JALES MACHADO DE SIQUEIRA

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Nome: MACHADO, Jales
Nome Completo: JALES MACHADO DE SIQUEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MACHADO, JALES

MACHADO, Jales

*rev. 1930; const. 1946; dep. fed. GO 1946-1955 e 1963-1971.

 

Jales Machado de Siqueira nasceu em Alfenas (MG) no dia 14 de abril de 1894, filho de José Francisco de Siqueira e de Ana Cândida de Siqueira.

Fez os estudos primários em colégios mineiros e o curso secundário no Ginásio Muzambinho, na cidade do mesmo nome, em seu estado natal, diplomando-se em engenharia civil pela Escola Politécnica de São Paulo em 1919.

Iniciou suas atividades profissionais no Triângulo Mineiro e em Goiás, tendo trabalhado em projetos e construções de usinas hidrelétricas, estradas e pontes e na demarcação de terras. Diversificando suas iniciativas, participou da fundação de indústrias e passou a se dedicar ao estudo e à exploração da cafeicultura.

Filiado ao Partido Libertador de Goiás, tornou-se, em 1928, prefeito de Buriti Alegre (GO), função que exerceu até o ano seguinte, quando assumiu a Secretaria de Obras Públicas do estado. Secretário da Aliança Liberal em Minas Gerais, participou — após as eleições presidenciais de março de 1930, que deram a vitória ao candidato situacionista Júlio Prestes — das articulações revolucionárias que visavam à deposição do presidente Washington Luís. Comandante do Batalhão Revolucionário de Tupaciquara, atuou em Minas, contribuindo para a vitória da revolução em outubro de 1930.

Diretor da Estrada de Ferro de Goiás de 1930 a 1931, dirigiu a Empresa de Força e Luz de Buriti Alegre desse último ano até 1933, quando fundou a Empresa Minerva de Eletricidade Industrial, destinada a abastecer as cidades de Itumbiara e Buriti Alegre. Eleito em outubro de 1934 suplente de deputado federal, não chegou a exercer o mandato, passando a se dedicar exclusivamente a seus negócios particulares.

Com a desagregação do Estado Novo (1937-1945), filiou-se à União Democrática Nacional (UDN), em cuja legenda se elegeu em dezembro de 1945 deputado por Goiás à Assembléia Nacional Constituinte. Empossado em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes, destacando-se como defensor da transferência da capital da República para o planalto central do país. Após a promulgação da nova Carta em 18 de setembro de 1946, passou a exercer o mandato ordinário, atuando, em 1947, como relator da comissão parlamentar de inquérito sobre o congestionamento do porto de Santos (SP). No ano seguinte obteve a aprovação de projetos de sua autoria relativos à ligação Anápolis (GO)-Belém (depois integrada à rodovia Belém-Brasília) e Anápolis-Peru (Sistema Rodofluvial Brasileiro, depois integrado à ligação Brasília-Acre), conseguindo ainda, em 1950, a uniformização dos preços dos combustíveis líquidos em todo o território nacional. Integrou as comissões de Indústria e Comércio — depois Comissão de Economia —, de Valorização Econômica da Amazônia e de Interiorização da Capital Federal da Câmara dos Deputados.

Reeleito em outubro de 1950, em 1954 tornou-se diretor-presidente da Fazenda Itajaí, em Goianésia (GO), função que exerceria até 1963. Deixou a Câmara ao final do mandato, em janeiro de 1955, e voltou a se eleger no pleito de outubro de 1962, agora na legenda da Coligação Democrática, formada pela UDN, o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, nessa legislatura integrou as comissões de Agricultura e Política Rural e de Telecomunicações e Obras Públicas da Câmara dos Deputados. Durante o governo de João Goulart (1961-1964) combateu o projeto oficial de reforma agrária.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Durante o governo do general Humberto Castelo Branco (1964-1967), colaborou na elaboração do Estatuto da Terra. Reelegeu-se no pleito de novembro de 1966 na legenda da Arena, exercendo o mandato até janeiro de 1971, quando deixou definitivamente a Câmara dos Deputados.

Pertenceu ao Instituto de Engenharia de São Paulo.

Faleceu em Ceres (GO) no dia 25 de julho de 1975.

Era casado com Beatriz Laje de Siqueira, de quem teve quatro filhos, um dos quais, Otávio Laje Siqueira, foi governador do estado entre 1965 e 1971. Seu neto, Jales Fontoura, foi constituinte (1987-1988), deputado federal (1987-1991) e secretário de Fazenda de Goiás (1999-).

Teve publicados diversos discursos parlamentares.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (26/7/75); SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6).

 

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