JOAQUIM LOBAO DA SILVEIRA

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Nome: SILVEIRA, Lobão da
Nome Completo: JOAQUIM LOBAO DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVEIRA, LOBÃO DA

SILVEIRA, Lobão da

*dep. fed. PA 1955-1959; sen. PA 1959-1971.

 

Joaquim Lobão da Silveira nasceu em Bragança (PA) no dia 18 de março de 1910, filho de Leandro Lobão da Silveira e de Antônia Rodrigues da Silveira. Seu tio, padre Leandro Pinheiro do Nascimento, foi deputado federal (1933-1935) e prefeito de Belém. Seus primos, monsenhor Môncio Ribeiro e José Severiano Lopes de Queirós foram, respectivamente, deputado estadual e deputado estadual e prefeito de Bragança.

Depois de fazer seus estudos no Colégio Bragança, em sua cidade natal, e no Ginásio do Carmo, em Belém, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito do Pará, tendo feito ainda um curso de contabilidade.

Iniciou sua carreira política após a Revolução de 1930 como prefeito de Bragança, terceiro município do Pará em importância, tendo sido depois, de 1930 a 1934, oficial-de-gabinete, e posteriormente chefe de gabinete, do interventor federal naquele estado, tenente Joaquim de Magalhães Barata. Com o fim do Estado Novo em outubro de 1945, elegeu-se, em janeiro de 1947, deputado à Assembléia Constituinte estadual, na legenda do Partido Social Democrático (PSD).

Participou dos trabalhos constituintes, tendo sido o relator da comissão que assinou o projeto da Constituição promulgada em julho desse mesmo ano. Transformada a Constituinte em Assembléia ordinária, foi segundo-vice-presidente da casa a partir de abril de 1950, função da qual se afastou após a renúncia do então governador do estado, major Luís Geolás de Moura Carvalho.

Ainda em outubro de 1950 tornou a se eleger deputado estadual na legenda do PSD, partido de que se tornou líder na Assembléia estadual, dando apoio à política de Magalhães Barata. Em outubro de 1954 alcançou a primeira suplência de deputado federal pelo Pará, na legenda da Aliança Social Democrática, formada pelo seu partido e pelo Partido de Representação Popular (PRP). Deixando a Assembléia estadual em janeiro de 1955, ao final de seu mandato, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em março seguinte. Em outubro de 1958, novamente candidato, obteve apenas a terceira suplência de deputado federal, deixando a Câmara em janeiro do ano seguinte, no final da legislatura.

No pleito suplementar de junho de 1959, elegeu-se senador pelo Pará, ainda na legenda do PSD, para completar o mandato de Álvaro Adolfo da Silveira, falecido em janeiro desse mesmo ano em pleno exercício de sua atividade parlamentar. Assumiu sua cadeira no Senado em agosto seguinte, sendo indicado em 1962 vice-líder da maioria. Em outubro desse mesmo ano tornou a se eleger senador, voltando a exercer a partir de março do ano seguinte a função de vice-líder da maioria do Senado. No período entre setembro e outubro de 1963, esteve afastado do Senado, sendo substituído pelo seu suplente Pedro Augusto Moura Palha.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart, entre abril e julho manteve-se afastado, sendo substituído novamente pelo seu suplente. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Afastou-se novamente nos períodos de agosto a dezembro de 1965, e de junho de 1967 a janeiro do ano seguinte, ficando em seu lugar no Senado, Pedro Augusto Moura Palha.

Em janeiro de 1971 deixou o Senado, ao terminar o seu mandato, não voltando a concorrer mais a cargos eletivos.

Ao longo de sua vida, além do magistério e da advocacia, dedicou-se também ao jornalismo em sua cidade natal, onde foi proprietário e diretor do jornal Caeté e da revista Bragança Ilustrada.

Faleceu no dia 7 de abril de 1975.

Era casado com América Ramos Lobão da Silveira. Seu sogro Filenil da Silveira Ramos foi comerciante, vogal e vereador em Bragança e seu cunhado, Jorge Ramos, prefeito daquele município e deputado estadual.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CRUZ, E. História do poder; Jornal do Brasil (9/4/75); ROQUE C. Grande; SENADO. Dados; SENADO. Relação; SENADO. Relação dos líderes; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4 e 6).

 

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