JOAQUIM SUCENA RASGA

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Nome: SUCENA, Joaquim
Nome Completo: JOAQUIM SUCENA RASGA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SUCENA, JOAQUIM

SUCENA, Joaquim

*const. 1987-1988; dep. fed. MT 1987-1991, 1991-1993, 1993-1995.

 

Joaquim Sucena Rasga nasceu em São José do Rio Preto (SP), no dia 21 de dezembro de 1942, filho de Fausto Sucena Rasga e de Argia Rossi Sucena.

Formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1969, iniciou a carreira política como secretário municipal de Saúde de Cuiabá (1974-1978), durante a administração de Manuel Antônio Rodrigues Palma. Entre 1976 a 1981, foi vice-presidente da Associação Médica de Mato Grosso (1976-1981).

Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), transferindo-se para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em fevereiro de 1982, quando se deu a incorporação do PP pelo PMDB.

Eleito deputado estadual em novembro de 1982, presidiu a Comissão de Saúde, Educação e Assistência Social (1983-1986), destacando-se como autor de denúncias de corrupção no governo de Júlio Campos.

Em novembro de 1986 alcançou a terceira votação do estado 32.997 votos –, elegendo-se deputado federal constituinte. Titular da Subcomissão de Saúde, Seguridade e Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição das Receitas, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com os países que praticassem políticas de discriminação racial, do mandado de segurança coletivo, da soberania popular, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, do voto facultativo aos 16 anos, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da legalização do jogo do bicho, do turno ininterrupto de seis horas, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical. E manifestou-se contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, o presidencialismo, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, anistia aos micro e pequenos empresários, a desapropriação da propriedade produtiva, a jornada semanal de 40 horas, a demissão sem justa causa, a pluralidade sindical.

Filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) desde 1988, candidatou-se à reeleição em outubro de 1990, obtendo uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1991, tornando-se assessor parlamentar do Ministério da Saúde até assumir, em 14 de agosto, a vaga do deputado Oscar Travassos, na qual foi efetivado em janeiro de 1993. Titular da Comissão de Seguridade Social e Família e da comissão mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992 votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Joaquim Sucena licenciou-se do mandato entre 22 de março e 27 de setembro de 1993, e de 4 de outubro de 1993 a 30 de março de 1994, em ambas as ocasiões para exercer o cargo de secretário de Saúde de Mato Grosso, no governo de Jaime Campos (1991-1995).

Disputando a reeleição em outubro de 1994, mais uma vez obteve uma suplência. Em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados. Contudo, não abandonou a vida pública. Em outubro de 1998 conseguiu eleger-se deputado estadual, e assumiu o mandato em fevereiro de 1999.

No pleito de outubro de 2002, já na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), concorreu à reeleição na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Mais uma vez bem sucedido, assumiu seu segundo mandato de deputado estadual em fevereiro do ano seguinte, passando a presidir a Comissão de Constituição e Justiça.

Em abril de 2003, de acordo com a Folha Online, edição de 23/06/2003, seu nome constava de uma lista de políticos do Mato Grosso que, supostamente, teriam sido beneficiários de um esquema de lavagem de dinheiro contra o sistema financeiro e a ordem tributária. Esse esquema, montado pelo grupo empresarial Confiança Factoring, drenava recursos financeiros dos cofres públicos para campanhas eleitorais.

Em fevereiro de 2004, Sucena aceitou o convite do governador Blairo Maggi para chefiar a Secretaria da Casa Civil, na função de articulador político do Executivo estadual em reconhecimento à sua participação no processo eleitoral que resultou na conquista de seu primeiro mandato à frente do governo mato-grossense.

Nas eleições realizadas em outubro de 2006, concorrendo pelo Partido dos Democratas (DEM), nova denominação do PFL, concorreu a uma mais um mandato de deputado estadual, mas dessa vez conseguiu apenas uma suplência. Em janeiro de 2007, deixou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, retomando suas atividades profissionais como médico ortopedista.  

Casado com Maria Adélia Giuberti Sucena, teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1987-1991, 1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Globo (30/9/92); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94, 23/6/2003); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998); O Documento, 12/8/2002; Diário de Cuiabá, 19/1/2003; Secom-MT, 12/1/2004; A Gazeta, 8/10/2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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