JOSE ALIPIO DE CARVALHO COSTALLAT

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Nome: COSTALLAT, Alípio
Nome Completo: JOSE ALIPIO DE CARVALHO COSTALLAT

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COSTALLAT, ALÍPIO

COSTALLAT, Alípio

*militar; const. 1934; dep. fed. RJ 1935-1937.

 

José Alípio de Carvalho Costallat nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 16 de dezembro de 1886, filho do marechal José Alípio Macedo da Fontoura Costallat e de Maria Elvira Torres de Carvalho Costallat.

De 1896 a 1902 cursou o secundário no Colégio Militar, no Rio, já capital da República, e neste último ano sentou praça na Marinha ingressando na Escola Naval, da qual, mais tarde, saiu guarda-marinha. Permanecendo no serviço ativo, obteve as promoções regulares até 1924, quando se reformou com a patente de capitão-tenente.

Após a vitória da Revolução de 1930, foi nomeado presidente da Comissão Geral de Sindicâncias no Estado do Rio de Janeiro. Ao lado de César Tinoco e do general Cristóvão Barcelos, entre outros, fundou em dezembro de 1932 o Partido Socialista Fluminense (PSF), filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Deixando a Comissão de Sindicâncias em 1933, passou a exercer, sempre no estado do Rio, a presidência da Comissão de Contratos. Em maio desse ano, quando integrava o Conselho Consultivo Fluminense e a comissão executiva do PSF, foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte apoiado pela frente única formada pelo seu partido e o Partido Proletário do Rio de Janeiro. Na instalação da Assembléia em novembro, candidatou-se à presidência da mesa diretora, mas obteve apenas um voto contra os 138 que elegeram o deputado mineiro Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. Em seguida foi o autor de algumas propostas, entre as quais a que estipulava o limite de 25% do volume orçamentário para as verbas destinadas à Marinha e ao Exército, e a que extinguia o serviço militar no país. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, teve seu mandato estendido até maio de 1935.

Ainda filiado ao PSF, em outubro de 1934 foi eleito deputado federal pelo estado do Rio, num pleito que elegeu também em todo o país os constituintes estaduais, encarregados por sua vez da escolha dos governadores e senadores. Permanecendo na Câmara, foi um dos principais articuladores da candidatura do deputado Pedro Luís Correia e Castro à chefia do Executivo fluminense pelo PSF, em coligação com o Partido Popular Radical (PPR). Após intensas negociações, entretanto, foi escolhido candidato da Coligação Radical-Socialista o almirante Protógenes Guimarães, vencedor de uma eleição tumultuada.

Ainda no exercício do mandato, Alípio Costallat foi um dos deputados que em 11 de novembro de 1935 assinaram o manifesto de constituição do Grupo Parlamentar Pró-Liberdades Populares, criado com o objetivo de defender as liberdades constitucionais e combater o movimento integralista, como reação à repressão que se seguiu ao fechamento da Aliança Nacional Libertadora (ANL) em julho anterior. Ocupou sua cadeira na Câmara até novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

Foi casado com Eufrosina de Almeida Prado Costallat.

Sob o pseudônimo Heitor Vargas, colaborou durante vários anos com o Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, e publicou O nefasto militarismo no Brasil (1932). Publicou ainda Reajustamento dos vencimentos militares, Voto em separado (1935) e Contra o serviço militar.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; Correio da Manhã (1/7/23); Diário do Congresso Nacional; FUND. GETULIO VARGAS. Cronologia da Assembléia; GODINHO, V. Constituintes; SILVA, H. 1934; SILVA, H. 1935; VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

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