HUMBERTO EUSTAQUIO CESAR MOTA

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Nome: MOTA, Humberto
Nome Completo: HUMBERTO EUSTAQUIO CESAR MOTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOTA, HUMBERTO

MOTA, Humberto

*jornalista; pres. ACRJ 1993-1997.

 

Humberto Eustáquio César Mota nasceu em Minas Novas (MG) no dia 18 de agosto de 1946, filho de Joaquim José Mota e de Carmen Ítala César Mota.

Cursou o primário no Grupo Escolar Professor José Valadares, em Pitangui (MG), e o ginasial, no Ginásio Estadual de Pitangui.

Iniciou sua carreira profissional como jornalista em 1964. Trabalhou inicialmente na Folha de Minas, de Belo Horizonte, passando em seguida para O Diário, também da capital mineira, no qual foi responsável pela estruturação da editoria econômica. De 1965 a 1967, editou o Diário Econômico. Em 1966, no Rio de Janeiro, participou do I Seminário Esso de Jornalismo, como representante de Minas Gerais. No ano seguinte, passou a integrar a Editoria Econômica de O Estado de Minas.

Entre 1966 e 1972, foi assessor da presidência da Metais de Minas Gerais S.A. empresa de mineração do governo mineiro. Em 1968, participou da I Viagem do Aço Brasil-Argentina, tendo sido premiado por sua reportagem de informação econômica sobre a política siderúrgica brasileira. Nesse mesmo ano, convidado pela diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, assumiu a Coordenação Geral de Imprensa e Relações Públicas da entidade. Como coordenador-geral do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ajudou na organização de seus departamentos regionais e na unificação dos serviços de comunicação social de cada órgão.

Em 1969, tornou-se bacharel em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entre 1970 e 1971, acumulou o cargo de presidente do Centro de Redatores Econômicos do Estado de Minas Gerais, tendo participado em abril de 1971, em Brasília, do VII Congresso Nacional de Bancos, na qualidade de observador convidado. Nesse mesmo ano, assumiu o cargo de chefe de redação do escritório da revista Visão em Minas Gerais e criou o primeiro programa de informação econômica da televisão mineira, transmitido pela TV Itacolomi. De 1972 a 1975, foi diretor da Associação Mineira de Imprensa, período em que também desempenhou as funções de assessor de planejamento e economia do presidente do Senado Federal, senador José de Magalhães Pinto. Em 1974, diplomou-se em administração de empresas pela Faculdade de Ciências Administrativas da Universidade de Negócios e Administração, tornando-se, no ano seguinte, assessor especial do ministro da Fazenda, Mário Henrique Simonsen, e chefe de gabinete da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral do Governo do Estado de Minas Gerais, durante o governo de Aureliano Chaves.

Sua saída dos governos federal e estadual, ainda em 1975, foi provocada pelo convite do presidente da Light — empresa vinculada à holding canadense Brascan —, Antônio Gallotti, para cuidar da área de relações externas da companhia. Com a nacionalização da Light em janeiro de 1979, passou a atuar na própria Brascan, inicialmente como assessor da presidência. Ainda em 1979, participou do V Programa de Desenvolvimento de Alto Nível da Escola de Administração Empresarial da Universidade de Western Ontario, Canadá. Na década de 1980, ocupou cargos nas áreas de mineração, imobiliária e financeira da Brascan, chegando a vice-presidente da filial brasileira da empresa e tornando-se membro do board da companhia no Canadá.

Vice-presidente do Centro Industrial do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, neste último ano foi eleito e empossado presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), sucedendo a Paulo Protásio. Ainda em 1993, atuou como articulador entre o governo fluminense e o governo federal na liberação de verbas para a conclusão das obras da Linha Vermelha, no Rio de Janeiro. Em 1995, foi reeleito presidente da ACRJ para mais dois anos de mandato. Como presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, chefiou em 1997 uma missão de cem empresários durante visita do presidente Fernando Henrique Cardoso àquele país. Um dos objetivos da viagem era o aprofundamento das relações entre o Canadá e o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Após sua gestão à frente da ACRJ, foi eleito presidente do conselho superior da entidade.

No decorrer de agosto de 2002 passou a presidir os Correios do Brasil, em substituição a Hassan Gebrin, permanecendo no cargo até o final do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1999-2003). Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo, Humberto Mota teve seu nome indicado pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que reivindicava cargos no governo para manter apoio ao então candidato à presidência José Serra.

Em janeiro de 2004 tomou posse como secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, no decorrer do mandato da governadora Rosinha Garotinho (2003-2007), permanecendo na função por 16 meses.  No mês de outubro de 2006 passou a presidir a empresa Dufry do Brasil Free Shop Ltda, na qual também já havia atuado como vice-presidente. Em maio de 2007 assumiu também a presidência da Associação Nacional das Concessionárias dos Aeroportos Brasileiros (ANCAB).

            Em setembro de 2009 Humberto Mota presidia a Dufry do Brasil, a ANCAB e  o Conselho Superior da ACRJ, onde seu nome consta ainda como “grande benemérito”. Além disso, constava na lista de sócios do Lions Clube do Rio de Janeiro e integrava o quadro da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, como um dos membros do grupo de “Irmãos da Mesa e Junta”,.

Ao longo de sua trajetória profissional, atuou também, na esfera pública, na presidência da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro, foi conselheiro especial do Ministério da Fazenda e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República. Na iniciativa privada, presidiu a Câmara de Comércio do Rio de Janeiro, a Brascan Participações Ltda, a Consultrade e a ONG Agência Rio, além de ter integrado os conselhos de administração da Accor e das Sendas.  Atuou também na Brasif e na Lafarge               Brasil S.A., na Câmara de Comércio Americana para o Brasil e no Conselho de       infra-estrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Participou de diversos encontros empresariais na América do Norte, Europa e Ásia. Proferiu palestras em seminários, cursos, reuniões empresariais e publicou artigos sobre assuntos políticos e econômicos nos principais jornais e revistas do Brasil. Tornou-se ainda diretor da H.L.A. — Empreendimentos e Participações Ltda.

Casou-se com Maria Auxiliadora Ferreira Mota, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Folha de S. Paulo (19/4 e 30/12/97); Globo (28/5/93 e 21/7/95); Jornal do Brasil (18/7/95). Portal da Associação Comercial do Rio de Janeiro (http://www.acrj.org.br/; acessado em 21/09/2009); Portal da Associação Nacional de Concessionárias de Aeroportos Brasileiros (http://www.ancab.com.br/; acessado em 21/09/2009); Portal do Jornal Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br/; acessado em 21/09/2009); Portal da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (http://www.santacasarj.org.br/; acessado em 21/09/2009).

 

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