JOAO LINO BRAUN

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Nome: BRAUN, Lino
Nome Completo: JOAO LINO BRAUN

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRAUN, LINO

BRAUN, Lino

*dep. fed. RS 1955-1963 e 1964-1967.

 

João Lino Braun nasceu em Estrela (RS) no dia 19 de abril de 1910, filho do agricultor e professor Pedro Braun e de Maria Wagner Braun.

Fez o curso de filosofia no Seminário Maior de São Leopoldo (RS) e bacharelou-se no ano de 1940 em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio Grande do Sul. Antes de ingressar na política, lecionou latim e português, exerceu profissionalmente o jornalismo e foi professor da Faculdade de Comércio, anexa à Faculdade de Direito do Rio Grande do Sul.

Um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no Rio Grande do Sul, elegeu-se em 1947 deputado estadual nessa legenda, tendo participado dos trabalhos da Constituinte estadual, que aprovou a nova Carta em 8 de julho de 1947. Reeleito em 1950 para o mesmo cargo, permaneceu na Assembléia Legislativa até meados de 1954.

No pleito de outubro de 1954, foi eleito, com 10.167 votos, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, na legenda do PTB. Assumindo o mandato em fevereiro de 1955, foi reeleito, com 16.520 votos, em outubro de 1958, para a legislatura seguinte, de fevereiro de 1959 a janeiro de 1963. Em 2 de setembro de 1961, votou contra a Emenda Constitucional nº 4, que instituiu o regime parlamentarista no país como forma de permitir a posse do vice-presidente João Goulart, vetada pelos ministros militares logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Ainda nesse ano, apoiou o reatamento de relações comerciais com a União Soviética (embora se mantivesse contrário ao reatamento de relações diplomáticas) e defendeu a Emenda Constitucional nº 5, que ampliou a participação dos municípios na renda tributária nacional.

Membro das comissões de Educação, de Finanças e de Orçamento, integrou ainda a Frente Parlamentar Nacionalista, formada em 1956 por deputados do PTB, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do Partido Social Democrático (PSD) e da União Democrática Nacional (UDN), que se dispunham a viabilizar uma plataforma nacionalista, voltada para a condenação do capital estrangeiro e de remessa de lucros para o exterior. Defendeu a reforma agrária cooperativista, o monopólio estatal do refino e da distribuição do petróleo e da exploração dos minérios, da energia elétrica e das telecomunicações, o direito de voto para os analfabetos e soldados, a nacionalização dos depósitos bancários, a fiscalização da remessa de lucros e Lei Antitruste e, finalmente, o direito de greve e a participação dos empregados nos lucros das empresas.

Nas eleições de outubro de 1962 tentou ser reconduzido à Câmara Federal, mas, com os 14.220 votos obtidos, conseguiu apenas uma suplência. Deixando a Câmara ao final do mandato em janeiro de 1963, em 13 de abril de 1964, assumiu uma cadeira de deputado em virtude da cassação do deputado Mílton Dutra. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em novembro de 1966, tentou mais uma vez a reeleição, mas, com os 14.899 votos que recebeu, obteve novamente apenas uma suplência. Após o término do mandato em janeiro seguinte, afastou-se da Câmara dos Deputados, não mais retornando à atividade parlamentar. Ainda no mesmo ano, tornou-se procurador da Caixa Econômica Federal (CEF), cargo que ocupou até 1977.

Faleceu em Brasília no dia 12 de janeiro de 1978.

Era casado com Maria Luísa Cenleno Braun, com quem teve quatro filhos.

Traduziu diversos livros do alemão e publicou Discursos parlamentares e Jornais de Porto Alegre.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967); CÂM. DEP. Repertório biográfico (1946-1967); CAMPOS, Q. Fichário; Correio do Povo (8/12/65); COUTINHO, A. Brasil; Jornal do Brasil (13/1/78); SILVA, R. Notas.

 

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