JOSE AUGUSTO DA SILVA CURVO

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Nome: CURVO, José Augusto
Nome Completo: JOSE AUGUSTO DA SILVA CURVO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CURVO, JOSÉ AUGUSTO

CURVO, José Augusto

*dep. fed. MT 1991-1995.

 

José Augusto da Silva Curvo nasceu em Cuiabá no dia 27 de agosto de 1949, filho de Joaquim Augustinho Curvo Sobrinho e Avanildes Moreira Curvo. Seu tio Sílvio Curvo foi senador pelo estado nos anos 1950. Dentre seus vários primos, destacam-se Júlio Campos, que foi deputado federal pelo estado entre 1979 e 1983, governador (1983-1986), deputado federal entre 1987 e 1991 e senador (1991-1999), e Jaime Campos, que foi governador do estado entre 1990 e 1995.

Médico, ingressou na vida política em 1986 ao tomar posse como secretário de Saúde do estado, no governo de Vilmar Peres de Faria (1986-1987), permanecendo no cargo até 1987. Nesse mesmo ano, exerceu a presidência da Associação Médica do Mato Grosso.

Concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá na legenda do Partido Liberal (PL), em outubro de 1988. Eleito, assumiu o mandato no ano seguinte, quando exerceu a liderança do partido na Câmara Municipal e a presidência da União dos Vereadores. Em 1990, deixou a Câmara de Vereadores e elegeu-se deputado federal em outubro na legenda do PL, assumindo o mandato em fevereiro de 1991. Neste ano, participou como titular da Comissão de Seguridade Social e Família.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, que foi acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde a decisão da Câmara.

Em agosto de 1994, a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante, por tentativa de suborno, seu sogro e assessor parlamentar Gérard Jean Trechaud, que deu um cheque de 40 mil reais assinado por ele, para o chefe do Departamento de Patrimônio Indígena da Fundação Nacional do Índio (Funai), Odemir Pinto de Oliveira, para paralisar uma fiscalização de extração irregular de madeira na região do vale do Guaporé (MT). No depoimento, Gérard negou que falasse em nome do deputado, apesar de mantê-lo informado dos contatos com o chefe da Funai, mas as conversas gravadas pela PF confirmavam que a todo momento Gérard dizia que o deputado representava todas as madeireiras da região.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas, e faltou às votações sobre o fim do voto obrigatório e da criação do imposto de 0,25% sobre transações bancárias, o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF). Ainda nessa legislatura deixou o PL e filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

No pleito de outubro de 1994, concorreu à reeleição na legenda peemedebista, mas não conseguiu êxito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura, dedicando-se à administração da fábrica de tintas de propriedade da família.

No pleito do ano 2002, Curvo ainda peregrinou por quase todo o estado à procura de votos para uma vaga na Assembléia Legislativa, novamente não sendo bem-sucedido.

Em setembro de 2009, seu nome constou de uma relação de pré-candidatos a deputado estadual no Mato Grosso elaborada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), muito embora continuasse ligado ao PMDB.

Casou-se com Odette Catherine Louise Biancardini Trechaud, com quem teve cinco filhos, e que também atuou na política local: ela foi candidata a vice-prefeita de Cuiabá na chapa de Emanuel Pinheiro, e integrou a executiva regional do Partido Verde (PV) em Chapada dos Guimarães (MT).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Globo (2/8/94); Jornal do Brasil (3/8/94); TRIB. SUP. ELEIT. (1994); Diário de Cuiabá, 4 e 8/4/2001; Circuito Mato Grosso, 2/11/2008; Água Boa News, 5/9/2009.

 

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