JOAO FALAVINHA IENSEN

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Nome: IENSEN, João
Nome Completo: JOAO FALAVINHA IENSEN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
IENSEN, JOÃO

IENSEN, João

*dep. fed. PR 1995-1999.

João Falavinha Iensen nasceu em Faxinal (PR) no dia 3 de janeiro de 1958, filho de Mateus Iensen e de Mercedes Falavinha Iensen. Seu pai, Mateus Iensen, foi deputado federal pelo Paraná (1987-1995), e seu irmão, Vanderlei Iensen, foi deputado estadual e chefe de gabinete do governador Roberto Requião durante seus dois mandatos (2003-2007 e 2007-2011).

Músico e animador de programas de rádio e televisão, em 1976 tornou-se sócio-cotista do Sistema Iensen de Comunicação.

Filiado desde 1985 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), transferiu-se em 1990 para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e elegeu-se deputado estadual em outubro. Membro da comissão executiva estadual do PTB e delegado da executiva nacional, na Assembleia Legislativa foi titular das comissões de Finanças e de Saúde Pública (1991-1992), de Agricultura, Indústria e Comércio (1991-1994) e de Constituição e Justiça (1993-1994). Vice-presidente (1993-1994) e presidente (1994-1995) da Comissão de Turismo. No pleito de outubro de 1994, foi eleito deputado federal pelo Paraná na legenda petebista.

Empossado em fevereiro de 1995, atuou na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Nas votações das emendas constitucionais apresentadas durante a legislatura pelo governo Fernando Henrique Cardoso, votou a favor da extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; da revisão do conceito de empresa nacional e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF).

Em junho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde. Ainda neste ano, Iensen deixou o PTB para filiar-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do Partido Progressista Reformador (PPR) com o Partido Progressista (PP). Votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos e pela quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Candidato à reeleição em outubro de 1998, não obteve sucesso. Em novembro votou a favor do teto de R$1.200 para aposentadorias no setor público, e dos critérios de idade mínima e tempo de contribuição para os trabalhadores do setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1999, e não concoreu mais a cargos eletivos.

Delegado da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no Paraná, em outubro de 2004 foi condenado pela Justiça Federal por superfaturamento no contrato de locação, realizado em 1999, de um imóvel no centro de Curitiba destinado ao atendimento ao público da DRT. Nos anos seguintes, dedicou-se à carreira evangélica e às atividades empresariais e administrou um estúdio de gravação de músicas religiosas em Curitiba. Durante os mandatos de Roberto Requião no governo do Paraná, foi assessor de seu irmão, Vanderlei Iensen, na chefia de gabinete do governador do estado. Foi exonerado do cargo em novembro de 2008, em virtude de uma resolução do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o nepotismo nos órgãos públicos.

Teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (21, 23, 24 e 25/12/96); Folha de Londrina (15/10/04, 19/9/08); Folha de S. Paulo (20, 21, 23, 24 e 27/12/96, 31/1 e 12/2/97, 29/9, 10/10 e 6/11/98); Jornal do Brasil (23/12 e 24/12/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97 e 5/2/98).

 

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