JOAQUIM DE FIGUEIREDO CORREIA

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Nome: CORREIA, Figueiredo
Nome Completo: JOAQUIM DE FIGUEIREDO CORREIA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORREIA, FIGUEIREDO

CORREIA, Figueiredo

*dep. fed. CE 1967-1971 e 1975-1981.

 

Joaquim de Figueiredo Correia nasceu em Várzea Alegre (CE) no dia 4 de novembro de 1920, filho de José Correia Lima e de Maria Figueiredo Correia.

Proprietário agrícola e pecuarista, iniciou sua carreira política no pleito de janeiro de 1947, quando foi eleito deputado estadual no Ceará na legenda do Partido Social Democrático (PSD), assumindo o mandato em março do mesmo ano. Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Ceará em 1950 e, ainda nesse ano, em outubro, foi reeleito para a Assembléia Legislativa de seu estado. Obteve novas reeleições nos pleitos de outubro de 1954 e de 1958, sempre na legenda do PSD.

Durante sua permanência na Assembléia foi líder da bancada de seu partido, membro da mesa e integrante das comissões de Justiça e de Finanças. Participou também do Conselho de Assistência Técnica aos Municípios e, no período de 1959 a 1962, licenciou-se para ocupar o cargo de secretário de Educação e Saúde, durante o governo de José Parsifal Barroso. Nessa época foi, ainda, presidente do Conselho Estadual de Educação.

No pleito de outubro de 1962 foi eleito vice-governador do Ceará na chapa encabeçada por Virgílio Távora, com o apoio de uma coligação que englobara o PSD, a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Essa coligação foi formada para evitar a vitória de uma aliança oposicionista que havia sido organizada sob a liderança do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em fevereiro de 1963 tomou posse em seu novo cargo, exercendo o governo de forma interina por várias vezes ao longo do mandato.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda foi eleito deputado federal por seu estado no pleito de novembro de 1966, assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1967. Em março desse mesmo ano tornou-se vice-líder de seu partido, atuando ainda nessa legislatura como membro das comissões de Orçamento e Justiça da Câmara. Licenciou-se de seu mandato para concorrer ao Senado pelo Ceará em novembro de 1970, na legenda do MDB, sendo derrotado por Virgílio Távora e Wilson Gonçalves, ambos da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Retornando à Câmara por um breve período, deixou-a em janeiro de 1971, ao concluir o mandato.

Novamente eleito deputado federal pelo Ceará em novembro de 1974 na legenda do MDB, voltou a ocupar uma cadeira na Câmara em fevereiro de 1975. Em abril seguinte foi mais uma vez escolhido vice-líder da bancada de seu partido na Câmara dos Deputados, participando também nessa legislatura, como membro efetivo, da Comissão de Educação e Cultura e, como suplente, da Comissão de Constituição e Justiça. Reeleito em novembro de 1978, ainda na legenda do MDB, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se inicialmente ao Partido Popular (PP), passando, logo depois, para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nessa legislatura foi membro da Comissão do Interior.

Durante toda a sua atividade parlamentar, teve sempre em Várzea Alegre seu principal reduto eleitoral. Chegou a ter também seu nome cogitado para concorrer ao governo do estado do Ceará nas eleições de novembro de 1982.

Foi professor da Escola de Administração do Ceará.

Faleceu em Fortaleza no dia 16 de junho de 1981, em pleno exercício do mandato.

Foi casado com Ivonete Vieira de Figueiredo Correia, com quem teve seis filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (6 e 8); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CARONE, E. República nova; COUTINHO, A. Brasil; Folha de S. Paulo (17/6/81); GIRÃO, R. Ceará; Jornal do Brasil (18/11/74 e 17 e 25/6/81); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, S, 6, 7, 8 e 9).

 

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