Jean Wyllys de Matos Santos

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Nome: WYLLYS, Jean
Nome Completo: Jean Wyllys de Matos Santos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

WYLLYS, Jean

* dep. fed. RJ 2011-

 

  Jean Wyllys de Matos Santos nasceu em Alagoinhas (BA), em 10 de março de 1974, filho de José Dias dos Santos, pintor de automóveis, e de Inalva de Matos Santos, lavadeira.

A formação escolar de Jean Wyllys se iniciou com o disputado ingresso no Colégio Interno da Fundação José Carvalho, na cidade de Pojuca (BA), onde entrou em contato com uma formação humanista. Integrou movimentos como as Pastorais da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular, além de atuar nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica.

Mudou-se para Salvador com 19 anos, onde cursou Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), entre 1995 e 2000. Posteriormente, na mesma instituição, fez o Mestrado em Letras e Linguísticas, entre os anos de 2002 e 2003.

Participou de seminários e congressos da área de Comunicação, como: o Seminário Cultura Política e Política Cultural na Televisão, Brasil-Alemanha, realizado na UFBA, em 1994; o encontro Prisioneiro da Palavra, identidade e alteridade em Memórias de um Sobrevivente, no VIII Congresso Internacional Abralic, Campus da Pampulha, Universidade Federal de Minas Gerais, em 2002; o Seminário Mídia, Pobreza, Desigualdade e Desenvolvimento Humano e Social, Correio da Bahia, Agência de Notícias dos Direitos da Infância, em 2002; a Fiesta Convention Center, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Salvador, em 2007 e o 8º Ciclo de Debates Diversidade em Pauta, Cultura LGTS, o que é? APOGLBT, em 2010.

Jean Wyllys trabalhou em mais de um ofício. Foi jornalista e exerceu a profissão por quase dez anos, como repórter de cultura da Tribuna da Bahia e depois do Correio da Bahia, diário de propriedade do senador Antônio Carlos Magalhães. Como professor universitário, trabalhou na Escola Superior de Propaganda e Marketing e na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, nos anos de 2008 e 2009, respectivamente.

Participou da quinta edição do reality show conhecido como Big Brother Brasil, em 2005. Desde o início, assumiu sua homossexualidade, gerando debates no programa e em grande parte da imprensa. Ganhou a disputa e o prêmio final no valor de um milhão de reais.

Elegeu-se deputado federal no pleito de 2010, pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Com 13.018 votos, pôde assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa, na esteira da maciça votação obtida por seu colega de sigla, o deputado Chico Alencar, que obteve 240.724 votos.

Na Câmara dos Deputados, integrou as seguintes Comissões permanentes: de Finanças e Tributação, de Direitos Humanos e Minorias, de Legislação Participativa e de Cultura. Foi membro da Comissão Especial do Parlamento Jovem Brasileiro, do Marco Civil da Internet, de Reformulação do Ensino Médio, de Reforma do Código Penal e do Estatuto da Família. Participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Exploração sexual de crianças e adolescentes e do Trabalho infantil. Integrou a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT e a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, atuando em ambas como coordenador. Esta última foi lançada em fins de março de 2013, como uma resposta à eleição do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Sua atuação política voltou-se para a luta contra a homofobia, a intolerância, a violência contra a mulher, entre outros temas concernentes às minorias sociais. No âmbito dessa temática, foi autor do projeto de lei (PL) 4211/2012, conhecido como “lei Gabriela Leite”, com o objetivo de regulamentar a atividade dos profissionais do sexo e a vedação da prática de exploração sexual. O projeto distinguia o que era prostituição da exploração sexual, e se orientava no sentido de atingir o “alcance pleno da dignidade humana de profissionais do sexo”.

Foi autor, também, do PL 5120/2013, que versava sobre o “casamento civil entre homossexuais”. A finalidade do projeto era permitir que casais homoafetivos tivessem direitos iguais aos dos casais heterossexuais, tais como inscrever o cônjuge como dependente no INSS e passar a usar o sobrenome do consorte, por exemplo.

Wyllys recebeu algumas distinções em função da sua atuação profissional. A Revista Época o incluiu entre um dos cem brasileiros mais influentes em 2011. No ano seguinte, a Revista Isto É o inseriu em um rol das cem personalidades mais influentes do Brasil. No âmbito jornalístico, auferiu os seguintes reconhecimentos: o prêmio ABI de Melhor Reportagem da Associação Baiana de Imprensa, nos anos de 1997, 1998 e 1999 e o prêmio Cipó de Melhor Reportagem sobre os Direitos da Infância, da ONG Cipó Comunicação Interativa, em 2002.

Em 2012, Jean Wyllys foi escolhido pelos internautas como o deputado que melhor representou os interesses da população na Câmara, valendo-lhe a sétima edição do Prêmio Congresso em foco. Foi agraciado, também, com a Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para aqueles e aquelas que tivessem contribuído para o engrandecimento do país. Ademais, pela relevância do trabalho que desenvolveu na Câmara dos Deputados em prol dos direitos humanos, foi selecionado para representar o Brasil no Programa Visitantes Internacionais, da Embaixada dos EUA, que no ano de 2012 teve como tema “Direitos LGBT são Direitos Humanos”.

No ano de 2013, Jean Wyllys foi eleito, novamente, como melhor deputado, na oitava edição do Prêmio Congresso em foco, recebendo, também, o troféu de “Parlamentar de Futuro”, que distinguia aqueles com menos de 45 anos. No mesmo ano, recebeu a Medalha de Honra ao Mérito Pedro Ernesto, oferecida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e o Troféu Nelson Mandela, por sua atuação em defesa da igualdade.

Publicou três livros, a saber: o livro de contos Aflitos, lançado em 2001 pela Fundação Casa de Jorge Amado, fruto do prêmio Copene de Cultura e Arte, e relançado em 2006, pela Editora Globo; o título Ainda lembro..., lançado pela Editora Globo, em 2005, e que conta suas experiências durante a participação no programa Big Brother Brasil; e o livro Tudo ao mesmo tempo agora, publicado em 2009.

 

Luiz Santana

 

FONTES: Portal do Blog de Jean Wyllys. Disponível em: http://jeanwyllys.ig.com.br. Acesso em 01/10/2014; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acessado em 30/09/2013; Portal Carta Capital. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br>. Acesso em 30/09/2013; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://congressoemfoco.uol.com.br>. Acesso em 30/09/2013; Portal Época. Disponível em: <http://epoca.globo.com>. Acesso em 01/10/2013; Portal Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em: 30/092013; Portal Giostri Editora. Disponível em: <http://www.giostrieditora.com.br/livraria>. Acesso em 01/12/2013; Portal Isto É. Disponível em: <http://www.istoe.com.br/capa>. Acesso em 01/10/2013; Portal do Jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com>. Acesso em 27/09/2013; Portal pessoal do deputado Jean Wyllys. Disponível em: <http://jeanwyllys.com.br/wp>. Acesso 30/09/2013; Portal Veja. Disponível em: <http://veja.abril.com.br>. Acesso em 01/10/2013. 

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