JANSEN, ROSALVO

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Nome: JANSEN, Rosalvo
Nome Completo: JANSEN, ROSALVO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
JANSEN, ROSALVO

JANSEN, Rosalvo 

*militar; comte. Comdo. Mil. Amazônia 1978-1980.

 

Rosalvo Eduardo Jansen nasceu em Sena Madureira (AC) no dia 2 de junho de 1918, filho do capitão de artilharia Eduardo Jansen e de Teresa Tupinambá Jansen.

Órfão de pai aos três anos de idade, estudou no Colégio Militar do Rio de Janiero, ingressando, em 1936, na Escola Militar do Realengo. Declarado aspirante a oficial em 1938, em dezembro de 1939 foi promovido a segundo-tenente e a primeiro-tenente dois anos depois. Recebeu a patente de capitão em dezembro de 1944, no final da Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, atuou como comandante de pelotão da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Em julho de 1952, chegou ao oficialato superior com a promoção de tenente-coronel. Um ano depois esteve no Paraguai como adjunto da Missão Militar Brasileira de Instrução.

Por ocasião da eclosão do movimento político-militar de 31 de março de 1964, exercia a função de instrutor do Curso de Informação e Aplicação para Chefes. Em dezembro do mesmo ano recebeu a promoção de coronel. Em março de 1972, foi elevado à patente de general-de-brigada, ocupando as funções de comandante da 2ª Brigada Mista do Grupamento de Unidades Escolas e da 9ª Brigada de Infantaria Blindada, na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Em junho deste ano, quando era comandante da 2ª Brigada Mista, sediada em Corumbá foi denunciado — juntamente com  os comandantes do I e do II Exércitos, generais Reinaldo Melo de Almeida e Humberto Sousa e Melo — pelo bispo dom Pedro Casaldáliga, de terem promovido uma operação militar na área de sua prelazia, em Mato Grosso, com o objetivo de obrigar o prefeito de Luciara a revogar uma lei de desapropriação de terras que beneficiaria os trabalhadores rurais. Essa iniciativa prejudicaria os interesses de uma grande empresa, a Codeara, ligada ao Banco de Crédito Nacional.  A denúncia valeu uma nota oficial do Ministério do Exército, em sua defesa e dos outros dois acusados.

Em janeiro de 1978, o general Rosalvo Jansen transmitiu o cargo de diretor de Comunicações do Exército ao general Jofre Sampaio, para tornar-se o primeiro comandante do Comando Militar da Amazônia, então criado. Em seu discurso de despedida, o general falou de questões de nacionalização de material e comunicação. O pronunciamento foi interditado pelo próprio ministro e por seu chefe, general Venitius Nazaré Notare, do Departamento de Engenharia e Comunicações. Alguns trechos, porém, foram permitidos, tais como: “Uma potência emergente, um país adulto não pode temer as multinacionais senão estará passando atestado de imaturidade”, ao falar sobre as dificuldades enfrentadas pelo empresariado nacional com relação a materiais de comunicação.

Em abril do mesmo ano, ao ser indagado sobre uma possível divisão no Exército, disse que não havia essa possibilidade, acrescentando que a força estava unida em seus propósitos. Quando um jornalista perguntou se o Ato Institucional nº 5 (AI-5) se enquadraria nessas medidas de arbítrio, o general disse que “esta medida estava prevista na Constituição e assim, enquanto não fosse revogada não seria arbítrio”.

Em 1980, deixou o Comando Militar da Amazônia, sendo substituído pelo general Leônidas Pires Gonçalves. Em seguida, tornou-se chefe da Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial do Exército (DEPA). Nesse mesmo ano, assumiu a vice-chefia do Departamento Geral de Serviços do Exército. Sua promoção ao Alto Comando era motivo de dúvida, devido ao fato de ter estado ligado ao general Euler Bentes Monteiro quando vicejou a candidatura dissidente à presidência da República. Assim que Bentes Monteiro foi lançado candidato pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar,  Jansen enviou-lhe um relátorio com informações sobre a Amazônia. No documento defendia a instalação de um quinto comando do Exército nas selvas, no intuito de reforçar a soberania nacional na região.

Em abril de 1981, foi transferido para a reserva remunerada.

Durante sua carreira militar, foi ainda criador e o primeiro comandante do  Centro de Estudos de Pessoal, no antigo forte do Leme, no Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 22 de maio de 2000.

Era casado com Luce de Oliveira Santos Jansen, com quem teve três filhos. Seu filho Carlos Eduardo Jansen também seguiu carreira militar, chegando a general do Exército.

 

FONTES: Estado de S. Paulo (24/5/80, 16/4/81); Globo (26 e 30/5/00); INF. FAM.; Jornal do Brasil (1/8 e 6/12/77, 17/1/78, 6/12/85); MIN. EXÉRC. Almanaque (1976).

 

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