JOSE ARIMATEIA MARTINS MAGALHAES

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Nome: MAGALHÃES, Ari
Nome Completo: JOSE ARIMATEIA MARTINS MAGALHAES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGALHÃES, ARI

MAGALHÃES, Ari

*dep. fed. PI 1995-1999.

José Arimatéia Martins Magalhães nasceu em Oeiras (PI) em 11 de outubro de 1928, filho de Thompson Magalhães e de Raimunda Carlota Martins.

Industrial, proprietário da Companhia Agro-Industrial Vale do Parnaíba (Comvap), em União (PI), ingressou na política filiando-se ao Partido Democrático Social (PDS), de cuja executiva do diretório regional foi membro. Mais tarde, com o surgimento do Partido da Frente Liberal (PFL) em 1985, resultante da dissidência do PDS que apoiou a candidatura oposicionista vitoriosa de Tancredo Neves à presidência da República, filiou-se a essa nova legenda, na qual permaneceria até 1994, quando se transferiu para o Partido Progressista Reformador (PPR).

Em outubro desse ano, elegeu-se deputado federal com 76.216 votos em sua nova legenda, coligada aos partidos Trabalhista Brasileiro (PTB), Liberal (PL), da Frente Liberal (PFL) e Progressista (PP), tendo sido o mais votado não só da coligação, mas de todo o estado. Assumindo em fevereiro de 1995, tornou-se titular da Comissão de Trabalho e Serviço Público e da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente da Comissão de Finanças e Tributação. Foi ainda titular da comissão especial sobre o novo conceito de empresa nacional. Em agosto desse ano, com a fusão do PPR ao PP, surgindo daí o Partido Progressista Brasileiro (PPB), filiou-se a essa nova agremiação. No dia 23 desse mês, licenciou-se para tratar de assuntos particulares. Foi substituído pelo primeiro suplente da coligação, Valdir Dias. Reassumiu em 23 de dezembro seguinte.

Em 1995, entre os principais projetos de interesse do governo enviados ao Congresso, votou favoravelmente ao fim do monopólio dos estados na distribuição do gás canalizado; ao fim da reserva de mercado na navegação de cabotagem, permitindo que embarcações estrangeiras passassem a operar no transporte de cargas e passageiros entre portos do país; ao novo conceito de empresa nacional, pondo fim a todas as diferenças legais entre empresas brasileiras e estrangeiras; ao fim do monopólio estatal das telecomunicações e ao fim do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo.

Em 1996, tornou-se titular da Comissão de Finanças e Tributação e suplente das comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Economia, Indústria e Comércio. Nesse mesmo ano, votou a favor da recriação do imposto do cheque, que perdeu a denominação de Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e passou a se chamar Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em janeiro do ano seguinte votou a favor do projeto de emenda constitucional que permitia aos ocupantes do Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) concorrerem à reeleição, ratificando sua posição na votação do segundo turno em fevereiro, quando a emenda foi aprovada na Câmara. Em abril de 1998 licenciou-se novamente do Legislativo para tratamento de saúde. Mais uma vez, foi substituído por Valdir Dias. Reassumiu em 19 de setembro seguinte.

Em outubro concorreu ao Senado, mas foi derrotado pelo candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Alberto Silva. Em novembro votou contra o projeto do governo de reforma da Previdência, que, ao ser aprovado, estabeleceu um valor máximo para aposentadorias no setor público, bem como a idade mínima e o tempo de contribuição no setor privado. Permaneceu na Câmara até o fim de janeiro de 1999, quando se encerrou a legislatura.

Em outubro de 2006, mais uma vez disputou sem sucesso a uma vaga no Senado na legenda do PMDB.

No serviço público foi auxiliar censitário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Teresina, fiscal do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) em Fortaleza, agente fiscal de tributos federais na Secretaria da Receita Federal em Goiás, Mato Grosso e no Piauí. Foi ainda secretário de Fazenda do Piauí.

Foi também escriturário do Banco do Brasil em Teresina, Floriano e Picos.

Casou-se com Rosália do Nascimento Ferreira, com quem teve uma filha.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (Especial 6/11/98); Globo (29/1/97); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (14/1/96); TRIB. REG. ELEIT. PI. Dados (1998, 2006).

 

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