IENSEN, MATEUS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: IENSEN, Mateus
Nome Completo: IENSEN, MATEUS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
IENSEN, MATEUS

IENSEN, Mateus

*const. 1987-1988; dep. fed. PR 1987-1995.

Mateus Iensen nasceu em Imbituva (PR) no dia 7 de janeiro de 1937, filho de Antônio Marcos Iensen e de Inocência Iensen.

Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus desde 1956, iniciou a militância política participando em 1966 da fundação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Candidato a vereador de Curitiba nas eleições de novembro de 1968, não obteve sucesso.

Diretor e apresentador do programa musical evangélico levado ao ar pela Rádio Marumbi, de Curitiba, adquiriu o controle desta emissora e da Rádio Diário da Manhã, de Florianópolis. Foi o cantor oficial da VIII Conferência Mundial Pentecostal, realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Fundador da Associação dos Homens de Negócios do Evangelho Pleno e proprietário dos estúdios Gravadora e Editora Estrela da Manhã Ltda., gravou 18 discos.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979, e a posterior reorganização do quadro partidário, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Frustrado na tentativa de eleger-se deputado estadual em novembro de 1982, na eleição seguinte, já pela legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), conquistou um mandato de deputado federal constituinte.

Empossado em fevereiro de 1987, foi titular da subcomissão da Família, do Menor e do Idoso; da Comissão da Família, Educação, Cultura e Esportes; da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e suplente da subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais e da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Votou a favor do presidencialismo, da proibição do comércio de sangue, da anistia aos micro e pequenos empresários e da unicidade sindical. E foi contra o rompimento de relações diplomáticas com países que adotavam políticas de discriminação racial, a pena de morte, o aborto, a limitação do direito de propriedade, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, o mandado de segurança coletivo, a soberania popular, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de quarenta horas, o turno ininterrupto de seis horas, a demissão sem justa causa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva e a legalização do jogo do bicho.

Integrante do “Centrão”, grupamento suprapartidário que reuniu parlamentares conservadores durante os trabalhos da Constituinte, propôs emenda que previa o adiamento das eleições marcadas para novembro de 1989 e, consequentemente, a prorrogação para cinco anos do mandato do então presidente José Sarney. Contrariando o próprio partido, favorável a um período presidencial de quatro anos, Mateus Iensen viu-se ameaçado de expulsão do PMDB. Em junho de 1988, uma semana após a votação da emenda, recebeu a concessão da Rádio Novas de Paz, de Curitiba, terceira emissora de propriedade de sua família.

Após a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, passou a exercer o mandato ordinário e integrou-se à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Nas eleições de outubro de 1990, reelegeu-se na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Foi titular das comissões de Ciência e Tecnologia e de Comunicação e Informática, e suplente da Comissão de Seguridade Social e Família.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já exercia o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Sem disputar as eleições de outubro de 1994, Mateus Iensen deixou a Câmara em janeiro de 1995. Após o término de seu mandato, não se candidatou mais a cargos eleitos, dedicando-se às atividades empresariais e evangélicas e à apresentação de seu programa religioso na Rádio Marumbi, em Curitiba, pertencente ao Sistema Iensen de Comunicação de sua propriedade.

Casado com Mercedes Falavinha Iensen, com quem teve quatro filhos. Um deles, João Iensen, foi deputado estadual (1991-1995) e deputado federal (1995-1999). O outro, Vanderlei Iensen, também foi deputado estadual (2003-2007) e chefe de gabinete do governador Roberto Requião durante seus dois mandatos (2003-2007 e 2007-2011).

Publicou Mateus Iensen na Constituinte: atuação parlamentar na Assembleia Nacional Constituinte (1988).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (24/1 e 5/4/88 e 29/6/89); Folha de S. Paulo (15/1 e 26/2/88 e 18/9/94); Jornal do Brasil (10/12/87, 8, 13 e 20/6/88); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); http://radioevangelismo.com/s2.htm (último acesso: 12/12/09).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados