JOSE NEIF JABBUR

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: JABBUR, Neif
Nome Completo: JOSE NEIF JABBUR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
JABBUR, NEIF

JABBUR, Neif

*dep. fed. MG 1991-1995, 1997-1999.

José Neif Jabbur nasceu em Passos (MG) no dia 26 de abril de 1926, filho do comerciante Abrão Jabbur e de Nazle Esper Jabbur.

Em 1953, formou-se técnico em contabilidade pela Escola Técnica de Comércio São José, em sua cidade natal, e ingressou na Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, em Uberaba (MG), que concluiu em 1958, especializando-se em direito do menor. No pleito de novembro de 1954, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Vereadores de Passos, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Eleito, assumiu o mandato no início do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como presidente da Câmara. Em 1958, saiu do PTB, deixando também o Parlamento ao final de seu mandato no início do ano seguinte.

Em 1965, tornou-se diretor e presidente da empresa Daude Jabur Engenharia e Construções Ltda., com sede no Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1973. Com o advento do bipartidarismo decorrente do Ato Institucional nº 2 (AI-2), de 27 de outubro de 1965, filiou-se, no ano seguinte, ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1970, foi assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Passos, exercendo esse cargo por dois anos.

No pleito de novembro de 1974, elegeu-se deputado estadual por Minas Gerais, na legenda do MDB, assumindo o mandato no início do ano seguinte. Reelegeu-se no pleito de novembro de 1978. Em virtude do fim do bipartidarismo e da conseqüente reformulação partidária, em novembro de 1979, saiu do MDB e filiou-se ao Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves. Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que aglutinou os antigos membros do MDB, ingressou nessa legenda. No exercício do mandato, participou dos trabalhos legislativos como segundo-secretário da mesa (1979-1980).

Nas eleições de novembro de 1982 e de 1986, reelegeu-se deputado estadual — constituinte no segundo pleito —, exercendo a vice-liderança do partido na Assembléia Legislativa (1985) e sendo vice-presidente da Comissão de Turismo, Patrimônio Histórico e Artístico, membro titular da Comissão de Agropecuária e Política Rural, da Comissão de Assuntos Municipais e Planejamentos Regionais, da Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Menor Abandonado em Minas Gerais. Em 1987, foi eleito presidente da mesa da Assembléia, cargo que exerceu até o ano seguinte, e tornou-se vice-presidente da União Parlamentar Interestadual (UPI), permanecendo nessa função por três anos.

No pleito de outubro de 1990, candidatou-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados, na legenda do PMDB. Eleito, assumiu seu mandato no início de 1991, participando dos trabalhos legislativos como primeiro-vice-presidente e membro titular da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e da CPI sobre a NEC do Brasil S.A. e o envolvimento do Ministério das Comunicações e da Telebrás.

Votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, acusado de crime de responsabilidade por se envolver num amplo esquema de corrupção comandado por Paulo César Farias, seu tesoureiro durante a campanha eleitoral. Assumiu interinamente a presidência, tão logo a Câmara dos Deputados aprovou o afastamento de Collor, o vice Itamar Franco. Com o processo ainda em andamento no Senado, e vislumbrando escassas possibilidades de recuperar o cargo, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro, esperando livrar-se de uma pena de oito anos de inelegibilidade, manobra afinal frustrada. Acolhida a renúncia, Itamar Franco foi efetivado na presidência da República.

Ainda nessa legislatura, nas votações importantes no Congresso Nacional, Jabbur declarou-se favorável à cobrança do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), contribuição de 0,25% que incidiu sobre operações bancárias, e à criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que concedeu ao Executivo Federal uma margem de autonomia na alocação de recursos, autorizando-o a aplicar verbas inicialmente previstas para os ministérios da Educação e da Saúde em outras áreas. Esteve ausente na votação do fim do voto obrigatório (rejeitado).

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se à reeleição, na legenda do PMDB, mas obteve apenas a segunda suplência, deixando a Câmara ao final de seu mandato, no início de 1995. Em janeiro do ano seguinte, saiu do PMDB e filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação criada em agosto de 1995 a partir da fusão do Partido Progressista (PP) com o Partido Progressista Reformador (PPR), tornando-se presidente do diretório municipal de Passos e membro do diretório regional de Minas Gerais do novo partido.

Em 2 de janeiro de 1997, tomou posse e foi efetivado no mandato de deputado federal, pela legenda do PPB, ocupando a cadeira que pertencera a Newton Cardoso, ex-governador de Minas Gerais (1983-1987), empossado na prefeitura de Contagem (MG). Participou dos trabalhos legislativos como terceiro-vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior. Ainda em 1997, votou a favor da emenda que permitiu que prefeitos, governadores e o presidente da República disputassem um mandato consecutivo e da emenda que pôs fim à estabilidade dos servidores públicos.

Em 1998, manifestou-se a favor da reforma da previdência, que fixou um teto salarial para a aposentadoria dos servidores públicos e estabeleceu idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado.

Candidatou-se à reeleição no pleito de outubro de 1998, na legenda do PMDB mineiro, não obtendo, contudo, votação suficiente para novo mandato. Deixou a Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999, ao final da legislatura.

Faleceu em 15 de dezembro de 2003.

Casou-se com Maria Eni Siqueira Jabbur, com quem teve três filhos.

Marcelo Costa

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, 1995-1999, suplemento); Folha de S. Paulo (6/11/98); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (5/2/98); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); Portal da ASSEMB. LEGISL. MG. 20 anos da Constituição Mineira.

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados