JERONIMO VINGT ROSADO MAIA

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Nome: ROSADO, Vingt
Nome Completo: JERONIMO VINGT ROSADO MAIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ROSADO, VINGT

ROSADO, Vingt

*dep. fed. RN 1963-1991; const. 1987-1988

 

Jerônimo Vingt Rosado Maia nasceu em Mossoró (RN) no dia 13 de janeiro de 1918, filho de Jerônimo Rosado e de Isaura Rosado Maia. Em sua família destacaram-se seus irmãos Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia, governador do Rio Grande do Norte em 1951, e Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia, deputado federal pelo Rio Grande do Norte de 1951 a 1959 e senador pelo mesmo estado de 1959 a 1967.

Realizou cursos de farmácia, de comércio e de oficial da reserva do Exército, no Corpo de Saúde.

Proprietário agrícola, pecuarista e industrial, trabalhou como farmacêutico e contador, ingressando na política em 1948, ao assumir uma cadeira de vereador de sua cidade. Deixou a Câmara Municipal em 1953 ao tornar-se prefeito de Mossoró, cargo que exerceu até 1958.

Em outubro deste último ano elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte na legenda da Frente Popular Democrática, coligação formada pela União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Republicano (PR). Assumindo o mandato em fevereiro de 1959, tornou-se primeiro vice-presidente da Assembléia Legislativa de seu estado.

Em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Norte na legenda da Aliança Democrática Trabalhista, coligação formada pela UDN e o Partido Social Trabalhista (PST). Assumiu sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, depois de deixar a Assembléia Legislativa. Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Nessa legenda foi reeleito deputado federal por seu estado em novembro de 1966 e de 1970. Na legislatura de 1971 a 1975 foi membro das comissões de Orçamento, de Comunicações, Coordenadora de Estudos do Nordeste (Cocene) e de Minas e Energia, além de suplente das comissões de Saúde, de Segurança Nacional e de Transportes da Câmara dos Deputados. Mais uma vez eleito em novembro de 1974, tornou-se vice-presidente das comissões de Trabalho e Legislação Social e de Ciência e Tecnologia e suplente da Comissão de Minas e Energia.

Foi mais uma vez reeleito em novembro de 1978 e, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro do ano seguinte, filiou-se ao partido governista, o Partido Democrático Social (PDS). Nessa legislatura permaneceu na vice-presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia, integrou a Comissão do Interior e foi suplente da Comissão de Finanças.

Em novembro de 1982 foi novamente eleito deputado federal por seu estado, já na legenda do PDS, integrando, ao longo de 1983, a Comissão do Interior. Em 25 de abril de 1984 esteve ausente na votação da emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Vingt Rosado votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf. Este acabou sendo derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente a presidência desde 15 de março desse ano.

Eleito deputado federal constituinte em novembro de 1986, agora na legenda do PMDB, ao qual se filiara durante a legislatura, Vingt Rosado assumiu uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte em fevereiro do ano seguinte. Na Constituinte, ainda neste ano, foi titular da Subcomissão da Família, do Menor e do Idoso, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, além de suplente da Subcomissão dos Direitos Políticos, dos Direitos Coletivos e Garantias, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher.

Nas principais votações da Constituinte, pronunciou-se contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a unicidade sindical, a estatização do sistema financeiro, a limitação para os encargos da dívida externa e a legalização do jogo do bicho. Colocou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, da proteção ao emprego contra despedida sem justa causa, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários e da desapropriação da propriedade produtiva.

Com a promulgação da Constituição, em outubro de 1988, encerrou seus trabalhos na Constituinte, prosseguindo suas atividades na Câmara dos Deputados, onde permaneceu até janeiro de 1991, ao final da legislatura, não tendo concorrido à reeleição.

Faleceu em 2 de fevereiro de 1995.

Era casado com Maria Lurdes Bernardete da Escócia Rosado e teve três filhos, sendo uma adotiva.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Dados (1987);       CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971, 1971-1975, 1975-1979 e 1979-1983); CASCUDO, L. História; COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 5, 6, 8 e 9).

 

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