JOAO FERNANDES DE LIMA

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Nome: FERNANDES, João
Nome Completo: JOAO FERNANDES DE LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERNANDES, JOÃO

FERNANDES, João

*gov. PB 1953-1954; dep. fed. PB 1964-1967.

 

João Fernandes de Lima nasceu em Mamanguape (PB) no dia 5 de julho de 1901, filho de Antônio Fernandes de Lima Sobrinho e de Maria Caetano Fernandes de Lima. Seu irmão, José Fernandes de Lima, foi governador da Paraíba de 1960 a 1961.

Fez os estudos primários em sua cidade natal com professores particulares, transferindo-se mais tarde para a capital do estado, onde concluiu o curso de contabilidade. Bacharelou-se ainda em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Recife.

Em 1922, juntamente com seus irmãos, fundou a firma Fernandes & Cia. para a importação de trigo e exportação de açúcar. Já em 1940, os irmãos Fernandes instalaram em Mamanguape a usina Monte Alegre, a maior da Paraíba na época, congregando os antigos engenhos Guarita, Linhares, Alagamar e Forno. Em decorrência de suas atividades comerciais e industriais, foi eleito presidente da Associação Comercial da Paraíba, tornando-se paralelamente fundador, secretário e presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) nesse estado entre 1942 e 1946.

Com a redemocratização do país em 1945, participou da fundação do Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda se elegeu deputado à Assembléia Constituinte da Paraíba em janeiro de 1947. Assumindo sua cadeira em março seguinte, participou dos trabalhos de elaboração da Constituição paraibana e, após a promulgação desta, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Nesse período presidiu a Assembléia estadual.

Em outubro de 1950 elegeu-se vice-governador da Paraíba na chapa encabeçada por José Américo de Almeida. Deixando a Assembléia ao final do mandato, tomou posse em seguida e em junho de 1953, com a nomeação de José Américo para o Ministério de Viação e Obras Públicas, assumiu a chefia do Executivo estadual. Permaneceu no cargo até setembro do ano seguinte, quando José Américo reassumiu o governo do estado. Sua administração preocupou-se basicamente com o ensino, a agricultura, as obras públicas e a criação de novos empregos.

No pleito de outubro de 1954 elegeu-se deputado estadual, sempre na legenda do PSD. Concluindo o mandato de vice-governador em janeiro de 1955, assumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa em fevereiro seguinte. Em 1957, entretanto, licenciou-se para assumir uma das diretorias do Banco do Nordeste do Brasil, do qual foi por diversas vezes presidente. Candidato à Câmara Federal nas eleições de outubro de 1958, obteve apenas uma suplência, não chegando a assumir o mandato. No pleito de outubro de 1962 voltou a concorrer a uma cadeira de deputado federal na legenda do PSD, mas ficou como primeiro suplente. Após a vitória do movimento político-militar de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964) e a cassação do mandato do deputado Abelardo Jurema com base no Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), João Fernandes assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados ainda em abril desse ano e passou a integrar a Comissão de Legislação Social, da qual se tornou vice-presidente em 1965.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, em cuja legenda concorreu a novo mandato no pleito de novembro de 1966, mas só obteve novamente uma suplência. Permaneceu na Câmara até o final de janeiro de 1967, quando se encerraram a legislatura e o seu mandato. Nas eleições de novembro de 1970 voltou a conseguir apenas apenas uma nova suplência, não chegando tampouco a exercer o mandato durante a legislatura. Em 1973 tornou-se membro da comissão executiva regional do MDB e foi seu delegado no diretório nacional do partido. Voltou a se candidatar à Câmara dos Deputados em novembro de 1978, obtendo novamente apenas uma suplência. Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Foi ainda membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba.

Faleceu em Niterói (RJ) no dia 12 de abril de 1980.

Era casado com Nair Gagliardi Fernandes de Lima, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: Almanaque da Paraíba; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); Globo (15/4/80); Grande encic. Delta; MAIA, B. Governadores; NÓBREGA, A. Chefes; PINTO, L. Fundamentos; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 6, 8 e 9).

 

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