JOAO GILVAN ROCHA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ROCHA, Gilvan
Nome Completo: JOAO GILVAN ROCHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ROCHA, Gilvan

ROCHA, Gilvan

* sen.  SE 1975-1983.

 

João Gilvan Rocha nasceu em Propriá (SE) no dia 26 de agosto de 1932, filho de José da Rocha e de Laudicéia Rocha.

Fez o curso colegial no Ateneu Sergipano e formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, especializando-se em cancerologia ginecológica.  Posteriormente, fez curso de pós-graduação nessa especialidade no Instituto de Oncologia de Lisboa.

Participou, como caricaturista, da I Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia.  Em 1967 foi premiado no Salão Nacional de Artes de Médicos e em 1969 no Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio de Janeiro.

Professor de biologia educacional e fisiologia humana da Universidade Federal de Sergipe (UFS), foi secretário de Saúde de Sergipe na gestão do governador Lourival Batista (1967-1970). Em 1973 realizou uma confe­rência na Câmara dos Deputados sobre os problemas médico-sociais do aborto, a convite da Comissão de Saúde daquela casa.

No pleito de novembro de 1974 elegeu-se senador por Sergipe na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, assumindo o mandato em fevereiro de 1975.  No Senado ocupou a vice-presidência da Comissão de Saúde e foi membro da Comissão de Relações Exteriores, além de suplente das comissões de Minas e Energia e de Organismos Regionais. Em janeiro de 1977 afirmou que o Brasil, economicamente, estava mais próximo do socialismo e do capitalismo de Estado do que do regime de livre empresa e criticou a ten­dência estatizante da economia, propondo a explicitação do regime em uma nova Consti­tuição de forma a evitar o esmagamento da pequena e média empresa pelo capital estatal e pelas multinacionais.  Defendeu ainda a alter­nância de partidos no poder, argumentando que o MDB era proscrito pelo governo, e insistiu na necessidade de manter a oposição unida quando o governo federal passou a discutir a extinção do bipartidarismo, afinal efetivada em novembro de 1979.  Ainda nesse ano foi eleito segundo vice-presidente do Senado e presidente da Comissão de Saúde. Com a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), tornando-se seu líder no Senado.

Pouco antes da concessão do registro defi­nitivo do PP pela Justiça Eleitoral, ocorrida em setembro de 1981, Gilvan Rocha transferiu-se para Partido do Movimento Democrático Bra­sileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB, juntamente com diversos outros parlamentares.  Em fevereiro de 1982 o PP foi incorporado ao PMDB, como forma conciliatória de enfrentar a situação política decorrente da aprovação pelo Congresso, em dezembro de 1981, do "pacote" de reformas da legislação eleitoral proposto pelo presiden­te João Figueiredo. Com o objetivo de retaliar  a oposição, “fragmentada” em diversas agremiações após a extinção do bipartidarismo, tal reforma do governo proibiu a coligação de partidos em qualquer nível e estabeleceu a vinculação total de votos, segundo a qual o eleitor seria obrigado a sufragar a chapa integral de um único partido para os cargos de governador, senador, deputado federal, deputado estadual, prefeito e vereador.

Candidato do PMDB ao governo de Sergipe no pleito de novembro de 1982, Gilvan foi derrotado por João Alves Filho, candidato do Partido Democrático Social (PDS). Ainda no Senado, foi  relator das comissões de Saúde, Relações Exteriores, Finanças e de Minas e Energia. Após o término de seu mandato, em janeiro de 1983, assumiu a função de consultor médico do Senado no mês de março. Ocupou o cargo até maio de 1985, quando foi nomeado presidente da Central de Medicamentos (CEME), enfrentando resistências ao seu nome vindas dos grandes laboratórios farmacêuticos, temerosos de uma revitalização de um antigo plano de nacionalização da produção de remédios de largo consumo popular.

Deixou a CEME em agosto de 1986 quando foi designado vice-presidente do Conselho Nacional de Saúde. Em maio de 1988, sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou incapacitado para o exercício de qualquer atividade. Dois anos depois, em outubro de 1990, deixou a vice-presidência do Conselho Nacional de Saúde, que ainda exercia formalmente.  

Casou-se com Maria Célia Dória, com quem teve três filhos.

 

FONTES:  Estado de São Paulo (15/4 e 11/5/80 e 10/8/82 e 20/1/83); Folha de S. Paulo (22/3/85);  Jornal do Brasil (19/1 e 1/11/77; 21/9/79; 1/5/80; 9/9 e 29/10/81); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); SENADO.  Dados biográficos (8 e 9).

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados