IHA, KOYU

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Nome: IHA, Koyu
Nome Completo: IHA, KOYU

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
IHA, KOYU

IHA, Koyu

*const. 1987-1988; dep. fed. SP 1987-1999.

Koyu Iha nasceu em Santos (SP) no dia 30 de junho de 1940, filho de Kotoku Iha e de Setsu Iha.

Formado pela Faculdade Católica de Direito, elegeu-se duas vezes vereador, no município de São Vicente (SP), ambas na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em 1964, sendo titular das comissões de Justiça e Constituição, de Economia e Planejamento e de Saúde e Educação, nas legislaturas de 1969-1973 e 1973-1975.

Em novembro de 1974, disputou com êxito uma vaga na Assembléia Legislativa de São Paulo, ocupando a vice-presidência da Comissão de Cultura, Esporte e Turismo e, como titular, integrando a de Estudos Civis. Em novembro de 1976 conquistou a prefeitura de São Vicente.

Após a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, Koyu Iha filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. No pleito de novembro de 1982, candidatou-se e foi eleito deputado estadual, iniciando o terceiro mandato em fevereiro do ano seguinte. Vice-líder do partido, fez parte da Comissão de Assuntos Municipais e exerceu a vice-presidência da Comissão de Defesa do Meio Ambiente.

No pleito de novembro de 1986 obteve uma vaga de deputado federal. Na Assembléia Nacional Constituinte foi titular das subcomissões de Ciência e Tecnologia e da Comunicação, e suplente da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos.

Votou contra a pena de morte, a estabilidade no emprego, o presidencialismo, a nacionalização do subsolo, a legalização do jogo do bicho e o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney. E a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, do direito de voto aos 16 anos, da soberania popular, do mandado de segurança coletivo, da limitação do direito de propriedade, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para juros reais, da proibição do comércio de sangue, da legalização do aborto, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da anistia aos micro e pequenos empresários. Durante o mandato deu prioridades à previdência social, à seguridade social, às questões referentes à dívida externa e à organização da administração pública. Após a promulgação da nova Carta Constitucional, em 5 de outubro de 1988, integrou-se aos trabalhos legislativos ordinários.

Em meados de 1988 ingressou na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pela qual foi titular (1989-1990) e terceiro-vice-presidente (1991) da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática; e suplente das comissões de Economia, Indústria e Comércio, e de Política Agrícola.

Reeleito em outubro de 1990, retornou à Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática — agora como primeiro-vice-presidente — e à suplência da Comissão de Economia, Indústria e Comércio. Também foi suplente das comissões de Viação e Transportes e de Desenvolvimento Urbano e Interior. E segundo-vice-presidente da Comissão Especial de Serviços, Tarifas, Construção e Exploração de Portos.

Na sessão que a Câmara dos Deputados realizou em 29 de setembro de 1992, votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Na legislatura de 1991 a 1995, Koyu Iha votou a favor da extinção do voto obrigatório e pela criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos destinados à saúde, e do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação.

Membro da grande bancada favorável aos portuários, manteve forte oposição ao projeto de modernização dos portos, preparado pelo governo Collor (1990-1992) e, mais tarde, rejeitado no Congresso.

Representante no Congresso Nacional da comunidade da Baixada Santista e da colônia nissei, foi autor de um substitutivo ao projeto de lei que regulamentou, em 19 de novembro de 1994, o serviço de televisão a cabo no Brasil, sem exclusividade em qualquer ramo de prestação de serviços e com obrigatoriedade de a operadora ter em sua área de alcance canais de utilização gratuita para os poderes legislativos municipal, estadual e federal, transmitindo as sessões ao vivo, além de um canal universitário, um educativo-cultural e um comunitário, à disposição de entidades não-governamentais sem fins lucrativos.

No pleito de outubro de 1994 concorreu novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados, sendo eleito com votos provenientes sobretudo de Santos e São Vicente. Tomou posse em fevereiro do ano seguinte, participando como titular das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Agricultura e Política Rural; e Fiscalização Financeira e Controle.

Durante a votação das emendas constitucionais enviadas ao Congresso Nacional pelo governo, apoiou a abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo, e o fim do monopólio dos estados na distribuição do gás canalizado; a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; o fim de todas as diferenças jurídicas entre empresas nacionais e estrangeiras.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda que previa a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro seguinte da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, não conseguiu reeleger-se. Em novembro, ainda votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição, para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1999.

Em 1999 coordenou a Agência Metropolitana (AGEM), cargo que ocupou até 2005.

Foi vice-presidente da Associação dos Funcionários da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) e também membro do Conselho de Administração da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Casou-se com Ioshico Iha.

Jacqueline Cabral/Marcelo Costa

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (18/1/87); Estado de S. Paulo (3/11/94); Folha de S. Paulo (19/1/8, 6/11/98); Globo (20/10/94); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2/98); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94, 29/9/98); Perfil parlamentar brasileiro/IstoÉ (1991); Veja (13/5/92); Vicentino (28/6/06).

 

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