JOSE DA COSTA PORTO

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Nome: PORTO, Costa
Nome Completo: JOSE DA COSTA PORTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PORTO, COSTA

PORTO, Costa

*const. 1946; dep. fed. PE 1946-1951; min. Agric. 1954-1955.

 

José da Costa Porto nasceu em Canhotinho (PE) no dia 13 de junho de 1909, filho do proprietário rural José Vitorino da Costa e de Idalina Rodrigues Porto.

Concluiu o curso primário em sua cidade natal, ingressando depois no Seminário de Olinda, onde estudou humanidades e depois direito canônico, filosofia e teologia. Em 1932 abandonou o seminário e se transferiu para Nazaré da Mata (PE), onde se casou com Evane Ramos da Costa Porto e se tornou senhor de engenho.

Em 1937 ingressou na Faculdade de Direito de Recife, pela qual se formou em dezembro de 1941. Depois do início do Estado Novo, durante a interventoria de Agamenon Magalhães (1937-1945), foi inicialmente oficial-de-gabinete da Secretaria de Agricultura e, de 1938 a 1942, secretário da Prefeitura de Recife. De 1942 a 1945, já formado, dirigiu o Departamento de Assistência às Cooperativas do Estado.

Nomeado promotor público em 1945, nas eleições de dezembro desse ano conquistou uma cadeira de deputado federal por Pernambuco na legenda do Partido Social Democrático (PSD), participando dos trabalhos da Constituinte de 1946. Em 1948 integrou a Comissão Permanente de Obras Públicas e a Comissão Especial de Pecuária da Câmara, tendo sido ainda vice-presidente da Comissão de Proteção à Natalidade. Durante seu mandato, que terminou em 1951, pertenceu também à Comissão de Agricultura.

Em agosto de 1954, no governo de João Café Filho, assumiu o Ministério da Agricultura por indicação do governador de Pernambuco, Etelvino Lins, em substituição a Apolônio Sales. Com a nomeação, desistiu de candidatar-se à Câmara dos Deputados nas eleições realizadas em outubro. Ao ser nomeado em maio de 1955 para a presidência do Banco do Nordeste do Brasil, deixou a pasta da Agricultura, que passou a ser ocupada por Bento Munhoz da Rocha. Permaneceu até fevereiro de 1956 na presidência do Banco do Nordeste, onde exerceu ainda diversas funções: consultor jurídico, membro do conselho consultivo em 1955, 1956, 1962 e 1963, e diretor em 1956, 1957, 1961, 1965 e 1966.

De abril de 1965 a maio de 1967, fez parte do conselho técnico do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA) e de 1966 a 1967, no governo Paulo Guerra, ocupou a presidência do Banco do Desenvolvimento do Estado de Pernambuco. Em 1978, exercia as funções de procurador-geral do Instituto Brasileiro do Café.

Professor da Universidade Católica de Pernambuco, lecionou direito romano, teoria geral e direito constitucional. Recebeu ainda o título de professor honoris causa da Escola de Agronomia da Universidade Rural de Pernambuco.

Manteve sempre importante atividade como jornalista em seu estado, tendo sido redator do Jornal do Comércio, do Diário de Pernambuco e do Jornal Pequeno, redator-chefe da Folha da Manhã, diretor do Diário da Manhã e superintendente dos Diários Associados. Foi ainda diretor da Televisão Universitária, também em Pernambuco, e membro da Academia Pernambucana de Letras, da Academia Cearense de Letras e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano.

Faleceu em Recife no dia 3 de dezembro de 1984.

Era casado com Evane Ramos da Costa Porto, com quem teve dois filhos, dos quais Válter Costa Porto foi chefe de gabinete do ministro da Justiça Armando Falcão, de 1977 a 1979 e professor de ciência política da Universidade de Brasília.

Publicou as seguintes obras: Pinheiro Machado e seu tempo: tentativa de interpretação (1951), História popular da restauração (1954), O pastoreio na formação do Nordeste (1960), Duarte Coelho (1961), Estudo sobre o sistema sesmarial (1965), Os tempos de Barbosa Lima (1966), A civilização duartina (1968), Nos tempos do visitador — subsídios ao estudo da vida colonial pernambucana nos fins do século XVI (1968), Os tempos de Rosa e Silva (1970), Os tempos de Dantas Barreto (1973), O marquês de Olinda e seu tempo (1974), Pequena história da Confederação do Equador (1974), Os tempos de Estácio Coimbra (1977), Os tempos de Lima Cavalcanti (1977), Os tempos de Gervásio Pires (1978). Foi autor também da seleção, introdução e comentários aos Discursos parlamentares do visconde de Ouro Preto (1978).

Sílvia Pantoja

 

FONTES: BELEZA, N. Evolução; CAFÉ FILHO, J. Sindicato; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); COSTA, M. Cronologia; COUTINHO, A. Brasil; CURRIC. BIOG.; Diário do Congresso Nacional; Encic. Mirador; Grande encic. Delta; GUERRA FILHO, R. Ministério; Jornal do Brasil (4/12/90); OURO PRETO, A. Afonso; SILVA, G. Constituinte.

 

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