JOEL FERREIRA DA SILVA

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Nome: FERREIRA, Joel
Nome Completo: JOEL FERREIRA DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERREIRA, JOEL

FERREIRA, Joel

*dep. fed. AM 1967-1983.

Joel Ferreira da Silva nasceu em Manaus no dia 3 de junho de 1925, filho de João Ferreira da Silva e de Nazaré Ferreira da Silva.

Criado em área rural, iniciou seus estudos primários apenas em 1939, no Colégio Estadual do Amazonas, em sua cidade natal, mas em dois anos ingressou no curso secundário, na Escola Rui Barbosa, também da capital amazonense. Mais tarde formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Fundação Universidade do Amazonas. Fez cursos de extensão universitária em direito trabalhista, penal e civil e foi inspetor do Trabalho.

No pleito de outubro de 1954 elegeu-se à Assembléia Legislativa de seu estado na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em outubro de 1958 foi reconduzido à Assembléia, dessa vez na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Ocupou na nova legislatura a presidência da casa, afastando-se em 1961 e em 1962 para exercer interinamente o governo estadual durante a gestão de Gilberto Mestrinho (1959-1963).

Reeleito em outubro de 1962, ainda na legenda do PSB, foi durante o novo mandato vice-presidente da Assembléia, primeiro-secretário da mesa, vice-líder e líder da bancada majoritária, presidente das comissões de Finanças, de Constituição e Justiça, e de Agricultura, Indústria e Comércio, além de membro da Comissão Especial de Emendas à Constituição do Estado. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, foi um dos fundadores do partido oposicionista, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Em novembro de 1966 foi eleito deputado federal pelo Amazonas na legenda do MDB, assumindo sua cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte, logo após ter encerrado o mandato estadual. Durante a legislatura, tornou-se vice-líder do MDB na Câmara a partir de 1º de maio de 1970 e participou das comissões de Finanças e de Valorização da Amazônia. Em novembro de 1970 conquistou novo mandato, durante o qual continuou a exercer a vice-liderança do partido e integrou seu diretório nacional. A partir de 1974 tornou-se presidente do diretório regional do MDB do Amazonas e nesse mesmo ano participou da equipe de campanha do candidato a senador Evandro Carrera. Foi ainda membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e suplente da Comissão de Comunicações.

Nas eleições de novembro de 1974 obteve do eleitorado amazonense, pela terceira vez consecutiva, um mandato para a Câmara. Em setembro de 1975, vice-líder da bancada e um dos expoentes da ala moderada do partido, muito ligado à direção oposicionista e ao líder Laerte Vieira, foi eleito segundo-tesoureiro do MDB, o que, segundo a edição do dia 18 do Jornal do Brasil, causou surpresa, já que estava prevista a indicação do senador paranaense Francisco Leite Chaves. Nessa legislatura foi ainda membro da Comissão de Comunicações e suplente das comissões de Relações Exteriores e de Serviço Público. Deixou a vice-liderança partidária em 1976.

Embora tenha sido escolhido inicialmente candidato do MDB a senador, concorreu mais uma vez à Câmara Federal em novembro de 1978, conseguindo a reeleição. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se em março do ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação governista que sucedeu a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Em declaração ao Jornal do Brasil (6/3/1980), explicou que recebera, juntamente com os ex-parlamentares Natanael Rodrigues e Alberico Antunes de Oliveira, um convite nesse sentido do ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel, e que a decisão de ingressar no PDS tinha sido tomada após três reuniões do grupo com aquele membro do governo. Na mesma entrevista procurou justificar o seu gesto argumentando que o presidente João Batista Figueiredo tinha assumido, a seu ver, várias bandeiras do extinto partido oposicionista, como a concessão da anistia política aos banidos e cassados e o restabelecimento do voto direto para a escolha dos governadores. Disse ainda que só consumaria a filiação se o governo federal garantisse um apoio permanente a seu estado. Durante a legislatura, foi suplente da mesa da Câmara, assim como das comissões do Interior e de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, e membro da Comissão de Segurança Nacional. No pleito de novembro de 1982 concorreu mais uma vez à reeleição, na legenda do PDS, conseguindo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1983, ao final da legislatura.

Radicado em Brasília, em agosto seguinte foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, tendo ocupado a presidência do órgão entre 1987 e 1988. Aposentou-se em 1994.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se a deputado distrital pela legenda do PMDB, mas não logrou êxito. Em abril de 2000, atuava como assessor especial do governador Joaquim Roriz.

Casou-se com Maria Alves da Silva, com quem teve quatro filhas.

Publicou O alcoolismo e os males de sua livre propaganda, Castanha do Brasil, Plantio de seringueiras, Voto por distrito e outros.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975, 1975-1979, e  1979-1983); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (18/9/75; 2/7/77; 9/1/78 e 6/3/80); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6, 8 e 9).

 

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