JOAO CANDIDO LINHARES

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Nome: LINHARES, João
Nome Completo: JOAO CANDIDO LINHARES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LINHARES, JOÃO

LINHARES, João

*dep. fed. SC 1971-1983.

João Cândido Linhares nasceu em Campos Novos (SC) no dia 27 de junho de 1934, filho de Levi Linhares da Silva e de Francisca Thibes Linhares.

Em 1955 tornou-se funcionário do Banco do Brasil, e em 1958 bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Santa Catarina.

Ingressou na política como membro e depois presidente do diretório municipal da União Democrática Nacional (UDN) em Chapecó (SC), entre os anos de 1964 e 1965. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país desde abril de 1964. Em 1966 deixou o Banco do Brasil e, desse ano a 1967, foi membro e, em seguida, vice-presidente do diretório municipal da Arena em Chapecó.

Em novembro de 1970, foi eleito deputado federal por Santa Catarina na legenda da Arena. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, foi membro efetivo da comissão especial que examinou o novo Código de Processo Civil e da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, além de suplente das comissões de Economia e de Orçamento. Foi também vice-líder do governo e da Arena de outubro de 1972 até 1973.

Reeleito em novembro de 1974, tornou-se mais uma vez vice-líder do governo e da Arena entre abril de 1975 e 1976, chegando a ocupar nesse último ano a liderança de seu partido em substituição a José Bonifácio de Andrada. Ao longo da legislatura, foi ainda membro da Comissão de Constituição e Justiça, suplente da Comissão de Transportes e relator do projeto de lei sobre contagem recíproca do tempo de serviço e do parecer da comissão que examinou o Código de Processo Civil. De 1977 a 1979, atuou como primeiro-vice-presidente da mesa da Câmara.

Nas eleições de novembro de 1978, foi mais uma vez reeleito na legenda da Arena. Na nova legislatura foi membro efetivo da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Transportes da Câmara, e assumiu novamente a vice-liderança da Arena. Em junho de 1979 integrou a comissão mista do Congresso encarregada de examinar o projeto de anistia do governo. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP). Em janeiro de 1981, quando exercia a vice-liderança do PP, prestou declarações à imprensa defendendo uma reforma constitucional ampla, imediata e “sem casuísmos”, para garantir a realização de um pleito verdadeiramente democrático em 1982. Ainda em maio de 1981, logo após a explosão de uma bomba terrorista no Riocentro, no Rio de Janeiro, rechaçou as afirmações do deputado gaúcho Hugo Mardini, do Partido Democrático Social (PDS), de que as oposições estariam “isolando o presidente Figueiredo”, e declarou, em contrapartida, que os partidos oposicionistas “estão abertos ao diálogo”. Como exemplo, citou os recentes encontros de representantes do PP com o ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel.

Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, filiou-se a essa legenda. No pleito de novembro seguinte integrou, como candidato a vice-governador de Santa Catarina, a chapa de Jaison Barreto, do PMDB, derrotada por Esperidião Amin, do PDS. Deixou a Câmara em janeiro de 1983, ao término da legislatura.

Em novembro de 1986, tentou reeleger-se deputado federal na legenda do PMDB e obteve uma suplência. No ano seguinte, assumiu a Secretaria Extraordinária de Santa Catarina, em Brasília, durante o governo de Pedro Ivo (1987-1991), permanecendo no cargo até 1991. Após essa data, passou a dedicar-se à advocacia em Florianópolis.

Casado com Maurita Borges Linhares, teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975, 1975-1979 e 1979-1983); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; Globo (26/2/77, 12/1 e 2/5/81); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (29/6/79); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (9).

 

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