JOCELINO EMILIO CARVALHO

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Nome: CARVALHO, Jocelino
Nome Completo: JOCELINO EMILIO CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, JOCELINO

CARVALHO, Jocelino

*dep. fed. SE 1957-1959 e 1962-1963.

 

Jocelino Emílio Carvalho nasceu em Lagarto (SE) no dia 13 de fevereiro de 1908, filho de Francisco Moisés de Carvalho e Alcina Maura de Carvalho.

Escrivão de paz e oficial do registro civil da comarca de Lagarto em 1928, formou-se em contabilidade em Aracaju em 1933. Antes mesmo de ser eleitor, já representava o Partido Republicano de Sergipe numa convenção estadual. Filiou-se mais tarde à União Democrática Nacional (UDN), partido formado após o fim do Estado Novo (29/10/1945), e em janeiro de 1947 conquistou uma cadeira na Constituinte estadual sergipana nessa legenda.

Reeleito em 1950 na legenda da Coligação Democrática Sergipana, constituída por UDN e Partido Social Trabalhista (PST), durante seus mandatos foi primeiro-secretário da Assembléia e membro da Comissão de Orçamento. Presidiu em Sergipe o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional, lutando pelo monopólio estatal como solução para o problema do petróleo.

Candidato a deputado federal em 1954, na legenda da coligação de UDN, PST e Partido Social Progressista (PSP), ficou apenas com uma suplência. No ano seguinte, tornou-se presidente e posteriormente diretor da Caixa Econômica Federal de Sergipe, cargo que exerceu até 1960. Durante a legislatura 1955-1959, exerceu por duas vezes o mandato de deputado federal: de abril a julho de 1957 e de agosto de 1957 a janeiro de 1959. Novamente eleito suplente em outubro de 1958, retornou à Câmara em maio de 1962, nela permanecendo até janeiro de 1963. Neste último ano, tornou-se presidente da Empresa Distribuidora de Energia em Sergipe (Energipe), diretor-geral do Departamento de Saneamento do estado (Deso) e membro do Conselho de Desenvolvimento do estado de Sergipe (Condese).

Enquanto era deputado federal, integrou a Comissão de Valorização da Amazônia da Câmara e mostrou-se favorável a uma reforma agrária de cunho cooperativista e à ampliação da intervenção do Estado na economia. Apoiou a chamada “política externa independente” promovida pelos governos Jânio Quadros e João Goulart.

Em 1964, deixou a diretoria geral do Deso e, três anos depois, afastou-se da Energipe e do Condese.

Aposentado pelo serviço público desde 1968, dedicou-se desde então à administração de sua propriedade rural no município de Nossa Senhora do Socorro e escreveu artigos sobre política na Gazeta de Sergipe.

Faleceu no dia 27 de junho de 1993.

Era casado com Graciene Fernandes Carvalho, com quem teve cinco filhos.

Publicou Memórias e Desabafo (1982).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Súmula; CAMPOS, Q. Fichário; CURRIC. BIOG.; INF. FAM.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3 e 4).

 

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