JOSE ADOLFO CHAVES DE AMARANTE

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Nome: AMARANTE, Chaves
Nome Completo: JOSE ADOLFO CHAVES DE AMARANTE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AMARANTE, CHAVES

AMARANTE, Chaves

*dep. fed. SP 1967-1969, 1970-1975.

 

José Adolfo Chaves de Amarante nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 9 de maio de 1915, filho de José Adolfo Pereira de Amarante Júnior e de Cecília Chaves de Amarante.

Estudou em sua cidade natal no Colégio Pedro II, de onde saiu em 1934, e na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, cujo curso concluiu em 1938.

Filiado ao Partido Trabalhista Nacional (PTN), atuou de 1953 a 1955 como chefe de gabinete do secretário do Trabalho, Indústria e Comércio de São Paulo. Em 1953 assumiu a coordenação da campanha vitoriosa de Jânio Quadros à prefeitura da cidade de São Paulo. No ano seguinte passou a integrar a comissão executiva regional do PTN paulista. Em 1955 tornou-se secretário do Trabalho, Indústria e Comércio do governo Jânio Quadros, exercendo a função até 1958. Nessa condição, chefiou, em 1957, a missão paulista ao Polígono das Secas e atuou como conselheiro da delegação brasileira à Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra.

No pleito de outubro de 1958, elegeu-se, na legenda do PTN, deputado à Assembléia Legislativa de São Paulo, sendo empossado em fevereiro de 1959. Ainda nesse ano, tornou-se presidente do diretório paulista do PTN, cargo que ocuparia até a dissolução do partido em 1965. Exerceu a liderança do governo na Assembléia em 1960 e 1961. Com vistas às eleições de 1962, obteve o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação civil de âmbito nacional criada no Rio de Janeiro nesse ano em substituição à Liga Eleitoral Católica, com o objetivo de mobilizar o eleitorado católico para apoiar os candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja. Concorreu a essas eleições na legenda da Coligação Janista, constituída pelo PTN e o Movimento Trabalhista Renovador (MTR), reelegendo-se deputado estadual. Ainda em 1962, tornou-se vice-presidente do diretório nacional do PTN, cargo em que permaneceria até 1965. Durante a legislatura iniciada em fevereiro de 1963, exerceu, desse ano a 1966, a liderança da oposição na Assembléia Legislativa paulista. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964, do qual tornou-se, no ano seguinte, vice-presidente regional.

No pleito de novembro de 1966, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do MDB. Concluindo o mandato estadual em janeiro de 1967, assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados no mês seguinte, passando a integrar a Comissão de Relações Exteriores, da qual foi vice-presidente até o ano seguinte. Em setembro de 1969, licenciou-se da Câmara para assumir a Secretaria do Interior de São Paulo, convidado pelo governador Roberto de Abreu Sodré. Retornou ao exercício do mandato em abril de 1970 e reelegeu-se em novembro seguinte, desta vez na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Em maio de 1971 foi designado vice-líder da Arena na Câmara e nessa legislatura integrou a Comissão de Serviço Público e a Comissão de Economia. Ainda em 1971 tornou-se assessor especial do governo de São Paulo na gestão de Laudo Natel (1971-1975).

Disputou a reeleição em novembro de 1974, obtendo apenas uma suplência. Concluindo o mandato em janeiro de 1975, ao final da legislatura, não retornou à Câmara. Tornou-se assessor especial do governo de São Paulo na gestão de Paulo Egídio Martins (1975-1979). Em 1978 assumiu o cargo de representante do governo paulista em Brasília, permanecendo até 1982. Durante este mesmo período, foi membro do Conselho de Administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Em 1982 adoeceu, retirando-se da vida pública.

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 11 de junho de 1993.

Era casado com Eloísa Quintão de Amarante, com quem teve três filhos.

Marcelo Costa

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971, 1971-1975); Estado de S. Paulo (23/9/62); INF. FAM.; NÉRI, S. 16; Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6, 8 e 9).

 

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