JACO MANUEL GAIOSO E ALMENDRA

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Nome: ALMENDRA, Gaioso e
Nome Completo: JACO MANUEL GAIOSO E ALMENDRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALMENDRA, GAIOSO E

ALMENDRA, Gaioso e

*militar; gov. PI 1955-1959; dep. fed. PI 1963-1967.

 

Jacó Manuel Gaioso e Almendra nasceu em Teresina no dia 3 de outubro de 1899, filho de João Henrique de Sousa Gaioso e Almendra e de Josefina Pires de Castro Gaioso e Almendra. Descendia, pelo lado paterno, de Francisco da Cunha Castelo Branco, um dos pioneiros no povoamento do Piauí, e, pelo lado materno, de Gervásio Pires Ferreira, vulto de projeção da Revolução Pernambucana de 1817. Seu pai, advogado e magistrado, foi deputado federal pelo Piauí de 1900 a 1914.

Transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, iniciou nessa cidade os estudos primários e, de volta à sua cidade natal, concluiu-os no Colégio Benedito Ribeiro. Ingressou em seguida no Liceu Piauiense, onde foi companheiro de turma de Humberto de Alencar Castelo Branco, futuro presidente da República (1964-1967). Viajando novamente, dessa vez para o estado do Rio de Janeiro, estudou em Niterói no Aldridge College, estabelecimento dirigido por ingleses. Em 1914 matriculou-se no Colégio Pedro II, no Distrito Federal, onde obteve o diploma do curso de madureza.

Sentou praça em maio de 1918, ingressando na Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro, que o declarou aspirante-a-oficial de cavalaria em janeiro de 1921. Promovido a segundo-tenente em maio desse mesmo ano e a primeiro-tenente em setembro de 1922, serviu em seguida nos 1º, 2º e 3º regimentos de Cavalaria Divisionária (RCD), sediados, respectivamente, no Distrito Federal, em Pirassununga (SP) e em Porto Alegre, e no Regimento Escola Andrade Neves, no Rio. Durante o governo de Matias Olímpio de Melo (1924-1928), exerceu de 1924 a 1926 o cargo de secretário de Segurança Pública do Piauí, tendo atuado na repressão a grupos armados de bandoleiros no interior do estado. Nessa ocasião, elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa do Piauí.

Em 1926 participou do combate às forças rebeldes da Coluna Prestes, formada em abril de 1925 a partir da junção de grupamentos que se haviam sublevado no ano de 1924 em São Paulo (junho) e no Rio Grande do Sul (outubro) e liderada por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Tomou parte na perseguição aos revolucionários no Piauí, no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e na Bahia. Por sua atuação, considerada pelo general João Gomes, comandante das forças em operação no Norte, “a alma da defesa do Piauí contra os rebeldes”, foi promovido a capitão em maio de 1926. A coluna, por sua vez, prosseguiu dando combate às forças legais até internar-se em 1927 na Bolívia (fevereiro) e no Paraguai (março).

Em seguida, chefiou o estado-maior da 3ª Divisão de Cavalaria, em Bajé (RS), e da 10ª Região Militar, sediada em Fortaleza. Após a Revolução de 1930, ocupou, durante a interventoria de Landri Sales (1931-1935), os cargos de comandante da Polícia Militar e secretário de Segurança Pública do Piauí. Em 1932, comandou tropas piauienses que participaram, no vale dos rios Paraíba e Paraitinga, da repressão ao movimento constitucionalista deflagrado em São Paulo em julho desse ano e derrotado pelas forças legalistas em outubro seguinte.

Em outubro de 1934 elegeu-se deputado à Assembléia Constituinte do Piauí. Participou dos trabalhos constituintes, tendo liderado a maioria e presidido a Assembléia. Após a promulgação da nova Carta estadual, permaneceu no exercício do mandato até novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, foram suprimidos os órgãos legislativos do país. Nesse ínterim foi promovido, em maio de 1936, a major. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) comandou a 2ª Divisão de Cavalaria em Uruguaiana (RS), sendo promovido a tenente-coronel em dezembro de 1940 e a coronel em maio de 1943.

Com a extinção do Estado Novo em outubro de 1945, candidatou-se em janeiro de 1947 ao governo do Piauí na legenda do Partido Social Democrático (PSD), sendo porém derrotado por José da Rocha Furtado, candidato da União Democrática Nacional (UDN). Ainda em 1947 passou à reserva na patente de general-de-brigada. No governo seguinte, exercido por seu correligionário Pedro de Almeida Freitas (1951-1955), atuou como secretário-geral. No pleito de outubro de 1954, sempre na legenda do PSD, elegeu-se governador do Piauí, contando dessa vez com o apoio do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Empossado em fevereiro de 1955, durante sua gestão procedeu à reforma da administração estadual e criou o Banco do Estado do Piauí, o Frigorífico do Piauí, o Departamento de Estradas de Rodagem e o Instituto de Água e Energia Elétrica. Em janeiro de 1959 transmitiu o cargo a Francisco das Chagas Rodrigues.

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado federal pelo Piauí na legenda do PTB. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, foi escolhido para presidir a Comissão de Serviço Público da Câmara dos Deputados. Após a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), cujo diretório piauiense presidiu. Nessa legenda concluiu o mandato em janeiro de 1967, não mais retornando à Câmara.

Durante o governo do presidente Emílio Médici (1969-1974) presidiu a Caixa Econômica do Piauí. Foi também presidente da Agroindústria Piauí, empresa de economia mista, membro da Associação Comercial do Piauí e da Associação Industrial do Piauí, sócio-fundador da Associação dos Criadores Piauienses e da Associação dos Criadores do Brasil, sediada em São Paulo, e acionista do Banco do Piauí e do Frigorífico do Piauí.

Fundou e dirigiu o jornal O Momento. Pertenceu à Academia Piauiense de Letras.

Ao longo de sua carreira militar cursou também a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e a Escola de Estado-Maior do Exército, ambas no Rio de Janeiro.

Faleceu em Teresina no dia 10 de maio de 1976.

Publicou os ensaios O vale do rio Parnaíba e A Casa da torre no Piauí, além de artigos técnicos sobre agricultura.

 

 

FONTES: CAFÉ FILHO, J. Sindicato; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CURRIC. BIOG.; FONTOURA, J. Memórias; Grande encic. Delta; KUBITSCHEK, J. Meu; MIN. GUERRA. Almanaque; REGO NETO, H. Fato; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1 e 6).

 

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