas Vasconcelos. Seria efetivado em janeiro de 2001.

No pleito de outubro de 2002, foi eleito novamente suplente, sendo afinal efetivado no cargo de deputado federal em março de 2006, na vaga do deputado Pedro Corrêa, do Partido Progressista (PP-PE) que perdeu o mandato acusado de envolvimento no esquema do “mensalão”, pelo qual parlamentares da base aliada do Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011) receberiam pagamentos regulares para votar projetos de interesse do Planalto. No exercício do mandato, Holanda atuou como titular da Comissão Permanente de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Deixou a Câmara em janeiro de 2007, ao final da legislatura, não tendo se candidatado à reeleição no pleito de outubro do ano anterior, nem a outros cargos eletivos. Retirou-se da atividade política.

Casou-se com Maria Cristina Néri da Fonseca Cordeiro, com quem teve dois filhos.

 

Fátima Valença/Cláudia Montalvão

  

FONTES: SENADO. Senadores: Dados Biográficos (1995); CURRIC. BIOG.; Portal do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Disponível em: <http://www.diap.org.br>. Acesso em 19/10/2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 19/10/2009.


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