HONESTINO MONTEIRO GUIMARAES

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Nome: GUIMARÃES, Honestino
Nome Completo: HONESTINO MONTEIRO GUIMARAES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GUIMARÃES, HONESTINO

GUIMARÃES, Honestino

*pres. UNE 1969.

 

Honestino Monteiro Guimarães nasceu em Itaberaí (GO) no dia 28 de março de 1947, filho de Benedito Monteiro Guimarães e de Maria Rosa Leite Monteiro Guimarães.

Realizou o curso primário em sua cidade natal e o secundário em Brasília (DF). Em 1965 passou em 1º lugar geral no vestibular, ingressando no curso de geologia da Universidade de Brasília (UnB) e participando ativamente desde então da política estudantil.

Em agosto de 1968 casou-se por procuração com Isaura Guimarães. No dia 29 deste mês, quando ocorreu uma grande invasão policial na UnB, foi mais uma vez detido. Após ser libertado, ingressou definitivamente na clandestinidade, abandonando o curso de geologia no último semestre. Também nesta época, seu pai morreu num acidente de trânsito, quando dormiu no volante após ficar noites insone. Em dezembro, às vésperas da edição do Ato Institucional nº 5, deixou Brasília em direção a Goiânia, onde iria encontrar-se com sua esposa.

Em 1972 foi condenado a dois anos de reclusão pela Justiça Militar. No final desse ano mudou-se para o Rio de Janeiro.

Em 1973, sua esposa foi informada por conhecidos comuns de que Honestino havia sido preso no dia 10 de outubro. A partir daí, Isaura Guimarães passou a receber inúmeras notícias contraditórias, ora informando que Honestino havia sido assassinado, ora que havia sido visto vivo. Durante vários anos sua mãe percorreu gabinetes de diversas autoridades buscando informações sobre seu paradeiro.

Para dona Maria Rosa, Honestino morreu entre final de dezembro de 1972 e março de 1973; desaparecido desde 10 de outubro de 1972, durante esse período soube notícias do filho. Duas versões para a morte dele: detido pelo Cenimar, no Rio, teria sido jogado ao mar de um avião; ou que teria morrido em São Paulo, entre fevereiro e março, após uma violenta sessão de tortura.

Em fevereiro de 1975, o ministro da Justiça Armando Falcão (1974-1979) divulgou uma nota oficial esclarecendo a situação de 26 oposicionistas considerados desaparecidos, entre os quais Honestino Guimarães, dando-o como foragido das autoridades policiais. Movimentos de anistia, contudo, consideraram-no morto pelos orgãos repressivos. Sua prisão e desaparecimento foi denunciada pelos presos políticos de São Paulo em documento datado de 1976.

Em outubro de 1979, após longo período em que suas atividades estiveram proibidas, a UNE reestruturou-se, elegendo Rui César Costa Silva para suceder a Honestino Guimarães, considerado o último presidente do período clandestino da entidade.

Segundo pesquisas realizadas por entidades de defesa dos direitos humanos, os relatórios dos ministérios militares em nada esclareceram sobre sua prisão e desaparecimento.

Honestino Guimarães teve uma filha com Isaura Guimarães.

 

FONTES: CABRAL, R. Desaparecidos; COM. FAM. MORTOS. DESAP. POL. Dossiê; História da UNE; Jornal do Brasil (7/2/75); Veja (26/9/79).

 

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