JONAS DE MORAIS CORREIA FILHO

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Nome: CORREIA, Jonas de Morais
Nome Completo: JONAS DE MORAIS CORREIA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CORREIA, JONAS DE MORAIS

CORREIA, Jonas de Morais

*militar; rev. 1922; const. 1946; dep. fed. DF 1946-1951

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Jonas de Morais Correia Filho nasceu em Parnaíba (PI) no dia 21 de setembro de 1903, filho de Jonas de Morais Correia e de Maria Firmina Ramos Correia.

Fez seus estudos preparatórios no Colégio Militar do Rio de Janeiro, na capital da República, e sentou praça no Exército em fevereiro de 1920, ingressando na Escola Militar do Realengo, na mesma cidade. Ainda cadete, tomou parte na revolta irrompida em 5 de julho de 1922 no Rio — onde se sublevaram a Escola Militar, o forte de Copacabana e a Vila Militar —, em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo de Epitácio Pessoa aos militares. Por sua participação nesse movimento — debelado no mesmo dia — foi afastado do Exército.

Iniciou seu processo de adaptação à vida civil matriculando-se em 1923 na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, na qual permaneceu até o ano seguinte, quando se tornou funcionário do Banco do Brasil e ocupou simultaneamente a direção do curso de habilitação à carreira bancária. Sócio-fundador do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro em 1930, ainda nesse ano formou-se contador pelo Instituto Brasileiro de Contabilidade, assumindo logo em seguida o cargo de perito-contador do Banco do Brasil e passando a lecionar essa matéria em diversos estabelecimentos de ensino.

Após a Revolução de Outubro de 1930, foi anistiado em novembro do mesmo ano. Reintegrando-se no Exército, recebeu retroativamente as promoções a aspirante-a-oficial da arma de engenharia, datada de dezembro de 1922, a segundo-tenente, de maio de 1923, e a primeiro-tenente, de outubro de 1924. Em 1931 tornou-se professor do Colégio Militar e em julho do ano seguinte foi promovido a capitão. Em 1933 passou a ensinar contabilidade na Escola de Intendência do Exército e um ano depois foi transferido para a 8ª Região Militar, sediada em Belém, aí servindo como adjunto do serviço de engenharia. De volta ao Rio, bacharelou-se em 1936 em ciências jurídicas e sociais. Em fevereiro de 1938 foi promovido a major e efetivado na cátedra de português do Colégio Militar. Promovido a tenente-coronel em junho de 1939, ainda nesse ano tornou-se professor da Escola Militar do Realengo e foi nomeado diretor do Departamento de Educação Primária da Prefeitura do Distrito Federal, a qual representou no I Congresso Cultural Brasileiro. Integrou ainda a comissão especial de compras da Secretaria Geral de Educação e Cultura do Distrito Federal, órgão que chefiaria a partir de 1942.

Filiado ao Partido Social Democrático (PSD), em 1945 tornou-se membro de sua Comissão Executiva, cargo que exerceria até 1950. No pleito de dezembro de 1945, foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte pelo Distrito Federal, na legenda do PSD. Participou dos trabalhos constituintes iniciados em fevereiro de 1946 e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946) e a transformação da Assembléia em Congresso ordinário, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Durante essa legislatura, foi membro da Comissão de Educação e Cultura, terceiro-secretário da mesa da Câmara e ainda diretor de legislação da comissão executiva de seu partido. Em setembro de 1950 foi promovido a coronel e deixou a Câmara Federal ao final de seu mandato, em janeiro do ano seguinte, não tendo conseguido se reeeleger no pleito de outubro de 1950, quando se candidatou pela legenda do Partido Social Progressista (PSP). Nesse período pertenceu à Liga de Defesa Nacional. Em 1955 foi nomeado diretor do ensino geral do Colégio Militar e dois anos depois promovido a general-de-divisão, passando em seguida para a reserva.

Foi ainda conselheiro da comissão técnica designada para analisar os livros editados pela Biblioteca Militar e membro relator da comissão encarregada pelo Ministério da Educação e Saúde de emitir parecer sobre o vocabulário da língua nacional. Atuou como examinador oficial dos concursos do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) e diretor-técnico da Biblioteca do Estudante Brasileiro. Colaborou com diversos jornais e revistas do país, abordando temas educacionais e culturais, e dirigiu A Aspiração — órgão oficial do Colégio Militar —, Nação Armada, a Revista do Clube Militar, o Mensário de Contabilidade e o Suplemento Juvenil, uma publicação da Editora A Noite, de cujas revistas infantis foi também orientador educacional. Conferencista, participou de diversos congressos, entre os quais o IV Congresso Interamericano de Professores, realizado em Santiago do Chile.

Além de integrar a comissão de intercâmbio cultural do Instituto Brasil-Canadá, foi membro das seguintes instituições: Instituto Brasil-Paraguai, Instituto Brasileiro-Boliviano de Cultura, Instituto Brasileiro de Cultura, Academia Carioca de Letras, Pen Clube do Brasil, Academia Brasileira de Filologia, Instituto Brasileiro e Instituto Paulista de Contabilidade, Câmara de Peritos-Contadores. Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, Instituto Histórico e Geográfico do Rio, do Paraná e de Sergipe, e Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, entre outras. Foi ainda vice-presidente do Instituto Brasil-México e sócio efetivo da Associação Brasileira de Imprensa.

Até meados dos anos 1990, foi orador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Faleceu no Rio de Janeiro em 20 de janeiro de 1998, vítima de problemas respiratórios.

Foi casado com Valmirina Ramos Correia, com quem teve um filho. Mais tarde, casou-se com Nilza Silva Correia. Seu filho, Jonas de Morais Correia Neto, general do Exército, foi comandante militar do Sudoeste (1988-1989) e ministro-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (1990).

Correia Filho publicou Uma prisão de Floriano, O espírito de Caxias, Estudos de português, Guia prático para o ensino de contabilidade bancária, Caderno para conjugação de verbos, Coleção de cadernos para o aprendizado de escrituração mercantil, Cabe a Floriano a implantação do regime republicano?, Cuauhtemoc e Cuairacá, dois símbolos irmãos, Antologia ginasial (em co-autoria) e Símbolos nacionais na Independência (1991).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros (1946-1967); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1947-1951); COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; Globo (31/1/98); Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; INF. FAM.; MIN. GUERRA. Almanaque (1934, 1956); MONTEIRO, F. Discurso; Movimento de 5; NÉRI, S. 16; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1).

 

 

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