JOSE PEDROSO TEIXEIRA DA SILVA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: PEDROSO, José
Nome Completo: JOSE PEDROSO TEIXEIRA DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEDROSO, JOSÉ

PEDROSO, José

*dep. fed. RJ 1951-1964.

José Pedroso Teixeira da Silva nasceu em Salvador no dia 1º de janeiro de 1913, filho de Arnaldo Otílio Teixeira da Silva e de Maria Teodora Pedroso Teixeira da Silva.

Diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1933. Médico-chefe do serviço de saúde da Caixa Econômica Federal da Bahia, transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, passando a exercer a mesma função junto ao conselho superior das caixas econômicas federais. Na capital do país, fez também os cursos de radiologia, no Hospital do Pronto-Socorro, e de urologia, na Faculdade Hahnemaniana.

Em 1947 foi nomeado diretor da Carteira Hipotecária da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro, passando pouco depois a presidente do órgão, cargo que manteria até janeiro de 1951. Como jornalista, dirigiu o Diário Trabalhista, no Rio de Janeiro, entre 1948 e 1950.

Militante do Partido Social Democrático (PSD) fluminense, elegeu-se no pleito de outubro de 1950 deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda de seu partido, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Desentendendo-se com jornalistas, chegou a agredir na Câmara o repórter Anísio Rocha, que mais tarde se elegeria deputado. Reelegeu-se em outubro de 1954, sempre na legenda do PSD, e voltou a envolver-se num incidente, dessa vez com um vereador fluminense, desferindo-lhe três tiros no interior do restaurante do palácio Tiradentes.

Apoiando o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961), foi mais uma vez reeleito em outubro de 1958 pelo mesmo estado e na mesma legenda, e tornou-se, a partir de junho de 1959, vice-líder de seu partido e da maioria, integrada também pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Votou a favor da cassação do mandato do líder oposicionista Carlos Lacerda, da implantação da indústria automobilística e dos estaleiros nacionais e da transferência da capital do país para Brasília.

Após o curto governo do presidente Jânio Quadros (de janeiro a agosto de 1961), foi favorável à Emenda Constitucional nº 4, que instalou no país o regime parlamentarista, fórmula conciliatória que permitiu a posse do vice-presidente João Goulart. Ainda em 1961, votou favoravelmente à Emenda Constitucional nº 5, que ampliou a participação dos municípios na arrecadação tributária nacional. Em setembro de 1962, apoiou a antecipação do plebiscito que decidiria sobre a volta ao presidencialismo. No mês seguinte, foi ainda uma vez reeleito.

No decorrer de seus mandatos, defendeu na Câmara o monopólio estatal do petróleo, das telecomunicações, dos minérios atômicos, da energia elétrica e dos transportes ferroviários e marítimos. Com relação à questão da terra, foi favorável a uma reforma agrária cooperativista com assistência do Estado aos lavradores e à produção, revelando-se partidário da desapropriação dos latifúndios improdutivos e dos minifúndios inaproveitados, desde que fosse assegurada a seus proprietários a prévia e justa indenização em dinheiro. Visando a minimizar a influência do poder econômico estatal ou privado nas eleições, apoiou a criação da cédula única em todos os pleitos e defendeu os distritos eleitorais, embora considerasse o direito de voto e a elegibilidade dos analfabetos um retrocesso. Bateu-se ainda pela necessidade de reformas administrativas que instituíssem um órgão de planejamento nacional, assim como de reformas bancárias, capazes de dinamizar o crédito, e tributárias, destinadas a reduzir a incidência dos impostos indiretos.

Logo após a deposição do presidente João Goulart, teve seu mandato cassado no dia 14 de abril de 1964 pelo Ato Institucional nº 1, editado cinco dias antes.

Foi membro do Conselho Nacional de Geografia e Estatística, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Fluminense de Jornalistas e da Associação de Imprensa Campista.

Casou-se com Maria Lúcia Arruda Costa Pedrosa da Silva, com quem teve três filhos.

Publicou Problemas vitais do estado do Rio de Janeiro e Rio de Janeiro, o estado e o município.

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CISNEIROS, A. Parlamentares; COUTINHO, A. Brasil; DEP. PESQ. ESTADO DE SÃO PAULO; MACEDO, N. Aspectos; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4 e 6).

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados