JOAQUIM ELIAS NAGIB PINTO HAICKEL

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Nome: HAICKEL, Joaquim
Nome Completo: JOAQUIM ELIAS NAGIB PINTO HAICKEL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
HAICKEL, JOAQUIM

HAICKEL, Joaquim

*const. 1987-1988; dep. fed. MA 1987-1991.

Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel nasceu em São Luís no dia 13 de dezembro de 1959, filho de Nagib Haickel, que foi deputado federal pelo Maranhão de 1979 a 1987, e de Clarice Pinto Haickel.

Editor, escritor, poeta, escultor e radialista, formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) em 1985.

Filiado ao Partido Democrático Social (PDS) desde 1980, elegeu-se deputado estadual no pleito de novembro de 1982. Titular das comissões de Saúde e de Transportes, presidiu a Comissão Municipal e a de Educação e Cultura. Em 1984 participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Ensino de Segundo Grau.

Desligando-se do PDS em janeiro de 1986, e filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no pleito de novembro foi eleito deputado federal constituinte. Titular da Subcomissão dos Direitos e Garantias Individuais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, e suplente da Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, votou a favor da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da unicidade sindical, da proibição do comércio de sangue, do presidencialismo e do mandato de cinco anos para o então presidente da República José Sarney. E contra a estatização do sistema financeiro, a desapropriação da propriedade produtiva e a jornada semanal de 40 horas.

Em 1989 desligou-se do PMDB e ingressou no Partido Democrata Cristão (PDC). No ano seguinte, porém, transferiu-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Titular das comissões de Educação, de Constituição e Justiça, de Fiscalização e Controle e de Economia, não concorreu à reeleição no pleito de outubro de 1990, e deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1991.

Em março, quando Edson Lobão tomou posse no governo do Maranhão, Joaquim Haickel foi nomeado subsecretário de assuntos políticos, cargo que exerceu até 1993, quando assumiu a subsecretaria de Educação. Presidente da Federação Maranhense de Tênis (1994-1996) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis (1996-2000), desligou-se do PTB, em 1997, ingressando no Partido Republicano Progressista (PRP), em cuja legenda elegeu-se deputado estadual no pleito de outubro de 1998. Iniciou o mandato em fevereiro de 1999. Líder do bloco parlamentar liberal na Assembleia Legislativa, composto pelo PRP e outros seis partidos menores, em agosto daquele ano desligou-se do PRP e retornou ao PTB.

Reeleito deputado estadual no pleito de outubro de 2002, em janeiro de 2003 Joaquim Haickel mudou uma vez mais de partido, ingressando no Partido Socialista Brasileiro (PSB). Assim, quando a legislatura 2003-2007 teve início, em 1º de fevereiro, ele já estava filiado à legenda socialista. Permaneceu neste partido até o final de 2005, quando voltou para o PMDB.

Em abril de 2006, foi eleito para a Academia Imperatrizense de Letras. Desde esse ano, Haickel possui um blog, no qual publica poesias, crônicas, artigos e diários de viagem.

Em outubro de 2006, Haickel reelegeu-se pela terceira vez consecutiva à Assembleia Legislativa maranhense. Nesse novo mandato, iniciado em fevereiro de 2007, foi vice-presidente das comissões de Defesa do Consumidor e de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional. Além disso, foi titular da comissão de Constituição, Justiça e Redação Final e suplente das comissões de Orçamento, Finanças e Fiscalização; de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto; e de Ética.

Em junho de 2009 tornou-se membro da Academia Maranhense de Letras.

Casou-se com Ivana Teresa Amélia Aquino Farias, com quem teve uma filha.

Publicou Confissões de uma caneta (1980), O quinto cavaleiro (1981), Garrafa de ilusões (1982), Manuscritos (1983), Antologia (1984), Antologia erótica (1985) e Clara cor-de-rosa (1985), Dito e feito (2009).

 

Luciana Barbosa Arêas

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; INF. BIOG.; ASSEMB. LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, Perfil dos deputados (2009); TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, Eleições 2002 e 2006; FÓRUM DA AMAZÔNIA ORIENTAL, Desempenho dos parlamentares maranhenses em 2004.

 

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