JOSE BRAS PEREIRA GOMES

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Nome: BRÁS, José
Nome Completo: JOSE BRAS PEREIRA GOMES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRÁS, JOSÉ

BRÁS, José

*dep. fed. MG 1924-1930; const. 1934; dep. fed. MG 1935-1937.

 

José Brás Pereira Gomes nasceu em Itajubá (MG) no dia 1º de junho de 1894, filho de Venceslau Brás Pereira Gomes — presidente da República de 1914 a 1918 — e de Maria Carneiro Pereira Gomes.

Fez os primeiros estudos no Ginásio São José, em sua cidade natal. Entre 1914 e 1916, foi oficial-de-gabinete do pai, concluindo neste último ano o curso da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese intitulada Hemorragias obstétricas.

Em 1918, foi nomeado médico vacinador do Instituto Vacinário da Prefeitura do Distrito Federal por Amaro Cavalcanti, então prefeito, mas deixou o cargo um mês depois.

Deputado estadual em Minas Gerais de 1919 a 1922 pela legenda do Partido Republicano Mineiro (PRM), foi segundo e primeiro-secretário e vice-presidente da Assembléia Legislativa estadual. Eleito para a legislatura seguinte, renunciou ao mandato ainda em 1923, elegendo-se, em 1924, deputado federal. Reelegeu-se em 1927 e, em 1930, teve seu mandato interrompido em decorrência da Revolução de 1930, que suspendeu o funcionamento dos órgãos legislativos do país.

Prosseguindo sua militância política, elegeu-se, em maio de 1933, deputado por Minas Gerais à Assembléia Nacional Constituinte pela legenda do Partido Progressista Mineiro (PPM). Assumiu sua cadeira em novembro do mesmo ano, participando dos trabalhos constituintes, e, com a promulgação da nova Carta em 16 de julho de 1934, teve o mandato estendido até maio de 1935. Concorrendo ao pleito de outubro de 1934, foi mais uma vez eleito deputado federal por seu estado. Em maio de 1937, representou o PP na convenção de lançamento da candidatura de José Américo de Almeida à sucessão de Getúlio Vargas nas eleições previstas para o ano seguinte, e, em novembro, teve o mandato interrompido pelo advento do Estado Novo, que suprimiu todos os órgãos legislativos do país e cancelou as eleições.

Durante o governo de Eurico Dutra (1946-1951), foi diretor da Carteira de Exportação e Importação (Cexim) do Banco do Brasil de junho de 1950 a janeiro do ano seguinte.

Seguindo a carreira empresarial do pai, que conjugou os negócios à política, fundou em Itajubá uma fábrica de meias, da qual foi diretor por cinco anos, e outra de chapéus, tendo sido ainda diretor-gerente da Companhia Industrial do Sul de Minas, que se subdividia em três setores principais: produção de tecidos, fornecimento de energia e serviço bancário, com sede em Itajubá e filiais em Brasópolis, Paraisópolis, Maria da Fé, Cambuci e Itanhandu. Atuou também como gerente da firma Bráulio Carneiro e Cia. que executou obras de saneamento em Itajubá, aterrando a lagoa existente nos arredores da cidade.

Fundou a Escola de Farmácia de Itajubá e respondeu pela provedoria da Santa Casa de Misericórdia nesta mesma cidade.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 27 de novembro de 1982.

Era casado com Sílvia de Carvalho Brás Pereira Gomes.

Também atuou na política seu sobrinho Teodomiro Carneiro Santiago, deputado federal por Minas Gerais entre 1921 e 1930 e 1935 e 1936.

 

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal; Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CONSULT. RAMOS, P.; Diário de Notícias (26/5/37); Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; MOURÃO, M. Dutra; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem.

 

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