JALES FONTOURA DE SIQUEIRA

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Nome: FONTOURA, Jales
Nome Completo: JALES FONTOURA DE SIQUEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FONTOURA, Jales

FONTOURA, Jales

* const. 1987-1988; dep. fed. GO 1987-1991.

 

Jales Fontoura de Siqueira nasceu em Goianésia (GO), no dia 8 de setembro de 1950, filho de Otávio Lage de Siqueira e de Marilda Fontoura de Siqueira.

Seu avô, Jales Siqueira, foi deputado federal por Goiás de 1967 a 1971 e o pai, governador do estado entre 1966 e 1971, indicado pela Assembléia Legislativa.

Produtor rural e usineiro, ingressou na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais em 1969. Formou-se em 1973.

Iniciou a vida política como prefeito de sua cidade natal, eleito em novembro de 1976 na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964.

Com a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, e a reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena. No pleito de novembro de 1982 foi eleito deputado estadual. Embora tenha ensaiado uma postura política diferente da de seu pai, de quem herdou o espólio político e eleitoral, teve uma atuação discreta.

Na convenção do PDS em agosto de 1984 houve um racha e saiu fortalecida a Frente Liberal, formada pelos dissidentes que não aceitaram a vitória de Paulo Maluf como candidato do partido ao Colégio Eleitoral que, em 15 de janeiro de 1985, escolheria o sucessor do general João Batista Figueiredo na presidência da República. Com a derrota de Maluf para Tancredo Neves, candidato oposicionista que teve o apoio da Frente Liberal no Colégio Eleitoral, a permanência dos dissidentes tornou-se impraticável. Ainda em janeiro foi fundado o Partido da Frente Liberal (PFL), ao qual Jales da Fontoura se filiou.

Em novembro de 1986, disputou uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte. Durante a campanha, defendeu o presidencialismo e o voto distrital misto de tipo alemão, além da privatização de várias áreas do Estado, sendo apoiado pela União Democrática Ruralista (UDR), entidade criada por latifundiários com o objetivo de impedir qualquer processo de reforma agrária. Na Constituinte foi titular da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade do Solo e da Atividade Econômica, e da Comissão da Ordem Econômica. Como suplente, atuou na Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias, na  Comissão da Ordem Social e na Comissão de Sistematização.

Nas principais votações manifestou-se contra a pena de morte, a jornada semanal de 40 horas, a unicidade sindical, o presidencialismo – contrariando o discurso que usara na campanha eleitoral -, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, o limite de 12% de juros ao ano, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a legalização do jogo do bicho e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou também contra o mandato de cinco anos para Sarney, que assumira o cargo em virtude da morte do titular, Tancredo Neves.

Votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, do aborto, da proteção ao emprego contra as demissões sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da pluralidade sindical, da soberania popular e do voto aos 16 anos. Esteve ausente nas votações sobre a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a anistia aos micro e pequenos empresários.

Com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, retornou aos trabalhos legislativos ordinários na Câmara dos Deputados. No ano seguinte, licenciou-se por quatro meses para tratar de assuntos particulares, sendo substituído pelo suplente Paulo Borges.

 Não tentou a reeleição em outubro de 1990, mas em outubro de 1998 disputou com êxito uma vaga na Assembléia Legislativa goiana na legenda do PFL. Em janeiro de 1999, assumiu a Secretaria de Fazenda no governo de Marconi Perillo (1999- )

Foi membro do Sindicato Rural de Goianésia.

Casou-se com Maria Luísa Rocha da Siqueira com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); Correio Brasiliense (18/1/87); Folha de São Paulo (19/1/87); TRIB.SUP.ELEIT. Dados (1998).

 

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