JORGE GAMA DE BARROS

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Nome: GAMA, Jorge
Nome Completo: JORGE GAMA DE BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GAMA, JORGE

GAMA, Jorge

*dep. fed. RJ 1979-1983, 1989 e 1990-1991.

 

Jorge Gama de Barros nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 17 de setembro de 1942, filho de Manuel de Barros e de Noêmia de Oliveira Gama de Barros.

Escrevente de justiça na comarca de Nova Iguaçu (RJ), formou-se em ciências jurídicas e sociais na Universidade Federal Fluminense, em 1969. No pleito de novembro de 1976, elegeu-se vereador em Nova Iguaçu, pela legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro do ano seguinte, presidiu a Comissão de Justiça e a Comissão de Redação da Câmara Municipal.

Ligado ao movimento comunitário e à Igreja Católica, na Baixada Fluminense, renunciou ao mandato de vereador para conquistar uma cadeira de deputado federal em novembro de 1978, sempre pelo MDB. Na Câmara dos Deputados, participou da Comissão de Serviço Público. Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB.

Em 1982, escolhido candidato do PMDB a vice-governador do Rio de Janeiro nas eleições de novembro daquele ano, derrotando as pré-candidaturas de Rafael de Almeida Magalhães, Paulo Rates e Válter Silva, compôs a chapa de Miro Teixeira, que obteve a terceira colocação nas urnas. O pleito deu a vitória ao candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Leonel Brizola.

Em janeiro de 1983, pouco antes de encerrar o mandato, Jorge Gama participou do I Encontro de Prefeitos do PMDB, em Petrópolis (RJ), onde defendeu a unidade do partido contra a existência de correntes ideológicas que se abrigavam sob a legenda. Em novembro, foi eleito presidente do PMDB fluminense.

Em junho de 1985, teve atuação decisiva nas articulações partidárias que resultaram na escolha de Jorge Leite, em disputa com Artur da Távola, como candidato às eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro. Realizado em novembro seguinte, o pleito consagrou o candidato do PDT, Roberto Saturnino Braga.

Em abril de 1986, Gama foi um dos responsáveis pela montagem da Aliança Democrática no Rio de Janeiro, coalizão que reuniu diversos partidos em torno da candidatura de Wellington Moreira Franco ao governo do estado. Em novembro, concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados, obteve uma suplência. Assumiu, todavia, a Secretaria de Administração e, posteriormente, a de Trabalho, no governo Moreira Franco.

Em outubro de 1989, foi convocado para a vaga do deputado Aluísio Teixeira, na Câmara dos Deputados, voltando à suplência em dezembro do mesmo ano. Em janeiro de 1990, voltou a substituir o mesmo Aluísio Teixeira e apresentou projeto de lei visando à criação de uma universidade pública federal na Baixada Fluminense.

Concorreu à reeleição em outubro de 1990, mais uma vez sem êxito. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1991.

Em outubro de 1992, à frente de uma comissão nomeada pela Prefeitura de Nova Iguaçu, inaugurou uma unidade da Universidade Federal Fluminense (UFF) no município com os cursos de direito, ciências contábeis e administração. Em abril de 1994, teve seu nome incluído numa lista apreendida pelo Ministério Público na qual vários políticos eram citados como tendo sido beneficiados por doações feitas por banqueiros de jogo do bicho, atividade ilegal no país. Na ocasião, foi acusado de ter recebido dinheiro da contravenção para sua campanha a deputado federal em 1990.

Filiado ao Partido Progressista (PP), no pleito de outubro de 1994 candidatou-se à Câmara dos Deputados, mas não conseguiu se eleger. Com suspeitas de fraude devido ao número excessivo de votos em branco, a eleição foi, no entanto, anulada por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado. Marcado um novo pleito para novembro seguinte, Gama decidiu não concorrer.

Integrou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Baixada e da Região Metropolitana (SEDEBREM) no período de 31 de março a 31 de dezembro de 2006.

Casou-se com Maria de Lurdes Marques de Barros, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983, 1991-1995); Globo (23/5 e 24/7/82, 21/8/85, 1/4/94 e 20/3/96); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (20/11/78, 12/5/82, 26/1/83, 16/12/84, 29/6/85, 9/4/86, 25/5/87, 23/8 e 13/11/90 e 1/4/94); <www.governo.rj.gov.br/>. Acesso em: 15 de nov. de 09.

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