JAEDER SOARES DE ALBERGARIA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ALBERGARIA, Jaeder
Nome Completo: JAEDER SOARES DE ALBERGARIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALBERGARIA, JAEDER

ALBERGARIA, Jaeder

*dep. fed. MG 1951-1959, 1961-1971.

 

Jaeder Soares de Albergaria nasceu em Caratinga (MG) no dia 4 de setembro de 1904, filho de Raimundo Soares de Albergaria e de Guilhermina de Freitas Albergaria. Irmão de Raimundo Soares de Albergaria Filho e Jason Soares de Albergaria, deputados estaduais em Minas Gerais, de Geraldo Soares de Albergaria, que chefiou o Executivo de Caratinga, e de Alberoni Soares de Albergaria, ex-prefeito de Tarumirim, seu tio Raimundo Silva de Albergaria foi deputado estadual em Minas.

Depois de estudar no Ginásio Leopoldinense, na cidade mineira de Leopoldina, transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De volta a seu estado natal, iniciou, ainda na década de 1930, atividades políticas como vereador e, depois, como prefeito de Tarumirim. A instauração do Estado Novo (10/11/1937) suspendeu as atividades político-partidárias, que só foram retomadas em 1945, ano em que Jaeder Albergaria filiou-se ao recém-criado Partido Social Democrático (PSD).

No pleito de 19 de janeiro de 1947, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte de Minas Gerais, que, depois de promulgar a nova Constituição do estado, transformou-se em Assembléia ordinária.

Eleito deputado federal pelo PSD em 1950 e reeleito quatro anos depois, cumpriu mandato ininterrupto na Câmara de fevereiro de 1951 a janeiro de 1959. Nesta legislatura, fora membro da Comissão de Saúde Pública da Câmara dos Deputados. Obtendo a primeira suplência no pleito de 1958, voltou à Câmara em 9 de fevereiro de 1961 para compor a bancada do PSD na vaga deixada por Carlos Luz, recém-falecido.

No exercício do mandato, manifestou-se a favor do reatamento de relações diplomáticas com a União Soviética e, no caso de Cuba, posicionou-se pela não-intervenção, em nome do princípio da autodeterminação dos povos. Votou ainda a favor do Ato Adicional nº 4, que, em 2 de setembro de 1961, instituiu o regime parlamentarista de governo, viabilizando a posse do vice-presidente João Goulart no lugar de Jânio Quadros, que renunciara ao Executivo federal. Foi partidário da Emenda Constitucional nº 5, que aumentou a renda tributária dos municípios, da intervenção do Estado na economia e das reformas agrária, bancária, eleitoral, administrativa e tributária propostas pelo governo de Goulart. Católico, não apoiou as proposições divorcistas. Foi membro da Comissão de Saúde Pública da Câmara. Teve seu mandato renovado nas eleições de 1962.

Em 31 de março de 1964, o presidente Goulart foi derrubado por um movimento político-militar que conduziu o general Humberto Castelo Branco à chefia da nação. Com a extinção dos partidos determinada pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, Jaeder Albergaria filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), situacionista, em cuja legenda reelegeu-se deputado federal por Minas Gerais no pleito de 1966, cumprindo integralmente o mandato de fevereiro de 1967 a janeiro de 1971.

Jaeder Albergaria foi membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro em 15 de abril de 1981.

Era casado com Ivone Dutra de Resende Albergaria.

Escreveu as obras A vida e a obra de Fleming, Vida de Miguel Couto, Do delivramento artificial e seu prognóstico (tese de doutoramento) e A esquistossomose no Brasil (discurso).

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; CISNEIROS, A. Parlamentares; Jornal do Brasil (16/4/81); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados