João Vespúcio de Abreu e Silva

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Nome: ABREU, Vespúcio de
Nome Completo: João Vespúcio de Abreu e Silva

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ABREU, Vespúcio de

*militar; dep. fed. RS 1909-1920; sen. RS 1920-1930; dep. fed. RS 1935-1937.

 

João Vespúcio de Abreu e Silva nasceu em Porto Alegre no dia 2 de dezembro de 1868, filho de Florêncio Carlos de Abreu e Silva, deputado-geral, senador e presidente da província de São Paulo durante o Império.

Sentou praça em 1886, ingressando na Escola Tática e de Tiro de Rio Pardo (RS) e, mais tarde, na Escola Militar do Rio Grande do Sul. Era republicano, amigo e correligionário de Júlio de Castilhos, ao lado de quem tomou parte nas lutas políticas de seu estado.

Após a proclamação da República, bacharelou-se em ciências físicas e matemáticas e em engenharia, pelo regulamento de 1889.

Alferes-aluno em janeiro de 1890, em outubro do mesmo ano foi promovido a segundo-tenente. Tendo passado a primeiro-tenente em abril de 1893, de novembro desse ano a março de 1894 participou da repressão à Revolta da Armada, levante de parte da Marinha contra o presidente Floriano Peixoto.

Em seguida, foi engenheiro-ajudante do Distrito Telegráfico do Rio Grande do Sul e, em 1897, auxiliar de ensino na Escola Militar de Porto Alegre.

Promovido a capitão em 1900, no mesmo ano se elegeu deputado estadual, sendo reeleito por duas vezes e permanecendo na Assembléia até 1908. Em seu último mandato estadual (1906-1908), foi relator-geral do orçamento do estado.

Em 1909, elegeu-se deputado federal pelo Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), obtendo a reeleição em 1912 — ano em que foi promovido a major —, em 1915 e em 1918. Ocupou diversas vezes a vice-presidência da Câmara e, nessa qualidade, presidiu a casa de 1918 a 1919 substituindo Sabino Barroso. Exerceu a liderança da bancada gaúcha e foi ainda membro das comissões de Obras Públicas, Marinha e Guerra, Finanças e Reforma da Justiça Militar. Em 1919, foi promovido a tenente-coronel.

Ao final de seu último mandato de deputado (1920), foi eleito para o Senado Federal, ocupando a vaga aberta com a morte de Rivadávia Correia. Reelegeu-se sucessivamente senador até a interrupção de seu mandato pela Revolução de 1930. Durante sua permanência no Senado, fez parte da Comissão de Finanças, tendo sido relator do orçamento de Viação.

Em outubro de 1934, elegeu-se novamente deputado federal pela Frente Única Gaúcha, aliança entre o PRR e o Partido Libertador. Exerceu o mandato de maio de 1935 a novembro de 1937, quando a decretação do Estado Novo determinou o fechamento do Congresso e a suspensão dos mandatos.

Reformou-se no posto de general.

Foi o fundador da Escola de Engenharia e do Ginásio Júlio de Castilhos, ambos em Porto Alegre.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de maio de 1945.

FONTES: ABRANCHES, J. Governos; Câm. Dep. seus componentes; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; SILVA JÚNIOR, J. Galeria.

 

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