JESUALDO CAVALCANTI BARROS

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Nome: CAVALCANTI, Jesualdo
Nome Completo: JESUALDO CAVALCANTI BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CAVALCANTI, Jesualdo

*const. 1987-1988; dep. fed. PI 1987-1991.

 

Jesualdo Cavalcanti Barros nasceu em Corrente (PI) no dia 18 de fevereiro de 1940, filho de Sebastião de Sousa Barros e de Iracema Cavalcanti Barros.

Iniciou a carreira política em outubro de 1962, quando se elegeu vereador em Teresina na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Tomou posse na Câmara Municipal em janeiro de 1963 e, logo após a vitória do movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 1, editado em 9 de abril de 1964.

Em 1966 formou-se pela Faculdade de Direito do Piauí, onde também exerceu liderança enquanto estudante. Fez pós-graduação em administração de  empresas e direito público.

Em 1975 foi nomeado subsecretário da Indústria e do Comércio do estado, cargo que ocuparia durante todo o governo de Dirceu Arcoverde (1975-1978). Nesse período, foi também primeiro-secretário da diretoria do Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (PI) (1976-1978).

No pleito de novembro de 1978, filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar, elegeu-se deputado estadual, assumindo o cargo em fevereiro do ano seguinte. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, e nessa legenda se reelegeu em novembro de 1982. Licenciou-se em março do ano seguinte para ocupar a Secretaria Estadual de Cultura, Desportos e Turismo, no governo de Hugo Napoleão (1983-1986) e, ao mesmo tempo, a presidência da Fundação Cultural do Piauí.

Em novembro de 1986 elegeu-se deputado federal constituinte, já na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Instalada a Assembleia Nacional Constituinte em fevereiro de 1987, tornou-se titular da Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e suplente da Subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Participou também da Comissão de Sistematização.

Nas principais votações da Constituinte, foi a favor da limitação dos encargos da dívida externa, do mandado de segurança coletivo, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente da República José Sarney, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para juros reais, da proibição do comércio de sangue, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários, da jornada de trabalho de 40 horas semanais, do aviso prévio proporcional e da unicidade sindical. Votou contra o aborto, a desapropriação da propriedade produtiva, a demissão sem justa causa, a pluralidade sindical e a legalização do jogo do bicho. Absteve-se no tocante à limitação do direito de propriedade e à remuneração 50% superior para o trabalho extra.

Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, passou a exercer o mandato ordinário. Em outubro de 1990 foi eleito deputado estadual no Piauí na legenda do PFL. Deixando a Câmara ao final de 1991, retornou à Assembléia Legislativa do Piauí, cuja presidência exerceu por dois anos. Assumiu também, em 1991, a presidência regional do PFL.

Em 1994 renunciou ao mandato e tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, que presidiu de 1995 a 1998. Em março de 2002 aposentou-se, passando a dedicar-se a pesquisas sobre a história do Piauí e ao movimento pela criação do estado do Gurguéia. Em 2005 tornou-se presidente do Centro de Estudos e Debates do Gurguéia (Cedeg).

Casou-se com Maria do Perpétuo Socorro Rocha Cavalcanti Barros e teve três filhos.

Publicou Tempo de cultura (1985), O estado do Gurguéia e outros temas (1995), Notícia do Gurguéia (2002), Tempo de tribunal (2003), Memória dos Confins (2005) e Tempo de contar (2006).

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CEDEG; COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.cama

ra.gov.br>; Portal do TCE-PI. Disponível em : <http://www.tce.pi.gov.br>.

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