JOEL MAGNO RIBEIRO DA SILVEIRA

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Nome: SILVEIRA, Joel
Nome Completo: JOEL MAGNO RIBEIRO DA SILVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVEIRA, JOEL

SILVEIRA, Joel

*jornalista e escritor.

 

Joel Magno Ribeiro da Silveira nasceu em Aracaju no dia 23 de setembro de 1918, filho do comerciante Ismael Silveira e de Jovita Ribeiro Silveira.

Estudou no Ateneu Pedro II, em sua cidade, e aí iniciou sua carreira jornalística aos 15 anos, fundando o jornal estudantil A Voz do Ateneu. Ainda em Sergipe, aos 16 anos, tornou-se secretário da Voz Operária. Em janeiro de 1937 transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e começou a trabalhar nas revistas Carioca e Vamos Ler, escrevendo artigos sobre a Revolução Francesa de 1789. Em maio de 1938 passou a trabalhar no semanário Dom Casmurro, dirigido por Álvaro Moreira e Brício de Abreu, no qual colaboravam jovens intelectuais como Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Josué Montello. Fechado o Dom Casmurro, em 1942 tornou-se secretário e repórter da revista Diretrizes, dirigida por Samuel Wainer. Trabalhou em Diretrizes até abril de 1944, quando a repercussão de uma entrevista que fez com o escritor Monteiro Lobato resultou no fechamento da revista pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) — órgão encarregado da censura durante o Estado Novo (1937-1945) — e nas prisões de Samuel Wainer e do entrevistado. Criada em 1938, Diretrizes cumpriu importante papel no combate ao nazi-fascismo, contribuindo para o esvaziamento do Estado Novo.

Ainda em 1944, a convite de Virgílio de Melo Franco, tornou-se redator dos Diários Associados, no Rio de Janeiro. Pouco depois, foi designado por Assis Chateaubriand, proprietário da cadeia dos Diários Associados, para cobrir as ações da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Foi repórter de guerra por dez meses, trabalhando ao lado de jornalistas como Rubem Braga, então repórter do Diário Carioca. Durante 15 anos, de 1946 até o fechamento do jornal, foi repórter e colunista do Diário de Notícias. Também colaborou no vespertino Última Hora, fundado por Samuel Wainer em 1951. De 1954 a 1964 dirigiu o serviço de documentação do Ministério do Trabalho.

Juntamente com Adonias Filho e Antônio Houaiss, tornou-se membro do conselho de redação da Revista Nacional, publicada sob a forma de encarte e incluída na edição de domingo de diversos jornais do país. Foi ainda redator-chefe da revista O Mundo Ilustrado. Paralelamente à atividade jornalística, desenvolveu a carreira de escritor. Muitos de seus contos e crônicas foram incluídos em antologias organizadas por Graciliano Ramos, Raimundo Magalhães Júnior, Paulo Mendes Campos, Herberto Sales e outros. Algumas de suas poesias foram publicadas na Antologia dos poetas bissextos brasileiros contemporâneos, de Manuel Bandeira.

Faleceu no Rio de Janeiro em 15 de agosto de 2007.

Casado com Iracema Costa Silveira, teve dois filhos.

Publicou Desespero (novela, 1940), Os homens não falam demais (reportagens em colaboração com Francisco de Assis Barbosa, 1942), A lua (contos, 1945), História de pracinha (crônicas, 3ª ed. 1945), Grã-finos de São Paulo e outras histórias do Brasil (reportagem, 1946), O marinheiro e a noiva (poemas, 1952), O desaparecimento da aurora (novela, 1958), Petróleo do Brasil — traição e vitória (em colaboração com Lourival Coutinho, 1958), História de uma conspiração (em colaboração com Lourival Coutinho, 1960), O marinheiro na varanda (crônicas, 1960), Alguns fantasmas (novelas, 1962), As duas guerras da FEB (reportagem, 1965), Um guarda-chuva para o coronel (ficção política, 1968), Meninos eu vi (reportagem, 1968), Vinte horas de abril (1969), Vamos ler Joel Silveira (v. 1 da coleção Vamos Ler, contos selecionados por Moacir C. Lopes, 1976), Tempo de contar (memórias jornalísticas, 1980), A luta dos pracinhas (reportagem de guerra, 1981), O dia em que o leão morreu (contos, 1982), Dias de luto (1983), Você nunca será um deles (crônicas, 1988), O presidente no jardim (crônicas, 1989), Nitroglicerina pura (reportagem política em parceria com Geneton Morais, 1992), Guerrilha noturna (crônicas, 1993), Hitler-Stalin — o pacto maldito (reportagem política em parceria com Geneton Morais), Viagem com o presidente eleito (memórias políticas, 1996).

 

FONTES: CORRESP. BIOGR.; COUTINHO, A. Brasil; ENTREV. BIOG.; Globo (16/8/07); Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (18 e 26/9/78); Pasquim (12/78); SODRÉ, N. História da imprensa.

 

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