INACIO MANUEL AZEVEDO DO AMARAL

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Nome: AMARAL, Azevedo do (reitor)
Nome Completo: INACIO MANUEL AZEVEDO DO AMARAL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AMARAL, AZEVEDO DO (REITOR)

AMARAL, Azevedo do

*militar; reitor UB 1945-1948.

 

Inácio Manuel Azevedo do Amaral nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 13 de abril de 1883, filho do engenheiro ferroviário Ângelo Tomás do Amaral e de Maria Francisca Álvares de Azevedo Amaral. Seu irmão, Antônio José Azevedo do Amaral, é considerado um dos principais expoentes do pensamento autoritário no Brasil.

Estudou na Escola Naval do Rio de Janeiro, formando-se oficial de Marinha. Exerceu em seguida várias funções de instrução militar.

Em 1912 tornou-se livre-docente da cadeira de geometria e cálculo infinitesimal na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em 1914 passou a lecionar matemática no Colégio Pedro II, no Rio. Ainda nesse ano, reformou-se no posto de capitão-tenente. Docente de engenharia na Escola Normal do Distrito Federal em 1916, dirigiu essa instituição de 1917 a 1920. Retornou à Escola Naval em 1922, dessa vez como lente catedrático da cadeira de termodinâmica, caldeiras e combustíveis. No ano seguinte, foi transferido para a cadeira de balística e em 1924 para o Departamento de Artilharia, cuja chefia assumiu. Em 1925 foi nomeado fiscal do governo federal na Escola de Marinha Mercante, função que exerceria até 1930. Ainda em 1925 tornou-se presidente do Instituto Técnico Naval, cargo que ocuparia até 1935.

Em 1926 obteve, por concurso, a cátedra de geometria analítica e cálculo infinitesimal na Escola Politécnica, cuja congregação representou de 1930 a 1934 no Conselho Universitário do Distrito Federal. Chefe do Departamento de Ensino do Armamento da Escola Naval a partir de 1931, integrou de 1932 a 1938 o conselho técnico-administrativo da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em 1934 foi jubilado da cadeira de balística e artilharia da Escola Naval. Diretor do Escritório do Plano da Universidade do Brasil a partir de 1935, integrou, desse ano a 1937, o Conselho Nacional de Educação. Com a transformação da Universidade do Rio de Janeiro em Universidade do Brasil em julho de 1937, passou a integrar, em 1939, a comissão do plano dessa instituição.

De 1941 a 1942 foi novamente membro do conselho técnico administrativo da Escola Nacional de Engenharia da UB, que passou a dirigir neste último ano. Em 1944 integrou comissões culturais brasileiras no Uruguai e Paraguai. No ano seguinte presidiu a seção de educação técnica da Comissão de Planejamento Econômico. Reitor da Universidade do Brasil de 1945 a 1948, foi o responsável pela implantação da sua autonomia universitária. Em 1946 presidiu as comissões incumbidas de organizar as universidades de Pernambuco e da Bahia.

Azevedo do Amaral foi também presidente do Comitê Brasileiro Pró-Instituto Weismann, membro da Academia Brasileira de História e Ciências, presidente do Círculo de Matemática e Física da Universidade do Brasil, e sócio-correspondente do Centro de Ciências, Letras e Artes de Campinas (SP), do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, da Real Academia de Ciências Físicas e Matemáticas da Sociedade Real de Nápoles e da Society for the Promotion of Engineering Education.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1950.

Publicou postumamente Reminiscências (1958), além de artigos em publicações especializadas.

 

FONTES: Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos.

 

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