JOAO CARLOS COSER

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Nome: COSER, João
Nome Completo: JOAO CARLOS COSER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COSER, JOÃO

COSER, João

*dep. fed. ES 1995-2003, prefeito Vitória 2005-.

 

João Carlos Coser nasceu em Santa Teresa (ES) no dia 13 de março de 1956, filho de Luís Coser Filho e de Darcília Corteletti Coser.

Ingressou no Colégio Brasileiro de Vitória em 1973, concluindo em 1977 o curso de técnico em contabilidade. De 1974 a 1983 trabalhou como consultor técnico da Vitóriawagen, em Vitória.

Agente pastoral na Comunidade Eclesial de Base (CEB) da Igreja Católica no bairro de Itararé, em Vitória, foi um dos membros fundadores do diretório regional do Partido dos Trabalhadores (PT) no Espírito Santo, em 1980, ocupando a secretaria do partido até 1982 e posteriormente, de 1984 a 1987.

Ainda em 1982 participou da fundação da Associação de Moradores de Itararé e fez parte do conselho fiscal da entidade, entre 1982 e 1984. Secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Vitória, de 1983 a 1984, vice-presidente, até 1985, e depois presidente da entidade, manteve ativa participação nos movimentos sociais e sindicais, chegando inclusive a ocupar a presidência do Sindicato dos do Espírito Santo no período de 1984 a 1986. Fundador do Centro de Educação e Comunicação Popular, tornou-se membro da direção nacional da CUT, onde permaneceria até 1986.

Em novembro de 1986 concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa do Espírito Santo elegendo-se deputado estadual constituinte pelo PT. Tomou posse em fevereiro de 1987, vindo a presidir a comissão parlamentar de inquérito que investigou irregularidades na Cohab-ES de 1987 a 1988. Ao longo da legislatura foi titular das comissões de Constituição e Justiça, de Serviço Público e de Redação, e suplente nas de Finanças, de Economia e de Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas.

Em outubro de 1990 conseguiu reeleger-se, ainda na legenda do PT, iniciando o novo mandato em fevereiro de 1991 como titular das comissões de Finanças, de Economia e de Orçamento, Fiscalização, Controle e Tomada de Contas, e como suplente nas de Constituição e Justiça, de Serviço Público e de Redação. De 1992 a 1993 desempenhou as funções de segundo-secretário do PT capixaba. Nesse mesmo ano integrou a Comissão Especial do Micro e Pequeno Empresário do Estado do Espírito Santo, e em 1994, foi vice-presidente da CPI da Empresa Capixaba de Turismo.

Eleito deputado federal pelo Espírito Santo na legenda do PT em outubro de 1994, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, passando a integrar as comissões de Orçamento e de Viação e Transportes. Defensor dos micro e pequenos empresários, representou o Espírito Santo na Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, na Frente Parlamentar do Cooperativismo e na Frente de Defesa das Instituições Federais de Ensino Superior.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, conforme a orientação do seu partido, fez obstrução à quebra do monopólio estatal no setor de distribuição de gás canalizado e votou contra a essa mesma medida no tocante aos setores de telecomunicações, exploração de petróleo e navegação de cabotagem. Também se opôs à mudança no conceito de empresa nacional; à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada à saúde e à educação.

Em junho de 1996 votou contra da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

Ainda em 1996 foi sub-relator da Comissão de Orçamento. Em junho deste ano entrou em choque com o governador do Espírito Santo, Vítor Buaiz, também do PT, em virtude de um programa de demissões voluntárias que segundo o parlamentar causaria desemprego.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou contra a emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro, contra a quebra da estabilidade do servidor público. Pouco depois, integrando a delegação da Câmara dos Deputados, visitou a Inglaterra, a Alemanha, a França e a Itália, e participou da missão parlamentar que esteve no Canadá e nos Estados Unidos a fim de conhecer o funcionamento das instituições financeiras de crédito cooperativo.

Nas eleições de outubro de 1998 foi reeleito deputado federal pelo Espírito Santo, sempre na legenda do PT. Em novembro votou contra o teto de 1.200 reais, para as aposentadorias no setor público, e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado.

Iniciou novo mandato na Câmara em fevereiro de 1999. Na nova legislatura, votou, em 2001, a favor da instalação da CPI da Corrupção que investigaria denúncias contra a administração de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), mas que não chegou a ser instalada.

No pleito de 2002, concorreu ao Senado pelo Espírito Santo, mas não foi eleito, sendo derrotado pelos candidatos Gérson Camata, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e Magno Malta, do Partido Liberal (PL). No pleito seguinte, 2004, elegeu-se prefeito da capital do estado na legenda do PT, derrotando a César Roberto Colnaghi, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Repetiu o feito em 2008, ainda no primeiro turno. Em abril de 2009, assumiu a presidência da Frente Nacional de Prefeitos para o biênio 2009-2011.

Formou-se em direito pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília.

Casou-se com Eliana Mara Silva, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1995-1999, 1999-2003); Estado de S. Paulo (5/6/96); Estado de S. Paulo (online). Disponível em : <http://  www.estadao.com.br>. Acesso em : 20 nov. 2009; Folha de S. Paulo (4/7/96, 29/9/98); Folha de S.Paulo (online). Disponível em : <http://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em : 20 nov. 2009; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www. camara.gov.br>. Acesso em : 20 nov. 2009.

 

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