JOSE PENEDO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

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Nome: PENEDO, José
Nome Completo: JOSE PENEDO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PENEDO, José

PENEDO, José

* dep. fed. BA 1967-1975, 1979-1987, 1995.

               

José Penedo Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Tucano (BA) no dia 5 de setembro de 1931, filho de Antônio Penedo Cavalcanti de Albuquerque e de Mariana Andrade Pene­do.

Formou-se em direito pelo Centro de Estudos Universitários de Brasília (CEUB) em 1984.

De 1951 a 1954 foi gerente do Banco de Fomento do Estado da Bahia. Neste último ano transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde fez o curso do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) em 1959. De volta à Bahia ainda neste ano assumiu o cargo de Assis­tente técnico e diretor das divisões de Contro­le e Fiscalização e de Migração do Instituto Nacional de Imigração e Colonização (INIC), o atual INCRA.

Elegeu-se no pleito de outubro de 1962 terceiro suplente de deputa­do à Assembléia Legislativa baiana na legenda do Partido de Representação Popular (PRP), não tendo assumido o mandato. Em 1963 fez o curso de Liderança Executiva da Universidade Federal da Bahia.

Entre 1964 e 1966 exerceu os cargos na Prefeitura Municipal de Salvador de secretário executivo da Assessoria de Planejamento, secretário de Viação e Obras Públi­cas e secretário de Administração. Foi pre­sidente da Companhia de Abastecimento de Salvador.

Com a extin­ção dos partidos políticos pelo Ato Institucio­nal nº.2 (27/10/1965) e a posterior instaura­ção do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Re­novadora Nacional (Arena), partido governista, e, no pleito de novembro de 1966, conseguiu eleger-se deputa­do federal por seu estado na legenda desse partido. Ocupando sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, nessa legislatura integrou as comissões de Economia, de Minas e Energia e de Segurança Nacional da Câmara dos Deputa­dos. Em 1969 realizou um curso de extensão universitária sobre desenvolvimento econômi­co e social na Universidade Católica de Salvador (BA).

Reeleito na mesma legenda em novembro de 1970, empossado em fevereiro de 1971, ano em que participou como membro efetivo da Comissão do Polígono das Secas e, como suplente, das comissões de Re­lações Exteriores e de Serviço Público da Câmara dos Deputados. Representou o Brasil no Simpósio sobre demografia em Nova Iorque (EUA), em 1972. No ano seguinte freqüentou o curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), em Brasília. Participou, em 1974 de Simpósio sobre Turismo na Holanda.

No pleito de novembro de 1974 obteve apenas a quinta suplência de deputado federal, sempre na legenda da Are­na , e encerrou o mandato em janeiro de 1975.

Entre 1976 e 1978 exerceu o cargo de diretor administrativo e financeiro da Cooperativa Habitacional (COHAB) órgão ligado a Urbanização da Bahia S. A. (URBIS).

Nas eleições de novembro de 1978 voltou a eleger-se à Câmara Federal na mesma legenda, assumindo o mandato em fevereiro do ano se­guinte. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformu­lação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS) que substituiu a Arena como partido de sustentação do governo, e participou da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputa­dos. Desde sua filiação à Arena, em 1966, ocupou postos diversos no partido, tendo sido vice-presidente do Diretório Regional desta agremiação na Bahia, Secretário geral em Salvador (BA), membro do Diretório Nacional, além de coordenar a bancada do partido na Câmara dos Deputados ao longo das legislaturas. Em 1980, participou de visita oficial à República Popular da China, Tailândia, Egito, Israel e Coréia.

Em 25 de abril de 1984 se ausentou da votação da Emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara dos Deputados, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a Emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação – faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal – no Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985 José Penedo votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Em 1985 Penedo chefiou a delegação brasileira a simpósio interparlamentar sobre desarmamento relativo a armas convencionais, no México. No ano seguinte, foi chefe da delegação brasileira à LXXVI Conferência da União Interparlamentar, em Buenos Aires (Argentina). Foi membro das comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados

Filiando-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), em outubro de 1986 concorreu a vice-governador da Bahia na chapa encabeçada por Josafá Marinho. A eleição, contudo, foi vencida por Valdir Pires, candidato do PMDB. Em janeiro de 1987, ao final da legislatura, José Penedo deixou a Câmara dos Deputados.

Técnico de planejamento e pesquisa da Secretaria de Planejamento (Seplan) e do Instituto de Planejamento Econômico e Social (IPEA), e assessor especial do ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira em 1987 e 1988, no ano seguinte tornou-se diretor da Usina Siderúrgica da Bahia.

Nas eleições de outubro de 1990 disputou um novo mandato de deputado federal mas só conseguiu uma suplência. Entre 1991 e 1994 ocupou os cargos de contador, gerente e diretor do Banco do Estado da Bahia (BANEB). Voltou a candidatar-se a uma vaga na Câmara em outubro de 1994, mas novamente não se elegeu. Exerceu o mandato de deputado federal entre 11 e 31 de janeiro de 1995, no final da legislatura 1991-1995, na vaga de Eraldo Tinoco.

Em 1996, tornou-se delegado federal do Ministério da Educação na Bahia, cargo que ocupou até 1998. Desde então, passou a trabalhar apenas no seu escritório de advocacia, com sedes em Salvador e Brasília.

No PFL, foi membro do diretório regional na Bahia e seu secretário geral, além de membro do diretório nacional.

José Penedo casou-se com Maria Teresa Abreu Penedo, com quem teve uma filha.

 

/Sonia Zylberberg

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971 e 1971-1975); CÂM. DEP. Deputados Brasileiros. Repertório (1991-1995); CÂM. DEP. Deputados Brasileiros. Repertório (1995-1999); Globo (26/4/84, 16/1/85 e 6/12/96); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

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