JACQUES FERDINAND MARCEL GEORGES BAEYENS

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Nome: BAEYENS, Jacques
Nome Completo: JACQUES FERDINAND MARCEL GEORGES BAEYENS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BAEYENS, JACQUES

BAEYENS, Jacques

*diplomata francês; emb. França no Brasil 1960-1964.

Jacques Ferdinand Marcel Georges Baeyens nasceu em Compiègne, França, no dia 14 de abril de 1905.

Diplomado pela Escola Livre de Ciência Política,foi admitido no serviço diplomático francês em maio de 1930. Serviu sucessivamente em Bucareste, como adido da embaixada francesa na Romênia entre 1930 e 1932, junto ao Ministério das Relações Exteriores em Paris entre 1932 e 1933, e como adido da embaixada da França em Tóquio entre 1934 e 1936. Ainda na capital japonesa, foi terceiro-secretário da representação diplomática francesa entre 1936 e 1937. De volta à França, serviu no Departamento da Ásia do Ministério das Relações Exteriores de 1937 a 1938. No ano seguinte, foi designado segundo-secretário em Washington, permanecendo na capital norte-americana até 1941. Nesse mesmo ano, foi nomeado cônsul francês em San Juan de Porto Rico.

Destituído de seu cargo em abril de 1942 pelo governo de Vichy — formado por franceses que colaboraram com os invasores alemães durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) —, pediu demissão da carreira diplomática e integrou-se à Resistência. Já em março de 1943, participou da delegação do Comitê Francês de Libertação Nacional, reunido em Washington. Diretor do gabinete do presidente-geral da França em Túnis, Tunísia, de 1943 a 1944, foi cônsul-geral da França em São Francisco, nos Estados Unidos, de 1945 a 1946, após o término do conflito mundial. Depois de servir em Xangai, na China, entre 1946 e 1947, regressou a Paris, onde dirigiu o Departamento da Ásia-Oceania do Ministério das Relações Exteriores de 1947 a 1951. Embaixador extraordinário o plenipotenciário em Santiago do Chile de 1952 a 1953, neste último ano tornou-se chefe do Serviço de Informação e Imprensa do ministério, cargo que ocupou até 1954. No ano seguinte foi nomeado embaixador em Adis-Abeba, na Etiópia, lá permanecendo até 1956. Cônsul-geral em Nova Iorque entre maio de 1957 e novembro de 1958, neste último mês, de volta à França, foi designado diretor do Departamento da América no Ministério das Relações Exteriores.

Em setembro de 1960 assumiu a chefia da embaixada francesa no Brasil, em substituição a Bernard Hardion. Durante sua permanência no Brasil, ocorreu em meados de 1963 o episódio conhecido como “Guerra da Lagosta”, que consistiu num desentendimento diplomático entre a França e o Brasil, motivado pela pesca da lagosta no litoral nordestino. Antes da solução negociada, navios de guerra de ambos os países chegaram a ser mobilizados. Em seu livro de memórias, Estranhos assuntos estrangeiros, publicado em português em 1979, Baeyens afirmou que o incidente fora manipulado por grupos interessados em criar um clima difícil entre os dois países. Criticou ainda o representante do governo brasileiro em Paris, embaixador Carlos Alves de Sousa, o qual, segundo seu depoimento, não informava convenientemente o Itamarati sobre a situação. Deixou a chefia da representação francesa no Brasil sendo substituído em março de 1964, três meses depois, por Pierre Sebilleau. Em seguida, foi nomeado embaixador na Grécia.

FONTES: CORRESP. EMB. FRANÇA; Jornal do Brasil (15/6/79); Who’s who in France.

 

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