JOAO MANUEL CONRADO RIBEIRO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CONRADO, João Manuel
Nome Completo: JOAO MANUEL CONRADO RIBEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEDRO, Erasmo Martins

CONRADO, João Manuel

* pres. UNE  1959-1960.

 

João Manuel Conrado Ribeiro nasceu na cidade de Franca (SP) no dia 20 de fevereiro de 1931, filho de Túlio Ribeiro e de Maria do Carmo Conrado Ribeiro.

Cursou o primário no Colégio São José, em sua cidade natal, e no Grupo Escolar Francisco Ribeiro, em Santa Rita do Passa Quatro (SP). Foi seminarista em Campinas (SP) de fevereiro de 1942 a abril de 1945. De volta a Franca em outubro de 1945, reiniciou no ano seguinte o curso ginasial no Ginásio Champagnat dos Irmãos Maristas, de onde saiu em 1949 para ingressar no curso colegial do Instituto de Educação Torquato Caleiro. Completou em 1952 o curso de magistério primário na Escola Normal Livre Dr. João Ribeiro Conrado.

No ano seguinte, ingressou na Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Em abril de 1953, para manter seus estudos, trabalhou como revisor no jornal Folha da Manhã, onde permaneceria até  fevereiro de 1955. Em setembro de 1954, foi admitido como funcionário da Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo.

No final de 1955, foi eleito vice-presidente do Centro Acadêmico “22 de Agosto”, assumindo a presidência no início do ano seguinte com a renúncia do titular. Participou do Congresso Estadual de Estudantes em maio de 1956 e foi eleito secretário geral da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE/SP), permanecendo no cargo até maio do ano seguinte. Reeleito secretário geral da UEE em agosto de 1958, em março do ano seguinte colou grau no curso de direito da PUC e logo em seguida matriculou-se no curso de filosofia da Universidade de São Paulo. Freqüentou pouco o curso de filosofia em virtude de sua intensa militância estudantil, que culminou com a sua eleição para a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) em julho de 1959, no XXII Congresso da entidade, sucedendo a Raimundo Eirado.

Em agosto seguinte, quando iniciou sua gestão, o movimento estudantil já vinha aprofundando a crítica à universidade brasileira. Nessa ocasião, foi iniciado o debate em torno do projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e as conseqüências de sua possível aplicação na estrutura do ensino. Após a greve deflagrada pelos estudantes baianos no início de 1960, reprimida pelas forças armadas ao adquirir um caráter nacional, a UNE promoveu em maio seguinte o I Seminário Nacional de Reforma Universitária. Desse encontro resultou a Declaração da Bahia, o primeiro dos mais importantes textos programáticos do movimento estudantil brasileiro, que abordava três pontos básicos: a realidade brasileira, a universidade no Brasil e a reforma universitária. A esse documento foi anexado um adendo referente à Lei de Diretrizes e Bases.

Durante o período em que Conrado permaneceu na presidência da UNE, a entidade liderou campanhas contra a execução do Acordo de Roboré (que regulava a aplicação de capitais brasileiros em pesquisas petrolíferas na Bolívia e era considerado uma transgressão do monopólio estatal exercido pela Petrobrás) e contra a instalação no país da indústria norte-americana de lataria America Can. Pressionou ainda com êxito o Legislativo para que fosse instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as atividades da Shell e da Esso no Brasil. Conrado encerrou seu mandato em julho de 1960, sendo substituído pelo baiano Oliveiros Guanais.

Com o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964) foi demitido em outubro seguinte da Delegacia Regional do Trabalho, em conseqüência do Ato Institucional nº 1. Durante os dois anos em que seguiram a sua demissão, tentou exercer sua profissão buscando integrar-se em escritórios especializados em direito do trabalho, sem obter sucesso. Em 1966, passou a trabalhar, como advogado associado, no escritório Campos Andrade, de cujo titular foi contemporâneo na faculdade. Em junho de 1980, após a Lei da Anistia (agosto de 1979), foi reintegrado nos quadros do Ministério do Trabalho.

Em 1996, aposentou-se como agente administrativo no Ministério do Trabalho, passando a se dedicar integralmente à advocacia no escritório Campos Andrade.

Casou-se com Teresinha de Jesus Cardoso Ribeiro, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: INF. BIOG.; POERNER, A. Poder.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados